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		<title>Juicy Santos</title>
        <description>Tudo sobre o que fazer em Santos e região</description>
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		<lastBuildDate>Tue, 07 Jul 2026 19:48:50 +0000</lastBuildDate>
					<item>
							<title><![CDATA[Tem santista na final do Prêmio Pensadores de Futuros 2026]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/tem-santista-na-final-do-premio-pensadores-de-futuros-2026/]]></link>
							<pubDate>ter, 07 jul 2026 12:26:10 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Flávia Saad</dc:creator>
							<dc:identifier>214183</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-07-07 12:38:39</dc:modified>
							<dc:created unix="1783427170">2026-07-07 12:26:10</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/tem-santista-na-final-do-premio-pensadores-de-futuros-2026/]]></guid><category>95</category><category>7492</category>
							<description><![CDATA[Veja como votar nesta edição do prêmio da plataforma Futuros Possíveis.]]></description><content:encoded><![CDATA[Quando a gente pensa sobre o futuro, seja da Baixada Santista ou do planeta, muita coisa ainda soa tecnológica, distante e até utópica. Mas tem gente aqui no Brasil e nas nossas cidades colocando a cabeça pra funcionar e a mão na massa pra construir esse mundo melhor. O <strong>Prêmio Pensadores de Futuros 2026</strong> divulgou os finalistas deste ano e, para o nosso orgulho, tem santista na lista.

<img class="aligncenter size-full wp-image-214561" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/DesignMeetup@UnlockFilms-214.jpg" alt="Ludmilla Rossi da Juicyhub apresentando em evento, segurando um microfone, com um telão LED de fundo exibindo texto sobre jovens e criatividade." width="4306" height="3025" />

O público é quem vai ajudar a definir os destaques da edição em <strong>10 categorias diferente</strong>s, que envolvem de tecnologia a saúde, passando pelo universo das cidades.

A votação é totalmente aberta, online e quer ouvir pessoas que vivem, trabalham ou se interessam pela transformação de diferentes territórios brasileiros.

A premissa essencial é reconhecer aquelas mentes que estão <strong>olhando adiante</strong>, identificando tendências antes de todo mundo e colocando ideias em prática que podem (e devem) impactar a nossa vida nos próximos anos.
<h3>Por que discutir o futuro importa (e cada vez mais)?</h3>
Impulsionar quem pensa no amanhã deixou de ser um detalhe e virou um aspecto importante das transformações que desejamos.

Segundo o Forum Econômico Mundial, a valorização de profissionais capazes de misturar pensamento crítico, criatividade e capacidade de antecipar tendências é considerada uma das principais habilidades do “profissional do futuro”. Sim, essas pessoas que conseguem enxergar necessidades antes mesmo que elas se tornem urgentes no mercado de trabalho ou na sociedade e antecipar soluções para elas.
<h3>Vote no Prêmio Pensadores de Futuros 2026</h3>
A edição de 2026 do Prêmio Pensadores de Futuros reuniu milhares de indicações para selecionar aqueles que estão à frente quando o assunto é propor, experimentar e realizar mudanças.

<img class="aligncenter size-full wp-image-214557" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/pensadores.jpg" alt="Título 'Pensadores de Futuros' em letras brancas e verdes. Fundo de constelações. Frases sobre projetar o futuro." width="1883" height="730" />

O processo de escolha foi bem detalhado. Um júri de especialistas filtrou os nomes indicados por uma pesquisa com o público com a metodologia P.E.N.S.A.R. A sigla representa Pensamento Crítico, Entendimento, Navegabilidade, Saberes, Aprendizado e Realização.

Tudo isso para encontrar pessoas que não se contentam com respostas prontas e que conseguem fazer perguntas virarem projetos e ações práticas.

A lista dos finalistas do Prêmio está dividida em 10 categorias ligadas a temas muito presentes na vida contemporânea, inclusive na Baixada Santista:
<ul>
 	<li>Tecnologia e Inovação</li>
 	<li>Inteligência Artificial (IA)</li>
 	<li>Trabalho</li>
 	<li>Educação</li>
 	<li>Saúde e Bem-estar</li>
 	<li>Energia e Clima</li>
 	<li>Comunicação</li>
 	<li>Empreendedorismo</li>
 	<li>Mobilidade Urbana</li>
 	<li>Finanças</li>
</ul>
A partir de agora, a escolha dos vencedores é feita por meio do voto popular. Isso aproxima ainda mais o prêmio das pessoas de verdade – aquelas que vivem, sentem na pele os desafios, e podem se inspirar (ou questionar) os caminhos apontados por esses novos pensadores.
<h3>Ludmilla Rossi, CEO do Juicyhub, concorre na categoria Empreendedorismo</h3>
Para participar da votação dos finalistas do Prêmio Pensadores de Futuros 2026, é só acessar o <a href="https://pensadoresdefuturos.com.br/#categorias" target="_blank" rel="noopener">site oficial</a> e escolher quem você acha que merece o destaque deste ano. O perfil dos indicados é eclético e vai desde pesquisadores a empreendedores, gente da comunicação, tecnologia até educação e saúde, entre outros segmentos.

O prêmio incentiva o reconhecimento não só de nomes famosos, mas também de pessoas e iniciativas menos conhecidas, mas bem relevantes para seus respectivos contextos locais.

Quem curte acompanhar tendências ou quer se aprofundar no assunto, pode seguir o perfil <a href="https://www.instagram.com/osfuturospossiveis" target="_blank" rel="noopener">@osfuturospossiveis</a> no Instagram, que sempre compartilha insights interessantes sobre o tema.]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/DesignMeetup@UnlockFilms-214.jpg"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/DesignMeetup@UnlockFilms-214.jpg" height="105" width="150" type="image/jpeg"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Em Bando Coletivo representa a Baixada Santista em festival internacional de teatro]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/em-bando-coletivo-representa-a-baixada-santista-em-festival-internacional-de-teatro/]]></link>
							<pubDate>seg, 06 jul 2026 19:23:22 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Flávia Saad</dc:creator>
							<dc:identifier>214457</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-07-06 19:25:30</dc:modified>
							<dc:created unix="1783365802">2026-07-06 19:23:22</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/em-bando-coletivo-representa-a-baixada-santista-em-festival-internacional-de-teatro/]]></guid><category>95</category>
							<description><![CDATA[O espetáculo “Estou Bem Aqui e Lembrei de Você” fala das miudezas que atravessam a gente: saudade, memória, encontros e desencontros]]></description><content:encoded><![CDATA[Quando o teatro da Baixada Santista aparece em uma vitrine nacional, a gente precisa contar por aqui.

O <strong>Em Bando Coletivo</strong>, grupo de teatro formado em Santos, foi selecionado para participar da programação oficial do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (FIT Rio Preto). O evento é um dos mais disputados das artes cênicas no Brasil. E o Em Bando é o único representante daqui na edição 2026 do festival.
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-214498" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/em-bando-coletivo-1.jpg" alt="Pessoas caminhando em praça de paralelepípedos, muitas com camisetas pretas e bolsas brancas 'EM BANDO COLETIVO'." width="4000" height="2670" /><em>Fotos: divulgação/Jota Erre</em></p>

<h3>O que é o FIT Rio Preto e por que ele é tão importante</h3>
O FIT Rio Preto já virou referência quando o assunto é teatro contemporâneo. Criado em 1969, o festival é realizado em parceria entre a Prefeitura de São José do Rio Preto e o Sesc São Paulo. Além disso, acontece todos os anos no interior paulista. Ele reúne companhias de todo o Brasil e do mundo.

O evento funciona como uma vitrine para trabalhos autorais, experimentais, clássicos revisitados e propostas inovadoras. Muitos grupos nacionais ganharam projeção após participarem dessa mostra, tornando o FIT Rio Preto uma porta de entrada para o circuito de festivais do país e até de fora dele.

O convite ao Em Bando Coletivo coroa uma crescente valorização das produções da Baixada Santista no contexto estadual e nacional. Nos últimos 5 anos, companhias da região vêm ampliando sua participação em festivais. Ademais, participam de eventos e editais Brasil afora.
<h3>O espetáculo</h3>
<em>"Estou Bem Aqui e Lembrei de Você"</em> parte de questões sobre laços, lembranças, distâncias e proximidades entre pessoas. Isso ocorre seja em família, entre amigos ou mesmo desconhecidos.

