Ludmilla Rossi
Texto porLudmilla Rossi
37 anos - Santos

Antes e depois: Elaine Lopes eliminou 28kg

E a partir de já começamos a dividir com os leitores do Juicy Santos as histórias de sucesso de muitos dos nossos leitores que, com muita determinação mudaram seu estilo de vida e atingiram seus objetivos. Um desses casos é o da Elaine Lopes, que emagreceu impressionantes 28 kilos. Quer saber como? Confira a história e veja as fotos.

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“Aos 32 anos, com 1,56m de altura, 82 quilos e uma vida, aparentemente feliz, ainda me sentia insatisfeita, não só com minha aparência (apesar de todos a minha volta sempre me elogiarem), mas sim com minha saúde e minha disposição. Cheguei a um momento da minha vida no qual exigia um pouco mais de mim: maior realização profissional e pessoal. E resolvi ir atrás delas.

Tive a oportunidade de reestruturar toda minha vida profissional, buscar a minha missão e aliar trabalho ao prazer, o que para mim é a fórmula ideal. A pessoal já estava caminhando, pois havia acabado de casar e estava completamente apaixonada, mas os planos estavam avançando e o próximo passo a realizar era o sonho de ter filhos.

Eu sempre fui “cheinha”. Era uma criança fofinha e iniciei minha adolescência com medidas e peso adequados para a minha altura. Porém, a partir da adolescência, comecei a desenvolver o sobrepeso e isso me incomodava cada vez mais. Fazia dietas restritivas e atividades físicas, tomava remédios controlados e emagrecia, mas logo após ter atingido meu objetivo, voltava ao peso anterior ou ganhava ainda um pouco mais. Vivia em luta com a balança.

Aos poucos, passei a não me reconhecer em minhas atitudes. Quando cheguei ao máximo do peso, percebia que eu me isolava por vergonha de encontrar as amigas magras, evitava fotos de corpo inteiro e nenhuma roupa mais servia em mim. Enfim, eu me olhava e não me encontrava. Não me reconhecia naquele corpo.

Foi quando o maior problema surgiu: Como seria exemplo para o meu filho se não tenho uma alimentação decente (até então não comia legumes e verduras), se não pratico exercícios (eu ficava ofegante com qualquer corrida mínima que realizava) e se não tenho minha saúde em dia (estava com minha taxa de colesterol em 299)? Todas essas questões começaram a me assombrar. Eu queria ser saudável, poder escolher uma maçã ao ter que optar entre a fruta ou uma barra de chocolate. O contrário do que sempre fiz até então.

Utilizei técnicas que advinham da Psicologia, da PNL e do Coaching para identificar os bloqueios, que me impediam de emagrecer e continuar magra, e os significados que eu dava ao meu corpo e ao ato de me alimentar. Notei que muitas vezes comia por culpa, frustração, ansiedade, tristeza e até mesmo para me manter alegre, como um prêmio ou uma compensação. Além disso, analisei os meus reais objetivos em relação ao meu processo de emagrecimento e ainda os meus valores pessoais, que sustentariam esse meu objetivo (o porquê seria importante emagrecer).

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Em paralelo, pude perceber que carregava algumas crenças – verdades absolutas que passei a acreditar durante o meu desenvolvimento, mas que não necessariamente eram realidade – que me impediam de tomar essa decisão e escolher um estilo melhor de vida para mim. Todos esses elementos são registrados de forma inconsciente pela nossa mente e acabam controlando nossos comportamentos, fazendo com que passemos a agir de maneira que não tenhamos controle sobre nossas decisões. E, muitas vezes, se torna difícil uma mudança de hábito que parece tão simples.

Utilizei também ferramentas do Coaching – metodologia de desafio comportamental capaz de levar o ser humano ao alcance de qualquer objetivo através de um processo focado em ações – e passei a realizar atividades que, até então, não havia realizado para atingir os resultados que eu desejava. Aos poucos, introduzi os exercícios na minha rotina – hoje pratico atividades físicas seis vezes na semana – e fiz uma mudança radical nos meus hábitos alimentares, optando por escolhas mais saudáveis.

Tive a sorte de encontrar um educador físico, que é meu instrutor na academia, e que comprou a minha causa e investiu nessa mudança. No meio do processo busquei ajuda de um profissional médico endocrinologista e próximo ao final, iniciei um acompanhamento de um fisiologista do exercício, para diminuir a taxa de gordura, que passou de 26% para 11%.

O processo todo durou um ano. Nesse período pude perceber o quanto o meu autoconhecimento ajudou: todos os cursos que fiz, toda minha formação e os anos de terapia contribuíram muito para que eu me compreendesse mais, identificasse as emoções que prejudicavam a minha alimentação e entendesse o estilo de vida que eu queria ter.

Percebi que é importante se conhecer para saber onde estão os pontos de atenção quando se tem um objetivo a alcançar. Depois, começar a analisar o que de fato nos incomoda, e agir em cima disso. Não se acomodar, saber que a nossa vida e a nossa felicidade dependem de nós mesmos: Tudo isso está em nossas próprias mãos. Aprendi também que não há limites para ser feliz.

O emagrecimento, além do aspecto estético, influenciou diretamente na minha autoestima, autoconfiança e relações com as demais pessoas, tanto dentro de casa com a família, quanto com amigos e colegas. Percebi que os medos diminuíram, alguns receios desapareceram e a vida ficou muito mais fácil, muito mais leve! Quando você emagrece, não se trata apenas dos quilos que você perde, e sim da vida que você ganha!

Foi interessante acompanhar os resultados. Cada conquista era uma vitória e perceber que você é capaz, basta querer, não é só frase motivacional de redes sociais. A reação das pessoas ao me encontrar após o processo de emagrecimento, o gosto que peguei pelo saudável e pelas atividades físicas e o fato de morar em Santos e gostar de ir à praia (até então eu a evitava mesmo nos mais fortes verões) foram fatores que me motivaram a seguir em frente.

Hoje, eu utilizo a minha história para inspirar pessoas que têm o mesmo objetivo que eu ou que enfrentam as mesmas dificuldades que eu enfrentei. Por esse motivo, criei a ferramenta, o curso e dou atendimentos com essa finalidade.

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Acho importantíssimo quem está no início dessa jornada entender que não se trata somente de uma dieta restritiva com tempo determinado e que não é somente um objetivo que precisa ser alcançado. Certamente, o processo vai muito além. Vai de você se conhecer, se amar, se respeitar, fazer escolhas saudáveis (não só relacionadas a autoestima) e mudar seu estilo de vida. Entender que você não precisa comer para descontar emoções que não estão bem elaboradas. E, principalmente, a identificar essas emoções quando elas aparecerem no momento do se alimentar e que você merece ter uma melhor qualidade de vida.

Se você quer emagrecer, não há idade, status civil, classe social, profissão ou qualquer outra situação que possa impedir. Eu sempre digo que se não estivermos bem, nada funcionará na mais perfeita harmonia, pois nós somos o eixo de tudo e o eixo precisa funcionar bem.”

Elaine Cristina de Santa Maria Lopes (Elaine Lopes)
Menos 28 quilos em um ano.1,56m e 54 quilos.