Flávia Saad
Texto porFlávia Saad
37 anos - Santos (SP)

6 perguntas e respostas sobre saúde bucal das crianças

A maternidade é uma caixinha de surpresas e todo dia a gente aprende alguma coisa.

Eu, como mãe, há 5 anos me desdobro em mil pra conseguir atender a todas as necessidades, materiais ou não, da Filipa: afeto, educação, disciplina e, a mais importante, saúde.

Essa última faz toda a diferença: criança saudável brinca melhor, estuda melhor e se relaciona melhor.

Mas existe uma área em que ainda tenho muitas perguntas e quase não vejo resposta em revistas sobre o assunto, sites ou páginas de dicas no Facebook, que é sobre a saúde bucal dos pequenos. Aqui, já estamos chegando na fase de aguardar ansiosamente a troca de dentes de leite pelos definitivos, e fico até um pouco apavorada em relação a essa transformação.

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Por isso, fui conversar sobre isso com a odontopediatra Patrícia Sarkissian, uma referência quando se fala no assunto aqui na Baixada Santista, pra sanar algumas dúvidas minhas – e de outras famílias.

Aqui tem 6 perguntas e respostas sobre saúde bucal das crianças:

1. A partir de quando preciso levar a criança no dentista?

Já pode marcar a consulta quando nascer o primeiro dentinho, ou seja, por volta dos 4 a 6 meses de vida.

Essas primeiras visitas servem, principalmente, para orientações específicas do profissional de odontopediatria, prevenção e acompanhamento do desenvolvimento da boquinha do paciente: saber se está tudo bem com o crescimento e a respiração, observar a sequência do nascimento dos dentes e também ajudar a se acostumar com o ambiente do consultório.

As férias escolares de janeiro e julho são uma ótima oportunidade pra fazer esse check-up.

2. Eles devem usar pasta com ou sem flúor?

Na escola, em que a escovação tem uma supervisão mais relaxada e apenas para a finalidade de limpar após o lanche e criar o hábito, mande uma pasta sem flúor.

Já em casa, aposte no tipos com flúor para aumentar a proteção. Hoje em dia, a água que consumimos na nossa rede urbana de abastecimento também possui flúor por esse motivo.

E a quantidade de pasta que vai na escova? Quem indica é o profissional, porque isso depende da idade e número de dentes.

Os pequenos têm menos dentes do que nós, adultos (20 de leite contra 32 definitivos). E, segundo Patrícia, quanto menos dentes, menor a quantidade de pasta que deve ser utilizada – na medida de 1/2 grão de arroz.

A pasta de dente infantil é indicada apenas para os pequenos com dentes de leite. A partir do nascimento do primeiro definitivo – já vamos falar sobre esse tema mais para a frente no texto -, a criança já pode usar a pasta igual ao do restante da família.

Não esqueça do fio dental, que deve, sim, ser usado desde a infância.

3. E as cáries? Como fazer para evita-las?

Com a conscientização sobre a amamentação em livre demanda, muitos bebês continuam mamando no peito mesmo após o primeiro aniversário. E, embora isso seja positivo para a saúde geral e o vínculo entre mãe e filho, esse hábito precisa de atenção redobrada quando se fala dos dentes.

Isso porque o leite materno, junto com a introdução alimentar sólida, pode provocar as chamadas “cáries de peito”. O termo – e o problema – voltou a aparecer nos consultórios odontopediátricos nos últimos anos por conta, justamente, da amamentação prolongada.

A solução, então, é fazer a higienização TODA VEZ depois da mamada, escovando os dentes normalmente, como se fosse após uma refeição ou limpando com água, no caso das mamadas noturnas. No entanto, se a criança já passou pela introdução alimentar, recomenda-se diminuir ao máximo o peito. Muitas vezes, ela pede leite do peito quando está com sede – então dá pra trocar pela água.

Para os maiorzinhos, vale a dica de evitar beliscar ao longo do dia e, claro, ficar longe de chicletes e balas açucarados.

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4. Como lidar com a troca dos dentes de leite para definitivos?

Esse importante rito de passagem, que geralmente acontece dos 5 aos 12 anos, causa um pouco de receio e até certa ansiedade nas próprias crianças.

A primeira troca, dos incisivos inferiores, é sempre a mais complicada (e, por vezes, muito esperada). Isso porque a criança não sabe direito o que está acontecendo e passa por um rito de passagem, que os pais devem respeitar. Mas não se preocupe: seu filho não irá engolir o dente que cair. Deixe ele tirar o dente por conta própria e não tente arrancar. Curta essa fase!

Existe uma sequência favorável que deve ser acompanhada por um odontopediatra.

5. E os aparelhos, a partir de qual idade são indicados?

Depois de nascidos todos os dentes de leite, entre 4 e 5 anos de idade, já é possível perceber e prever problemas futuros na boca – como oclusão e problemas de fala – e lançar mão de aparelhos ortopédicos, correções transversais e correções de hábitos, ou até mesmo indicações para outros profissionais de Fonoaudiologia ou Otorrinolaringologia, se necessário.

Esse processo deve ser muito bem acompanhado para um diagnóstico certeiro e efetivo.

Hoje em dia, as crianças manifestam cedo alguns problemas que também devem ser avaliados pelo odontopediatra, como dores de cabeça, bruxismo e apertamento.

6. O que fazer em caso de trauma – caiu, machucou, perdeu o dente. E agora?

Atualmente, os dentes de leite não são reimplantados. Às vezes, a criança bate a boca e o dente escurece, deixando os pais super preocupados.

Esse acidente deve ser acompanhado e talvez a cor branca do dente de leite nunca retorne. Outras vezes, com a queda, o dente “entra” na gengiva, ficando mais curto que os demais (intrusão) ou sai um pouco, ficando mais longo que os outros (extrusão).

A conduta, aqui, é sempre manter a calma e procurar um odontopediatra o mais rápido possível para avaliação do trauma.

Em caso de queda com quebra (a fratura da coroa), a orientação da odontopediatra é não ir ao pronto-socorro, e sim procurar um consultório odontológico imediatamente.

Se a fratura for grande e o pedaço recuperado, leve-o para o profissional. Por vezes, é possível utilizar o dente original para colagem.

Nunca embrulhe em papel e mantenha sempre em um ambiente úmido e limpo. Isso vale, ainda, para a perda do dente por inteiro. No caso dos permanentes, eles podem ser reimplantados (o que deve ser feito o quanto antes, para um melhor prognóstico).

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A principal dica para a saúde bucal infantil

Dê sempre o exemplo. A educação para a saúde bucal começa em casa. Se você consome produtos não indicados para seu filho (como refrigerantes), não escova regularmente os dentes ou o faz de maneira errada, ou deixa de usar o fio dental, as crianças percebem e seguem o que veem (ou não veem) os pais fazerem.

Sarkissian Odontologia

Desde 1979, a clínica odontológica já está cuidando da terceira geração de pacientes em busca de tratamentos dentários na Baixada Santista.

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A equipe, formada por Carlos, Patrícia, Carlos Eduardo e Bruna Sarkissian, trabalha com implantes, cirurgias, estética, endodontia, ortodontia, tratamento de canal e tratamento de pacientes com necessidades especiais. Você pode marcar desde consultas de rotina para crianças e adultos até procedimentos mais complexos, como próteses, estética e até harmonização facial.

Sarkissian Odontologia tem estacionamento privativo, sala de espera para crianças, acessibilidade para cadeirantes e wi-fi.

Funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 19 horas, na Av. Presidente Wilson, 1.081, Itararé, São Vicente. Tel: (13) 3468-5661 e 3466-6018.