O grupo aposta numa linguagem poética para falar dessas pequenas coisas que fazem a gente sentir falta de quem gosta, ou recordar situações aparentemente simples, mas marcantes.

<img class="aligncenter size-full wp-image-214497" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/em-bando-coletivo-2.jpg" alt="Jovem e mulher usando camisetas 'EM BANDO COLETIVO' em rua movimentada com bonde verde ao fundo." width="4000" height="2670" />

A montagem já rodou por eventos de peso, como o Festival de Teatro de Curitiba (no FRINGE), a Mostra Sesc Cariri de Culturas e o FESTIVALE, no Vale do Paraíba. Agora, chega ao FIT Rio Preto com direção artística de Marcus Di Bello e dramaturgia em parceria com João Lírio.

Quem assina a produção é Jamili Limma, e o núcleo de comunicação e assistência de produção ficou por conta de Luma Eckert e Felippe Salve.

O roteiro mistura cenas inspiradas em situações reais, falas poéticas e provoca o público a se reconhecer nas histórias. Segundo o coletivo, o espetáculo resulta de pesquisas sobre memória coletiva e as chamadas “miudezas do cotidiano”, aquelas pequenas ações que nos mantêm conectados mesmo à distância.]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/em-bando-coletivo-1.jpg"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/em-bando-coletivo-1.jpg" height="100" width="150" type="image/jpeg"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Mostra O Olhar que Coleciona conecta objetos e arte na Pinacoteca de Santos]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/diversao/mostra-o-olhar-que-coleciona-conecta-objetos-e-arte-na-pinacoteca-de-santos/]]></link>
							<pubDate>seg, 06 jul 2026 19:01:41 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Vitor Fagundes</dc:creator>
							<dc:identifier>214452</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-07-06 19:04:37</dc:modified>
							<dc:created unix="1783364501">2026-07-06 19:01:41</dc:created>
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							<description><![CDATA[Fotografia, design e objetos históricos se encontram em uma mostra gratuita que convida o público a revisitar memórias]]></description><content:encoded><![CDATA[Alguns objetos não são só funcionais ou ocupam espaço. Uma câmera antiga, um cartaz de propaganda, uma luminária de outra década ou um brinquedo já gasto pelo uso podem parecer, à primeira vista, apenas vestígios do passado. Mas, quando reunidos com olhar atento, esses fragmentos contam muito mais do que a história de quem os produziu. Eles revelam modos de viver, desejos de época, transformações da beleza e até a forma como aprendemos a olhar o mundo.

Entre lembrança e invenção, a fotografia encontra o design e o colecionismo na nova exposição da Pinacoteca Benedicto Calixto, O Olhar que Coleciona.

Um observa, o outro organiza, e o terceiro preserva. E, juntos, elaboram uma memória material do cotidiano que mora nas formas, nas texturas, nas curvas de uma cadeira, no brilho de um eletrodoméstico ou no enquadramento perfeito de uma fotografia. Assim, é possível descobrir como objetos podem guardar mais do que poeira: eles preservam sentimentos, ideias e até jeitos de viver.

<img class="alignnone size-full wp-image-214477" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Exposicao-na-Pinacoteca-Benedicto-Calixto-1.png" alt="" width="1200" height="800" />
<em>Foto: Divulgação</em>

O casarão branco da praia recebe, a partir do dia 8 de julho (quarta-feira) e até 16 de agosto, a mostra<strong><em> “Giacomo Favretto: O Olhar que Coleciona”</em></strong>. Esse evento é parte da já tradicional programação do Arte na Pinacoteca.

O melhor? Com entrada gratuita.
<h2><b>O colecionismo e os olhares que fazem a história</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Um brinquedo antigo ou um cartaz de propaganda podem transportar qualquer pessoa para outra época. O colecionismo, prática presente em muitas famílias brasileiras, vai muito além de acumular objetos. Trata-se de construir um acervo afetivo, capaz de traduzir uma visão de mundo, da estética e do próprio cotidiano.</span>

Segundo pesquisa publicada pelo Museu Paulista, coletores e seus acervos ajudam a preservar não apenas objetos. Além disso, ajudam também modos de vida, relações sociais e até costumes culinários de diferentes períodos históricos.

<span style="font-weight: 400;">No universo das artes, o hábito de colecionar ganha ainda mais importância, principalmente quando quem coleciona também cria. O século XX, tema central da mostra “O Olhar que Coleciona”, foi marcado por transformações profundas na tecnologia, no design, na cultura material e nas imagens produzidas por artistas, publicitários e fotógrafos.</span>

Por exemplo, movimentos como o Art Déco e a estética Space Age, inspirada na corrida espacial, ilustram bem isso. Até hoje, essas referências influenciam o senso estético. Além disso, moldam a forma como as pessoas se relacionam com objetos do cotidiano.
<h2><b>Entre a fotografia e o design</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Ao entrar na Pinacoteca Benedicto Calixto durante a temporada de “O Olhar que Coleciona”, o público percorre um roteiro que mistura memória, arte e história de um jeito pouco convencional.</span>

<span style="font-weight: 400;">Favretto, italiano radicado no Brasil desde 1974, ganhou destaque internacional na fotografia publicitária. Ele construiu, ao longo das décadas, um repertório que reúne conquistas nas artes visuais e um olhar apurado para peças de design e cultura material.</span>

<span style="font-weight: 400;">A exposição começa justamente nesse ponto: o fascínio do artista pela fotografia analógica. Depois, amplia o olhar para o universo da publicidade e do design industrial.</span>

O público encontra um verdadeiro arsenal de câmeras antigas, cartazes publicitários, peças de mobiliário vintage e uma coleção de objetos que desperta a curiosidade. Há brinquedos, máquinas de escrever, rádios, toca-discos, luminárias e eletrônicos que já foram considerados o auge da modernidade. Hoje, eles fazem parte da memória de diferentes gerações.

<span style="font-weight: 400;">Cada ambiente do circuito mostra como o olhar do colecionador se transforma com o tempo. Brinquedos dos anos 1960 dividem espaço com cartazes dos primórdios da propaganda. Ao mesmo tempo, objetos de design internacional dialogam com rádios parecidos com aqueles presentes em muitas salas de estar brasileiras.</span>

<span style="font-weight: 400;">A nostalgia também ocupa lugar de destaque na proposta da mostra. No percurso final, ambientes domésticos foram montados nos mínimos detalhes para despertar lembranças. Assim, aproximam quem conviveu com aqueles objetos de quem os conhece apenas pelas histórias da família.</span>
<h2><b>Coloque na agenda</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Para quem gosta de revisitar o passado pela lente do design e da arte, essa é uma oportunidade de observar de perto itens que marcaram diferentes épocas e refletir sobre as transformações culturais que ajudaram a moldar o cotidiano na região.</span>

<span style="font-weight: 400;">A temporada também convida o público a olhar para objetos comuns sob outra perspectiva. </span>

<span style="font-weight: 400;">Quantas histórias ainda permanecem guardadas dentro de peças que, à primeira vista, parecem apenas parte do passado?</span>
<h3><b>Serviço</b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Exposição: Giacomo Favretto: O Olhar que Coleciona
</span><span style="font-weight: 400;">Local: Pinacoteca Benedicto Calixto – Av. Bartolomeu de Gusmão, 15 – Boqueirão – Santos (SP)
</span><span style="font-weight: 400;">Período: 08 de julho a 16 de agosto de 2026
</span><span style="font-weight: 400;">Horário: de terça a domingo, das 9h às 18h
</span><span style="font-weight: 400;">Entrada: Gratuita
</span><span style="font-weight: 400;">Informações: (13) 3288-2260 | WhatsApp: (13) 99171-4553
</span><span style="font-weight: 400;">Instagram: <a href="https://www.instagram.com/pinacotecabenedictocalixto/" target="_blank" rel="noopener">@pinacotecabenedictocalixto</a></span>]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/pinacoteca.jpg"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/pinacoteca.jpg" height="150" width="105" type="image/jpeg"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Santos e o 9 de julho: a história que vai muito além de um feriado em São Paulo]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/santos-e-o-9-de-julho-a-historia-que-vai-muito-alem-de-um-feriado-em-sao-paulo/]]></link>
							<pubDate>seg, 06 jul 2026 18:33:05 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Vitor Fagundes</dc:creator>
							<dc:identifier>214464</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-07-06 18:33:05</dc:modified>
							<dc:created unix="1783362785">2026-07-06 18:33:05</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/santos-e-o-9-de-julho-a-historia-que-vai-muito-alem-de-um-feriado-em-sao-paulo/]]></guid><category>95</category>
							<description><![CDATA[Capacetes, doações, soldados e medalhas fizeram parte da participação santista em um dos episódios mais marcantes da história paulista]]></description><content:encoded><![CDATA[Você sabe por que no dia 9 de julho a maioria das pessoas não trabalha em São Paulo? <em>Spoiler:</em> Santos teve participação direta nisso, e é bem mais gente envolvida do que parece. A cidade não assistiu de longe a Revolução Constitucionalista de 1932. Ela vestiu a camisa e literalmente ajudou a pagar o capacete de quem foi pra guerra.

