Texto porDaniel Cid

O Príncipe Dragão na Netflix: pra quem gosta de aventuras medievais

Há mil anos, existiam seis fontes primordiais da magia.

O sol, a lua, as estrelas, a terra, o céu e o oceano.

Os humanos e elfos viviam pacificamente, mas um mago humano resolveu perverter os caminhos da magia. Descobriu o sétimo caminho, a magia sombria, fazendo com que elfos e dragões expulsassem os humanos das terras mágicas de Xadia em direção ao oeste.

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Este enredo épico, que mais parece uma história saída dos livros de RPG, trata-se de O Príncipe Dragão.

A animação é um original da Netflix, criada por Aaron Ehasz e Justin Richmond. E o primeiro é conhecido por ter escrito e dirigido o famoso desenho Avatar: A Lenda de Aang. Com este currículo, eu já esperava uma produção acima da média, e não estava enganado!

Na série, conhecemos Cullum, um atrapalhado príncipe humano e seu meio irmão mais novo, Ezran. Este último é herdeiro ao trono do reino de Katolis.

Tudo parece bem, até que eles conhecem a assassina elfa Rayla, que vai para o reino deles tentar assassinar o rei Harrow, pai de Ezra, para vingar a destruição do ovo do rei Dragão, crime que pensavam ter sido cometido pelos humanos. Porém, as coisas não são bem assim. E esse trio precisa revelar a verdade antes que uma guerra eminente atinja humanos e elfos. Tem início, assim, uma amizade que se revela e se constrói aos poucos, ao longo da trama.

Como é comum nas obras de Ehasz, a inclusão também faz parte de O Príncipe Dragão.

Vemos isso em Amaya, uma general humana e tia dos jovens príncipes.

Surda, ela é uma personagem importante na história. Amaya utiliza a ASL (linguagem de sinais americana) para se comunicar. Personagens que apresentam deficiência não são novidade nas obras do autor. Quem assistiu Avatar certamente se lembrará de Toph, a menina cega que era uma exímia dobradora do elemento terra e uma das personagens mais fortes da animação.

Vilões em O Príncipe Dragão

Mas já que nem tudo são flores, precisamos falar dos antagonistas de O Príncipe Dragão. Os personagens que impulsionam nossos heróis para o caminho certo, mesmo fazendo coisas erradas (!?). E, em O Príncipe Dragão, encontramos exemplos muito ricos de personagens antagônicos.

Dentre eles, está Viren, o conselheiro do rei Harrow. Ele é um poderoso usuário de magia sombria. Junto de seus dois filhos, o cavaleiro Soren e Claudia, estuda a magia sombria. Estes 3 são extremamente devotos ao reino de Katolis e farão tudo para combater a ameaça élfica.

Já na parte técnica, a animação foi desenvolvida utilizando cell shading, que torna o CGI o mais próximo possível de animações em 2D. Por isso, os personagens e cenários são extremamente bonitos. O único inconveniente acaba sendo na movimentação dos personagens, quando as batalhas se intensificam, devido aos poucos quadros apresentados nas cenas. No entanto, os produtores já afirmaram que melhorarão a qualidade da animação em sua segunda temporada.

Falando na continuação, o que esperar das próximas temporadas? Anões, essa série precisa de anões!!! E se você é um entusiasta de fantasia medieval, vai se apaixonar pela obra.