<img class="alignnone size-full wp-image-214467" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Cidade-de-Santos-na-Revolucao-de-1932.png" alt="" width="1200" height="800" /><em>Imagem: Reprodução/Memória Santista</em>
<h2><b>Por que Santos entrou numa guerra que começou em São Paulo?</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">O levante de 1932 pegou em armas em três estados: São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. O alvo era o governo provisório de Getúlio Vargas. A exigência, então, era uma Constituição.</span>

<span style="font-weight: 400;">Só que <strong>o gatilho aconteceu antes das armas</strong>. Quatro jovens morreram durante um protesto, pelas mãos das tropas getulistas. Assim, no dia seguinte,</span> o jornal local<span style="font-weight: 400;"> estampava o fato nas bancas de Santos. Foi o bastante para que a cidade inteira se levantasse.</span>
<h2><b>Remador doa medalha, cidade banca capacete</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">A Estação do Valongo virou ponto de partida. Dali, portanto, saíam os trens levando 3 mil combatentes santistas rumo a São Paulo. Ainda assim, Santos não mandou apenas gente pro front.</span>

<span style="font-weight: 400;">Além disso, a cidade organizou uma coleta e arrecadou o equivalente a R$ 400 mil (em valores atuais) somente para comprar capacetes de aço. Enquanto isso, os remadores do Clube Internacional de Regatas foram ainda mais longe: entregaram todas as medalhas e troféus conquistados até então. Consequentemente, o valor virou dinheiro para roupa, comida e remédio.</span>

<span style="font-weight: 400;">Da mesma forma, médicos e enfermeiros santistas deixaram a cidade rumo à linha de frente. Ou seja, foi uma mobilização completa, tanto de quem lutava quanto de quem ficava organizando a retaguarda.</span>

<span style="font-weight: 400;">Vale lembrar, ainda, que muitas famílias santistas abriram suas casas para acolher combatentes feridos que retornavam da linha de frente. Assim, o esforço de guerra não ficou restrito às ruas e às doações. Ele também aconteceu dentro de casa, silenciosamente.</span>
<h2><b>O monumento que guarda essa história </b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Na Praça José Bonifácio, Centro Histórico, um bloco de pedra de 15 metros chama <em>Filhos de Bandeirantes</em>. Desde 1956, obra do escultor Antelo Del Debbio, o monumento homenageia quem partiu de Santos naqueles dias.</span>

<span style="font-weight: 400;">Além do mais, a memória não para na praça. Capacetes de aço, uniformes e bandeiras da época seguem guardados no Instituto Histórico e Geográfico de Santos, à espera de quem quiser conhecer de perto esse pedaço da cidade.</span>

<span style="font-weight: 400;">Na próxima vez que passar pela praça, olhe com outros olhos. Afinal, aquele monumento carrega uma mobilização inteira que a cidade fez em nome de uma Constituição, e que muitos santistas nem sabem que existe.</span>
<h3><b>Quer conhecer mais? Visite esses locais</b></h3>
<b>Monumento Filhos de Bandeirantes</b><b>
</b><span style="font-weight: 400;"> Praça José Bonifácio, Centro Histórico, Santos</span>

<b>Instituto Histórico e Geográfico de Santos (IHGS)</b><b>
</b><span style="font-weight: 400;"> Consulte horários de visitação e acervo diretamente com a instituição</span>]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Cidade-de-Santos-na-Revolucao-de-1932.png"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Cidade-de-Santos-na-Revolucao-de-1932.png" height="100" width="150" type="image/png"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[15 endereços clássicos para comer pizza em Santos]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/comida/15-enderecos-classicos-para-comer-pizza-em-santos/]]></link>
							<pubDate>seg, 06 jul 2026 18:27:05 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Flávia Saad</dc:creator>
							<dc:identifier>214480</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-07-06 18:27:05</dc:modified>
							<dc:created unix="1783362425">2026-07-06 18:27:05</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/comida/15-enderecos-classicos-para-comer-pizza-em-santos/]]></guid><category>2543</category><category>36</category>
							<description><![CDATA[Casas tradicionais e receitas clássicas para você conhecer ou revisitar na cidade]]></description><content:encoded><![CDATA[Ela pode ser tradição de família no fim de semana, resolver a fome em casa em uma noite qualquer ou marcar a celebração de mais um ano de vida de quem a gente gosta. No Brasil, <strong>pizza significa encontro</strong>.

Na bagagem das famílias italianas que ajudaram a construir a identidade de Santos e do país, as receitas foram mudando com o tempo e os hábitos das pessoas. Entre uma fatia e outra, nasceram histórias, casais e até negócios em torno dessas mesas.
<h3>Conexão Brasil-Itália</h3>
Santos foi uma das principais portas de entrada da <strong>imigração italiana no Brasil</strong> no fim do século 19 e ao longo das primeiras décadas do século 20. Pelo nosso porto, chegaram milhares de pessoas em busca de trabalho e de uma vida mais segura, em um momento em que a cidade crescia impulsionada pela prosperidade do café, pelas atividades portuárias e pela circulação de trabalhadores originários de diferentes partes do mundo. Esse movimento ajudou a formar uma cultura que influenciou a cidade toda e, em especial, a nossa gastronomia.

Talvez por isso algumas <strong>pizzarias de Santos</strong> tenham atravessado décadas mantendo não apenas o cardápio, mas o vínculo com gerações inteiras de clientes.

E, já que aqui a memória afetiva vale <em>quase</em> tanto quanto o sabor, o Juicy Santos montou uma lista de <strong>pizzarias clássicas</strong> com pelo menos 20 anos de vida e que continuam firmes e fortes em 2026, sobrevivendo a diferentes tendências gastronômicas e mantendo-se fiéis ao jeito santista de servir pizza.

<img class="aligncenter size-full wp-image-201276" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/04/pizza-de-champignon-em-Santos.png" alt="www.juicysantos.com.br - A pizza de champignon que Santos adotou como sua" width="1200" height="800" />
<h3>Pizzarias em Santos que são verdadeiros clássicos</h3>
<ol>
 	<li><strong>Cantina Babbo Americo (foto)</strong>
Av. Ana Costa, 404 — Gonzaga</li>
 	<li><strong>Kokimbo
</strong>R. da Paz, 61 — Boqueirão</li>
 	<li><strong>Van Gogh
</strong>Av. Marechal Floriano Peixoto, 314 — José Menino</li>
 	<li><strong>Piccola Pizza
</strong>R. Minas Gerais, 57 — Boqueirão</li>
 	<li><strong>Cantina Di Lucca
</strong>R. Dr. Tolentino Filgueiras, 80 — Gonzaga</li>
 	<li><strong>Canal 4
</strong>Av. Siqueira Campos, 612 — Boqueirão</li>
 	<li><strong>Bella Roma
</strong>R. Duque de Caxias, 48 — Campo Grande</li>
 	<li><strong>Veneza
</strong>Av. Washington Luís, 407 — Gonzaga</li>
 	<li><strong>Solloviaggio
</strong>Rua André Vidal de Negreiros, 163 - Ponta da Praia</li>
 	<li><strong>Quero Pizza
</strong>Av. Dr. Epitácio Pessoa, 267 — Boqueirão</li>
 	<li><strong>Cantina Liliana
</strong>Av. Washington Luiz, 302 - Gonzaga</li>
 	<li><strong>Sideral
</strong>Av. General Francisco Glicério, 562 — Pompeia</li>
 	<li><strong>Trianon
</strong>Av. dos Bancários, 109 - Ponta da Praia</li>
 	<li><strong>Passarela
</strong>Av. Doutor Epitácio Pessoa, 151 — Embaré</li>
 	<li><strong>Acrópole
</strong>Av. Senador Pinheiro Machado, 1008 — José Menino</li>
</ol>
E aí, gostou dessa seleção?

A lista é uma pequena homenagem à longevidade desses negócios que resistiram ao tempo e ajudam a tornar nossas noites sempre mais gostosas.]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/04/pizza-de-champignon-em-Santos-150x150.png"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/04/pizza-de-champignon-em-Santos-150x150.png" height="150" width="150" type="image/png"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Parque Valongo: entre a melancolia sem sombras e a dopamina da campanha]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/parque-valongo-a-melancolia-sem-sombras-e-a-dopamina-da-campanha/]]></link>
							<pubDate>dom, 05 jul 2026 12:39:49 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Flávia Saad</dc:creator>
							<dc:identifier>214389</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-07-05 12:51:22</dc:modified>
							<dc:created unix="1783255189">2026-07-05 12:39:49</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/parque-valongo-a-melancolia-sem-sombras-e-a-dopamina-da-campanha/]]></guid><category>2543</category><category>95</category>
							<description><![CDATA[Símbolo de retomada da relação porto-cidade, será que o Parque Valongo conseguiu entrar na vida do santista 2 anos depois de sua inauguração?]]></description><content:encoded><![CDATA[Sob um céu sem muitas nuvens, os medalhões da política local, cercados por fitas cerimoniais, convidados e o otimismo de suas comitivas, reuniram-se para inaugurar mais um marco de concreto em <strong>5 de julho de 2024.</strong>

O calor santista de janeiro se apresentava em um dia de inverno, em uma manhã que traria uma sensação de encontro, retomada e muitas expectativas. Aquele típico momento onde uma espécie de dopamina cívica e fé no futuro viram um transe coletivo.

O momento, porém, obedecia a uma cronologia muito menos espontânea do que o clima sugeria. Faltavam exatamente 3 meses para o primeiro turno das eleições municipais. A partir do dia seguinte, a engrenagem da legislação eleitoral imporia um silêncio sobre a máquina pública. Até o pleito que culminaria na reeleição de Rogério Santos (hoje licenciado por motivos de saúde, com Audrey Kleys como prefeita em exercício), estariam terminantemente proibidas as condutas mais estimulantes do funcionalismo: nomeações de última hora,  exonerações estratégicas e, acima de tudo, a participação ostensiva de agentes públicos em inaugurações e eventos.

No drama particular do futebol brasileiro, essa manobra é descrita pelo popular<em> “gol aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo”</em>. É o instante exato em que as decisões estratégicas se misturam ao desespero do cronômetro.

Com o tempo bom, o encantamento da primeira vez e figuras proeminentes da política local distribuindo apertos de mão, lembrou-se de algo importante: por décadas e décadas, o encontro entre um pedestre que vive em Santos e o seu próprio porto não era sequer visual.

<img class="aligncenter size-full wp-image-214393" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/parque-valongo-2026-4.jpg" alt="Edifício moderno com fachada de vidro espelhado refletindo guindastes portuários e navios sob céu nublado." width="2016" height="1512" />

Santos sempre preferiu cultivar sua vaidade voltada para a orla da praia, observando nos fins de tarde ou manhãs melancólicas o curso lento dos navios que apareciam à distância no canal, mas de costas para as barreiras que separavam a cidade do maior porto da América Latina, como dizemos com orgulho.

Por muito tempo, essa linha d’água foi mais curiosidade do que conexão real. Aquela parte da cidade que muita gente via, mas não podia pisar.

Desde que foi anunciado, o projeto do Parque Valongo carregava a promessa de uma reparação: <strong>a devolução do horizonte e da vista do canal para Santos.</strong>

Tratava-se de resgatar ruínas corroídas pelo abandono, transformando o que antes eram pedaços em um espaço público vivo, ocupado e deliberadamente ancorado em referências globais de revitalização. Uma estratégia impecável, na teoria.

Essa reaproximação, ainda que tardia, tem tudo para ser bonita e significativa. Só que ela também vem cheia de expectativas. Porque, como toda intervenção urbana de fôlego, ela carrega o desafio inescapável de funcionar na menor e mais delicada engrenagem da vida pública: as pessoas.
<h3>Sonhando com a vista para o mar</h3>
A ideia de usar de forma mais ampla e democrática a<strong> zona portuária de Santos</strong> não nasceu com o Parque Valongo. Afinal, as grandes promessas de progresso e as molduras arquitetônicas são apenas cenários vazios se não conseguirem acolher os passos de quem caminha à beira-d’água, buscando, na simplicidade do cotidiano, um breve momento de permanência e pertencimento.

Ela vinha sendo maturada pelo menos desde o início dos anos 2000, quando a cidade passou a discutir com mais ênfase como modernizar o porto sem romper a relação com o Centro Histórico e com a vida urbana ao redor.

Nos anos 2000, iniciativas ligadas à modernização do porto, como o <strong>programa Santos 2000</strong> e, depois, o <strong>Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Santos (PDZ)</strong> de 2005 foram essenciais para essa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais/artigos-digitais/a-zona-portuaria-de-santos-e-suas-relacoes-territoriais" target="_blank" rel="noopener">virada de chave</a>, ao incluir a possibilidade de usos mistos e a <strong>noção de porto-cidade como parte do planejamento</strong>.

<img class="aligncenter size-full wp-image-214396" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/vista-parque-valongo.jpg" alt="Navios cargueiros da Maersk em porto industrial com guindastes de contêineres, montanhas e céu nublado sobre a água calma." width="2016" height="1512" />

Vale lembrar que esse período também marcou a revitalização do bairro central em vários aspectos - do arquitetônico ao cultural e econômico - com a implementação do programa Alegra Centro.

Pensar o território portuário não mais como um duto logístico interditado ao olhar e ao passo da população, mas como a costura viva que reconcilia a paisagem, a economia e o cotidiano tornou-se o grande desejo urbanístico e político de Santos. Uma tentativa de guiar a cidade rumo a um amanhã que não exija, como taxa de entrada, a amputação de sua própria história. Um movimento quase lírico: levar a cidade de Santos para o futuro sem deixar de olhar para o passado que justifica sua própria existência e prosperidade.

A parte insular de Santos, já então reconhecida como área rara e pressionada por ocupação, sempre exigiu soluções que conciliassem operação portuária, requalificação urbana e recuperação de áreas degradadas. O que vemos hoje já estava sendo desenhado muito antes, ainda que de forma fragmentada e lenta.

Portanto, é importante enxergar o <strong>Parque Valongo</strong> como a etapa mais concreta (literalmente) até agora de um processo de mais de 20 anos. Na cronologia das cidades, afinal, 20 anos são apenas um parágrafo breve, uma vírgula quase imperceptível no tempo de maturação do espaço urbano. Mas isso não acontece com as pessoas, que se tornam céticas diante de tanta espera de conciliar a vocação portuária com o direito do acesso à linha d'água e ao convívio público.

O desafio, desde então, nunca foi apenas abrir essa “fresta” de acesso ao canal, mas construir esse modelo urbanístico que fizesse sentido, simultaneamente, para para o Centro Histórico, para o porto e sua logística bruta e para a população que apenas deseja um lugar para ocupar, caminhar e existir.
<h3>A linha do tempo do Parque Valongo</h3>
Naquele dia 5 de julho de 2024, a tão esperada <strong>primeira fase do Parque Valongo</strong> foi inaugurada, começando pelo Armazém 4. Com playground, quadras, fonte interativa, tinha um acesso inicial apenas pela passarela ao lado da Alfândega (Praça da República).

A obra começou em maio de 2023, resultado de um Termo de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras e/ou Compensatórias (Trimmc) entre a Prefeitura de Santos e a COFCO International Brasil, arrendatária de uma área portuária no Paquetá que abriga o Terminal STS 11.

<img class="aligncenter size-full wp-image-214391" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/parque-valongo-2026-2.jpg" alt="Passeio público com edifício amarelo, cais, navios cargueiros e montanhas sob céu azul com nuvens" width="2016" height="1512" />

Um ano depois, surgiu a Passarela Porto-Cidade Engenheiro José Colla, um bulevar aéreo que conecta a Rua XV de Novembro diretamente ao Armazém 4. A megaestrutura de R$ 60 milhões foi uma contrapartida construída pela Rumo Logística em parceria com a Ferrovia Interna do Porto de Santos (FIPS) e a Autoridade Portuária de Santos (APS).

E, convenhamos, passar a pé por cima da Avenida Perimetral nesse trajeto causa um impacto visual e emotivo gigante para qualquer pessoa, bem diferente da entrada e saída da Alfândega.

Em 26 de junho de 2026, veio o Armazém 3, voltado para grandes shows e eventos, com capacidade para até 4 mil pessoas. Repetindo a mesma dinâmica de 2024, um gol feito antes das restrições do período de “defeso eleitoral”.
<h3>Fluxo, pertencimento e uma sala de estar</h3>
Cidades com perfil similar mostram caminhos inspiradores para Santos. Os projetos portuários mais bem-sucedidos foram aqueles que apostaram no uso misto e no acesso popular, além de criar economia local de verdade, como<strong> Barcelona (Port Vell)</strong> e <strong>Buenos Aires (Puerto Madero)</strong> e, no Brasil, <strong>Rio de Janeiro (Porto Maravilha)</strong> e <strong>Belém (Porto Futuro II)</strong>.

Ao redor do mundo, a<strong> linha d’água</strong> costuma ser tratada como uma grande “sala de estar”, esse lugar de encontro, lazer, cultura e contemplação, e não só um cenário bonito para fotos. Ela desempenha um papel fundamental nas cidades, atuando tanto como o núcleo da identidade e prosperidade econômica urbana quanto como um refúgio essencial para a saúde mental coletiva.

Sob a perspectiva do design e da construção de identidade local e turística, Alex Krieger afirma que a própria "aura" e a essência de uma cidade residem e perduram ao longo de sua linha d'água.

Já quando o assunto é saúde pública, as pesquisadoras Jenny Roe e Layla McCay demonstram que a integração ativa desses espaços azuis promove benefícios terapêuticos profundos, comprovando que a proximidade e o caminhar ao longo de frentes de água (<em>waterfronts</em>) reduzem de forma imediata o estresse fisiológico, melhoram a regulação emocional e mitigam os riscos de depressão. Já colhemos esse benefício com a praia, mas nunca é demais colocar a linha d’água no cotidiano das pessoas.

O contato com o ambiente aquático, um motor de desenvolvimento socioeconômico destacado por economistas clássicos como Adam Smith até pesquisadores contemporâneos como Richard Florida, consolida as orlas urbanas não apenas como um ativo de lazer, mas como uma infraestrutura de bem-estar indispensável para a resiliência das populações.

A <em>waterfront</em> bem-sucedida quase sempre mistura três fatores: acesso fácil, usos mistos e permanência. Não basta abrir a vista para a água. É preciso dar motivos para as pessoas irem, ficarem e circularem durante a semana inteira.

Quando isso acontece, a linha d’água vira parte integrante da vida na cidade.
<h3>A amnésia conveniente</h3>
A reocupação dos armazéns deveria devolver um patrimônio que estava não só distante, mas também se degradando mais e mais com o passar dos anos. Porém, como aponta a arquiteta e urbanista<strong> Jaqueline Fernandez Alves</strong>, especialista em patrimônio histórico, essa memória sequer foi preservada, já que as 3 construções inauguradas até julho de 2026 são galpões modernizados, <strong>sem qualquer conexão com o passado do nosso porto.</strong>

E não dá pra falar de memória sem lembrar do caso do <a href="https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/besnard-o-navio-que-levou-o-brasil-a-antartida-mas-afundou-no-porto-de-santos/" target="_blank" rel="noopener">Navio Professor W. Besnard</a>.

Testemunha ocular da ciência brasileira, ele saiu ao mar pela primeira vez nos anos 1960. Incorporado ao Instituto Oceanográfico da USP, tornou-se protagonista da pesquisa marinha no país, com dezenas (ou centenas, segundo algumas fontes) de expedições científicas, além de uma participação pioneira na <strong>primeira missão brasileira à Antártida</strong>. Por isso, ele nunca foi só um enfeite no Parque Valongo. Estava lá para nos lembrar da vocação marítima e de pesquisa da cidade.
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-200653" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/04/navio-besnard.png" alt="www.juicysantos.com.br - navio besnard" width="1200" height="800" /><em>Foto: Luiz Buscapé </em></p>
Depois de passar por provações variadas ao longo dos anos, como um incêndio em 2008, o Besnard ancorou no Parque Valongo.

Em março de 2026, a situação ficou ainda mais dramática quando a embarcação adernou e ficou parcialmente submersa no cais em decorrência de uma inundação no casco e problemas de manutenção, o que expôs de forma dura o abandono operacional do navio.

Essa tragédia da memória serviu para mostrar que até mesmo um patrimônio histórico pode virar passivo técnico e ambiental.

Mesmo assim, o Besnard ainda resiste e luta para cumprir seu destino. Já houve defesa pública para que ele se transforme em museu, navio-escola ou equipamento cultural permanente, com visitação e programação voltadas à ciência, à educação e ao turismo. E em que outro lugar isso funcionaria melhor do que no Parque Valongo, onde a cidade está tentando reconectar porto, memória e uso público?

O Besnard poderia ser muito mais do que uma peça de acervo e se tornar uma personagem-chave da narrativa porto-cidade-ciência-cultura. A alma da nossa waterfront.
<h3>Ser ocupado ou parecer ocupado?</h3>
Desde a sua inauguração,em 5 de julho de 2024, o Parque Valongo virou um dos principais palcos de programação em Santos, com feiras, festas e festivais de grande porte, como Festa Inverno, Santos Festival Geek, Crema Cultural e até mesmo uma parte da programação do festival internacional de artes cênicas MIRADA, do Sesc Santos.

Mas o verdadeiro teste de qualquer intervenção urbanística reside na melancolia do dia seguinte, quando as comitivas se retiram, as luzes  se apagam, a música abaixa e o palco é desmontado.

No silêncio das manhãs e tardes no Centro, o Parque Valongo vive <strong>o vazio de um uso diário tímido</strong>.

Nem mesmo a Passarela Porto-Cidade, desenhada como uma costura física para romper o isolamento do parque, conseguiu cumprir sua promessa prática.

Ela paira sobre a paisagem como uma escultura de aço bem-intencionada, mas que, no andar rotineiro do cidadão, ainda parece um caminho abstrato, uma travessia que encurta distâncias no mapa, mas que não foi suficiente para convencer a população de que aquele território do outro lado, espremido entre o mar, ferrovia e o asfalto, pertence também a ela.

<strong>Fabrício Ribeiro dos Santos Godoi</strong>, arquiteto e doutor em Arquitetura e Urbanismo pela USP e um dos coordenadores do Polo Regional Baixada Santista e Vale do Ribeira do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IABsp), aponta algumas hipóteses para essa baixa adesão.
<blockquote><em>“Urbanisticamente falando, sem dúvidas, a nova passarela permite uma caminhada mais fluida. A passarela antiga é muito problemática, já que os elevadores são lentos e de baixa capacidade e as escadarias inviabilizam o uso para uma quantidade enorme de pessoas que ali circulam e que possuem alguma limitação ou mesmo estão fatigadas de um dia de trabalho. Há um problema de fundo: qual é a relação possível entre porto e cidade? É essencial que a cidade faça uma profunda reflexão sobre isso, antes de propor estruturas multimilionárias ou obras bilionárias. Seja para manter a priorização das atividades portuárias, sem alterações no eixo ferroviário; seja para realizar essa conexão de modo menos traumático para a cidade, mas impactando em serviços que inviabilizaram o uso da ferrovia por algum tempo. Não haverá solução fácil e o mais importante é envolver – e priorizar - a participação social”.</em></blockquote>
Para os pequenos negócios que apostam no Centro Histórico, o Parque Valongo consegue atrair um público interessante quando recebe eventos, em especial os gratuitos e abertos ao público.

Segundo <strong>Marina Paes</strong>, empreendedora da Futrica Economia Criativa (que fica quase em frente à entrada do bulevar aéreo do parque), há um reflexo positivo tanto no comércio quanto no interesse das pessoas pelas ativações culturais e criativas.
<blockquote><em>“A construção do bulevar foi super positiva. É como um portal de conexão com um ativo relevante da cidade, que é o porto, para além da vista da Serra do Mar, com um enorme potencial de lazer. Porém, há clientes meus que atravessam para o parque em dias em que não há evento por lá e voltam dizendo "não tem nada do outro lado". Ou então, em dias muito quentes, não conseguem permanecer na área, dadas as poucas zonas arborizadas e com sombra. Então, o parque em si precisaria receber uma infraestrutura mais completa, com jardinagem, permacultura, serviços em funcionamento permanente, como restaurantes, bares, lojas, áreas de lazer e de artes e cultura, com mediação. E nós adoraríamos poder contribuir e temos muito a oferecer nesse sentido”.</em></blockquote>
Conversamos também com <strong>Fábio Ferraz</strong>, secretário de Governo da Prefeitura Municipal de Santos, que disse que a ocupação do complexo ainda está em andamento, com novos usos e restauros chegando em breve, como a <strong>Casa de Pedra</strong> e os armazéns 1 e 2.
<blockquote><em>“Nossa avaliação é positiva para este primeiro momento do parque. Temos uma agenda repleta de atividades não só abertas ao público, mas também institucionais de vários setores públicos e privados, visitas de escolas, entidades de classe e outras organizações que movimentam o local”, diz Ferraz.</em></blockquote>
Embora Ferraz diga que existam “dezenas e dezenas de pessoas” que utilizam o parque para passear durante a semana, uma visita em qualquer tarde atesta que não é bem assim.
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-214394" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/parque-valongo-2026-5.jpg" alt="Edifício abandonado e dilapidado visto através de um portão de metal trancado, com entulho no chão e vegetação crescendo." width="2016" height="1512" /><em>Ruínas da Casa de Pedra, uma das próximas etapas do Parque Valongo</em></p>
O fato é que, hoje, o Parque Valongo vive de um calendário de eventos públicos e privados organizado pela Prefeitura. Fora disso, o movimento espontâneo é bastante escasso.

Marina acredita que a administração municipal pode se comunicar melhor com a vizinhança do Parque para que essa agenda seja benéfica para todos os envolvidos.
<blockquote><em>“Atualmente, as informações que nos chegam (quando chegam) se dão a partir de nossa procura por saber quais eventos estão agendados, como funcionarão, qual a proposta curatorial, etc. Cidades com rico patrimônio histórico como Santos, a exemplo de Paraty, São Luís e outras, liberam o calendário de eventos com antecedência, de forma pública, favorecendo os empreendimentos locais. Se tivéssemos essa previsibilidade, isso nos ajudaria demais, porque poderíamos nos preparar melhor para acolher a população local, além dos turistas, até para suplementar a estrutura de apoio de recepção e também melhorando a experiência de vida na cidade”.</em></blockquote>
Para Marina, uma cidade que tem a economia criativa como política pública ganharia muito ao trazer os empreendedores, coletivos e produtores culturais para a discussão para ajudar a pensar o presente e o futuro do Parque Valongo.

<img class="aligncenter size-full wp-image-214390" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/parque-valongo-2026-6.jpg" alt="Trilhos de trem com vagões azuis e amarelos, edifícios de pedra e porto com guindastes e navios ao fundo, em Santos." width="2016" height="1512" />
<h3>Esquecemos as árvores e quem já estava lá?</h3>
É preciso confrontar o fantasma daquilo que as teorias de planejamento urbano chamam de inclusão incompleta, quando as promessas de modernização parecem parar exatamente na fronteira da segregação socioespacial.

Para os trabalhadores e moradores que dependem diariamente das barcas para Vicente de Carvalho e à Ilha Diana, o cotidiano acontece às margens da recém-chegada opulência. A infraestrutura de transporte precária e sua quase absoluta desconexão com o novo parque expõem essa <strong>assimetria de acessibilidade urbana</strong>. É como se a própria intervenção física na cidade tivesse sido acometida por uma espécie de amnésia conveniente, projetando um espaço público redesenhado para um novo perfil de público enquanto empurra para a invisibilidade justamente as populações que já habitavam, trabalhavam e davam vida a esse local antes de qualquer projeto.

Godoi acredita que a intervenção realizada poderia ter sido mais inclusiva.
<blockquote><em>“Antes de tudo, seria essencial ter ampla participação da população para a definição do programa de necessidades do parque, ou seja, quais as funções e os usos que viriam a existir ali. Esse debate praticamente não existiu e as novas fases seguem sendo realizadas sem participação amplamente franqueada a quem usa. Outro aspecto é relativo a esse público em particular, que faz uso das barcas, que segue sendo atendida por uma estrutura muito precária, sem amenidades, sem cobertura, sem plena integração com as demais funcionalidades do parque ou mesmo sem uma conexão adequada e acessível com o centro da cidade. As vantagens seriam muitas. Inclusive, seria evitada a sensação de esvaziamento do parque”.</em></blockquote>
E uma das principais perguntas é: dá pra existir um parque sem árvores?

Um<strong> parque sem árvores</strong> falha em modular o microclima urbano de maneira eficaz, pois são elas que reduzem o estresse térmico por meio do resfriamento da temperatura da superfície, amortecem a poluição sonora urbana e sustentam a biodiversidade que potencializa as experiências restauradoras. Privar um espaço público como o Parque Valongo da presença delas significa, portanto, anular os principais mecanismos biológicos e psicológicos de redução de estresse.

<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31348510/" target="_blank" rel="noopener">Estudos populacionais</a> importantes, como os de Astell-Burt e Feng (2019), demonstram que uma cobertura de copa de árvores de pelo menos 30% está diretamente associada a menor sofrimento psicológico, enquanto espaços verdes compostos apenas por gramados planos não oferecem os mesmos ganhos de saúde mental. Isso ocorre porque as árvores fornecem estímulos visuais ricos em "fascinação suave", que ativam nossa atenção involuntária, reduzem a ruminação mental e restauram a nossa fadiga cognitiva.
<blockquote><em>“Santos é uma cidade quente, como registrado há muito na literatura sobre a cidade, além dos dados disponíveis a qualquer pessoa. Ignorar esse fator é realmente um grande erro. </em>

<em>Uma boa arquitetura da paisagem poderia oferecer soluções para que as pessoas possam desfrutar do espaço em condições de conforto. Soluções temporárias são possíveis, considerando que o paisagismo tem um tempo de desenvolvimento lento. Então, dá sim para melhorar as condições ambientais”, explica Godoi.</em></blockquote>
Será possível corrigir isso agora?

Uma nova forma de encarar o paisagismo pode resolver isso no curto, médio e longo prazos, seja com a ajuda de sombras artificiais e árvores de crescimento rápido no imediato; espécies de grande porte e corredores verdes no médio prazo; e elementos que reduzam o aquecimento do piso, como materiais mais permeáveis.

Só isso já aumenta a<strong> vontade de ir e permanecer</strong>.

O secretário de Governo reconhece que o conforto ambiental é insuficiente e afirmou que melhorias devem ser colocadas em prática até o fim do ano.

O entorno também representa um problema para quem acessa o Parque Valongo. Embora tenha passado por uma reforma urbanística, a Rua Tuiuti não deixou de transmitir uma sensação de insegurança para quem passa por ali fora do horário comercial.

A zeladoria é outro ponto crítico da experiência de ir ao Parque Valongo, o que inclui limpeza, conservação, banheiros, manutenção de piso, iluminação e resposta rápida a problemas de estrutura.
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-214395" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/roda-gigante-parque-valongo.jpg" alt="Roda-gigante branca com várias cabines contra um céu azul claro, exibindo um letreiro verde central 'A Gigante de Santos'" width="1200" height="800" /><em>Foto: Carlos Nogueira/PMS</em></p>
Na época da inauguração, em 2024, instalou-se uma roda-gigante turística, uma daquelas estruturas de aço que vemos em cidades turísticas como Gênova, Viena ou o Rio de Janeiro. Mas a atração chegou a partir de um arranjo frágil, uma parceria temporária com uma empresa privada que durou pouco mais que o entusiasmo das primeiras comitivas.

Poucos meses depois, a roda-gigante foi desmontada e levada embora, deixando para trás um vazio no parque, expondo uma sustentação operacional cronicamente incerta.

A retirada precoce do brinquedo serve como uma parábola sobre as ilusões do urbanismo de impacto: em um parque que ambiciona se infiltrar no andar diário e na rotina de seus habitantes, não basta inaugurar o salão com uma festa se os convidados decidem ir embora cedo, deixando os anfitriões sozinhos na escuridão do dia seguinte.

Segundo Ferraz, os próximos passos para o Parque Valongo são, como mencionado anteriormente, as entregas dos armazéns 1 e 2 e a Casa de Pedra. Em breve, está previsto também o funcionamento de um <a href="https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/armazem-7-do-porto-de-santos-vai-virar-espaco-para-inovacao/" target="_blank" rel="noopener">hub de inovação</a> ligado ao Parque Tecnológico de Santos.

A agenda de eventos promete ser ainda mais recheada. E as licitações para a exploração comercial dos novos pontos que surgirão ali devem ser abertas neste segundo semestre de 2026, incuindo a Casa de Pedra.

<img class="aligncenter size-full wp-image-214392" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/parque-valongo-2026-3.jpg" alt="Fachada de um edifício de pedra histórico com guarnição azul e um banner 'Casa de Pedra: Próxima Fase do Parque Valongo'." width="2016" height="1512" />

E não temos como deixar de mencionar a “menina dos olhos” da atual gestão: o novo <a href="https://www.juicysantos.com.br/novo-na-regiao/terminal-de-cruzeiros-vai-mudar-para-o-centro-historico-de-santos/" target="_blank" rel="noopener">terminal de cruzeiros</a>.
<blockquote><em>“É o nosso sonho e o sonho da cidade para mudarmos a lógica da região central”, diz Ferraz.</em></blockquote>
Com muita lucidez, Marina se pergunta quanto tempo isso vai levar.
<blockquote><em>“A percepção geral é de que quando o terminal de cruzeiros for transferido para o Valongo, tudo vai melhorar. Mas quando isso vai acontecer? Em 5, 10, 15 anos? Não podemos depender de uma perspectiva futura se não trabalharmos o presente da cidade. Ainda padecemos de dias muito esvaziados no Centro”, conta.</em></blockquote>
Será que essas soluções se alinham com o que o santista e o turista querem? Por que não complementar o potencial econômico e social com gastronomia com identidade caiçara, valorizando chefs da região ou com economia criativa real, com feiras regulares, ateliês coletivos, oficinas, museus e uma agenda cultural mais diversa?
<blockquote><em>“É importante envolver a sociedade santista e o público usuário no debate. As decisões não podem ser tomadas somente dentro dos gabinetes. É evidente a ausência de um espaço cultural diversificado, com uso contínuo e não dependente de uma programação de eventos terceirizados. </em>

<em>Os armazéns possuem esse potencial, pois são espaços que permitem a montagem de exposições grandes ou a construção de oficinas culturais variadas. E, como Santos também se apresenta como um polo gastronômico, parte destes espaços poderia ser concedida a marcas santistas. Mas penso que essas iniciativas precisam caminhar junto com o interesse da sociedade, cuja manifestação deve estar garantida no processo”, defende Godoi.</em></blockquote>
Nos seus dois primeiros anos de funcionamento, o Parque Valongo já teve um efeito urbano empiricamente perceptível. Essa vitalidade prometida avançou de um jeito muito mais lento do que a narrativa institucional propagandeava (sem muitas surpresas aqui).

No cotidiano e no imaginário das pessoas, porém, o projeto ainda escancara a distância entre a revitalização simbólica e a utilização democrática do território. Por isso, precisamos nos perguntar: será que, na prática, um parquinho moderno, galpões multiuso e uma quadra de beach tennis longe das areias da praia são suficientes para essa apropriação?

Para Godoi, há muitas possibilidades para a ocupação mais assertivo do Parque Valongo.
<blockquote><em>“Os armazéns são edifícios flexíveis, que permitem diferentes usos. O mais importante, sem dúvidas, é provocar uma discussão ampla com toda a sociedade santista e – por que não? – com os turistas. </em>

<em>Mas há alguns indícios, considerando a dinâmica econômica atual da cidade, como a implantação de um polo gastronômico associado a uma estrutura turística receptiva, incluindo passeios de barco, esportes náuticos, comercialização de artesanatos e lembranças, envolvendo turismo comunitário em todas essas atividades. </em>

<em>Manter os eventos é importante, claro. Mas todos esses usos comerciais e de serviços devem complementar o complexo e não se tornar o seu eixo principal. Por esse motivo, um restauro que dê relevo à arquitetura original dos armazéns seria muito atraente. Também por isso é importante que a doca seja efetivamente usada, com movimento vivo de embarcações, afinal o parque ainda é um porto”.</em></blockquote>
O Parque Valongo precisa ser mais do que uma marca, que é a maneira como, por vezes, a administração municipal parece querer vender o projeto. Não dá para esquecer que são as pessoas, e não os lugares que elas frequentam que, de fato, tornam uma localidade interessante. E as pessoas desejam segurança, acessibilidade, conexões, diversão e conforto.

Santos está apenas ensaiando a sua ambicionada reconquista territorial na franja do porto, tendo o Parque Valongo como o primeiro capítulo de sua nova imagem pública.

A gente voltou a enxergar o porto. Agora seguimos com otimismo daquilo que, um dia, pode se tornar indistinguível da promessa de campanha.]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/parque-valongo-2026-4.jpg"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/parque-valongo-2026-4.jpg" height="113" width="150" type="image/jpeg"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Exposição sobre comunidades pesqueiras chega à Casa das Culturas de Santos]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/diversao/exposicao-sobre-comunidades-pesqueiras-chega-a-casa-das-culturas-de-santos/]]></link>
							<pubDate>dom, 05 jul 2026 09:00:59 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Vitor Fagundes</dc:creator>
							<dc:identifier>214084</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-07-03 19:03:30</dc:modified>
							<dc:created unix="1783242059">2026-07-05 09:00:59</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/diversao/exposicao-sobre-comunidades-pesqueiras-chega-a-casa-das-culturas-de-santos/]]></guid><category>1720</category>
							<description><![CDATA[Muito além dos barcos e das redes, mostra revela histórias, tradições e o cotidiano das comunidades pesqueiras que ajudam a construir a identidade do litoral paulista.]]></description><content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: 400;">A relação entre o mar e quem vive às suas margens é cheia de histórias e tradições que atravessam gerações. Agora, parte desse universo pode ser conferida de perto em Santos. A Casa das Culturas de Santos recebe uma exposição permanente sobre comunidades pesqueiras a partir deste mês, trazendo olhares sobre o cotidiano desses grupos da nossa região. A ideia é mostrar como a pesca, a cultura caiçara e o ritmo da vida ligam o litoral à sua história.</span>

<img class="alignnone size-full wp-image-214286" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Casa-das-Culturas-de-Santos.png" alt="" width="1200" height="800" />

<span style="font-weight: 400;">Se você é da Baixada Santista, provavelmente já ouviu falar, ou até já visitou, comunidades pesqueiras que mantêm tradições centenárias por aqui. Mesmo para quem só vê os barcos coloridos passando no horizonte, o convite agora é para perceber um pouco mais. Afinal, é importante entender tudo o que esse universo significa para a cidade.</span>
<h2><b>Mar, cultura e identidade</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">A Baixada Santista carrega uma forte ligação com o mar. Está no nosso sotaque, na comida do dia a dia e no jeito de viver. Segundo estudo do Projeto Museus do Mar, realizado pela USP, as comunidades pesqueiras são peças-chave para o entendimento cultural da região. </span><span style="font-weight: 400;">São hábitos passados de geração em geração, festas típicas, modos de preparo de peixes e histórias sobre os rios e enseadas que formaram não só Santos, mas todo o litoral paulista.</span>

<span style="font-weight: 400;">Além disso, essas comunidades ajudam a preservar ecossistemas importantes e mantêm vivas técnicas e saberes, como a construção de canoas artesanais e modos de pesca sustentável. </span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Atualmente, em vários pontos de Santos, como o bairro do Monte Cabrão e a Ilha Diana</span><span style="font-weight: 400;">, ainda é possível encontrar famílias e grupos ligados diretamente à pesca artesanal. </span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">O tema tem despertado a atenção de pesquisadores, justamente pela ameaça de desaparecimento dessas tradições diante do avanço da urbanização.</span>
<h2><b>O que esperar da exposição na Casa das Culturas de Santos</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">A proposta da exposição que a Casa das Culturas de Santos recebe sobre comunidades pesqueiras não é só mostrar fotos. O objetivo é convidar o visitante a mergulhar nas experiências dessas pessoas. O acervo reúne imagens que revelam o dia a dia das vilas, objetos usados na pesca artesanal, depoimentos de quem cresceu perto da maré e detalhes sobre festas típicas que ainda resistem. Entre essas festas está o tradicional fandango caiçara.</span>

<span style="font-weight: 400;">Além dos registros visuais, a mostra interativa quer dar voz às memórias dos moradores. Uma parte da exposição é dedicada ao audiovisual, apresentando entrevistas e relatos de pescadores que dividem histórias sobre o que mudou. Eles também mostram o que permanece igual em suas rotinas. </span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Outro destaque são os painéis informativos sobre as ameaças ao modo de vida dessas comunidades. Eles incluem os impactos ambientais e sociais que rondam o litoral.</span>

<span style="font-weight: 400;">Para quem nunca visitou esse tipo de exposição, a dica é ir aberto a descobrir como a pesca se conecta não apenas com quem navega. Também é importante para quem consome o peixe, mora perto das praias ou só acompanha de longe a cultura caiçara. Afinal, as comunidades pesqueiras fazem parte de um patrimônio que transcende o ato de pescar.</span>
<h2><b>Raízes vivas</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Se tem uma coisa que a Baixada Santista sabe fazer é misturar tradição com vida moderna. A exposição na Casa das Culturas mostra justamente como essas raízes ainda estão mais vivas do que parecem. Assim, é uma chance de quem vive, trabalha ou está só de passagem pela região repensar o valor do que está logo ali. Muitas vezes esse valor é invisível na correria diária.</span>

<span style="font-weight: 400;">Mais do que lembrar do passado, a exposição destaca a importância de manter as memórias dessas comunidades e entender como elas estão ligadas ao presente, seja na comida típica, nas festas populares ou na luta pelo equilíbrio ambiental do nosso litoral. </span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Então, para quem ficou curioso, ou só quer um programa bacana em Santos, vale dar uma passada, ouvir as histórias desses moradores e olhar para o mar com outros olhos depois de sair dali.</span>
<h3><b>Serviço</b></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Exposição: Cotidiano e Histórias das Comunidades Pesqueiras</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Onde: Casa das Culturas de Santos (Rua Sete de Setembro, 49, Centro Histórico)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Quando: A partir de 10 de julho </span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Horário: terça a sábado, das 10h às 18h</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Entrada gratuita.</span></li>
</ul>]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Casa-das-Culturas-de-Santos.png"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Casa-das-Culturas-de-Santos.png" height="100" width="150" type="image/png"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Festival Santos Café terá 4 dias de rolê gratuito no Centro Histórico]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/festival-santos-cafe-tera-4-dias-de-role-gratuito-no-centro-historico/]]></link>
							<pubDate>sáb, 04 jul 2026 15:07:19 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Vitor Fagundes</dc:creator>
							<dc:identifier>214224</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-07-03 19:10:25</dc:modified>
							<dc:created unix="1783177639">2026-07-04 15:07:19</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/festival-santos-cafe-tera-4-dias-de-role-gratuito-no-centro-historico/]]></guid><category>95</category>
							<description><![CDATA[De 9 a 12 de julho, o Centro Histórico vira point de café, música e experiência gratuita pra toda a família ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: 400;">Café é paixão nacional, mas em Santos ele ganha festival, palco e programação recheada de atrações. De 9 a 12 de julho (quinta-feira a domingo), o Centro Histórico vira point obrigatório pra quem gosta de um bom grão. E olha que o rolê é gratuito na maior parte do tempo.</span>

<span style="font-weight: 400;">É a <strong>11ª edição do Festival Santos Café</strong>, e dessa vez a cidade promete virar, por quatro dias, a capital brasileira do café. </span>

<span style="font-weight: 400;">Gastronomia, música, oficina com chef, feira de economia criativa, cerveja artesanal, campeonato de aeropress, área kids lotada de atrações e ainda um pouco de história pra fechar com chave de ouro.</span>

<img class="alignnone size-full wp-image-214229" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Festival-Santos-Cafe.png" alt="" width="1200" height="800" />

<span style="font-weight: 400;">A abertura é na quinta, 9/7, no Museu do Café: Clube do Choro, sapateado com o espetáculo "Aceita um cafezinho?", homenagem ao Patrono e visitação noturna para quem gosta de conhecer o museu com outro clima.</span>

<span style="font-weight: 400;">De sexta a domingo, o festival se espalha pelo entorno do Museu do Café e também pela região do Valongo. São quase 30 empresas de degustação, chefs renomados passando receita com café até em prato salgado, Torre do Relógio aberta pra visitação, passeio de bonde, walking tour, Garagem dos Bondes de graça e o Campeonato Brasileiro de Aeropress rolando no fim de semana.</span>

<span style="font-weight: 400;">Tem também shows de samba, MPB, forró, pop rock e um punhado de tributos pra quem curte clássico do rock nacional e internacional. E a criançada não fica de fora: infláveis, contação de história, mágico, escultura de balão, circo, marionete e o Espaço Café com Leite, todo pensado pra família aproveitar junto.</span>
<h3><b>PROGRAMAÇÃO COMPLETA</b></h3>
<h3><b>QUINTA - 09/07</b></h3>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Museu do Café</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">18h às 20h: Clube do Choro, com Nathan Valente</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">19h: Abertura, com sapateado "Aceita um cafezinho?" e homenagem ao Patrono</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">19h às 21h: Visitação noturna</span></li>
</ul>
<h3><b>SEXTA - 10/07</b></h3>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Bulevar da XV de Novembro</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 17h: Feira Feito em Santos, Rota da Cerveja Artesanal e Xícara instagramável</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h às 14h30: Cida Duarte, com participação do Ballet Ana Rennó</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">15h às 16h30: Gambiarra (Forró)</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Museu do Café</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h: Visita à Torre do Relógio (gratuita, vagas limitadas, inscrição prévia em</span><a href="http://www.museudocafe.org.br" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">www.museudocafe.org.br</span></a><span style="font-weight: 400;">, sujeita a verificação de condições de segurança para acesso ao local)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 17h: Espaço Infantil Café com Leite (valor do ingresso do museu, vagas limitadas)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">14h às 15h: Oficina com o Chef Franklin — café, jabuticaba e castanha (retirar senha na lateral do museu, 30 minutos antes do início)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">16h às 17h: Oficina com a Chef Pri Rolim — carne de panela com molho de café (retirar senha na lateral do museu, 30 minutos antes do início)</span></li>
</ul>
<i><span style="font-weight: 400;">Palco sem local especificado (10 empresas com degustação de café, 11h às 18h)</span></i>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h30 às 15h30: Banda Alambiq (Rock)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">16h às 17h30: Banda Via Rock</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">18h30 às 20h30: Cover Iron Maiden</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Palco Pavilhão</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h às 14h30: Trio Serra Praiano</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">15h às 16h30: Velha Guarda Vahia de Abreu e Fernando Negrão</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">17h30 às 19h30: Perfect Crime (Guns N' Roses Cover)</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Valongo</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 16h: Visita à Garagem dos Bondes (gratuita, saídas a cada hora, 20 pessoas por horário, retirar senha no balcão de entrada do Museu Pelé)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 17h: Feira Feito em Santos e Letra SANTOS instagramável</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 18h: 20 empresas de degustação de café</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">12h às 16h: Leia Santos</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">14h e 16h: Passeio de bonde com oficina de coquetelaria, com o Chef Harry</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">15h: Walking tour, saindo do Museu Pelé até a Associação Comercial de Santos</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Área Kids (lateral do Museu Pelé)</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 17h: Brinquedos infláveis</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h às 14h: Mágico ilusionista (itinerante) e Beto Vieira, com a contação de histórias "O Pastor, as Cabras e o Café"</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">14h às 17h: Esculturas de balão (100 senhas por dia)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">15h30 às 16h30: Show "IA IA OU", espetáculo cênico musical com Plocki e Vini Costa</span></li>
</ul>
<h3><b>SÁBADO - 11/07</b></h3>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Bulevar da XV de Novembro</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 17h: Feira Feito em Santos, Rota da Cerveja Artesanal e Xícara instagramável</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h às 14h: Audio Tour "Estou bem aqui, lembrei de vocês", com Em Bando Coletivo (saídas em frente ao Museu do Café, gratuito, limite de 15 pessoas por ordem de chegada)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h30 às 14h30: Tchu Tchu Tchu (Samba)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">15h às 16h30: Marcelo Nakajima (Pop Rock)</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Museu do Café</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h: Visita à Torre do Relógio (gratuita, vagas limitadas, inscrição prévia no site)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 17h: Espaço Infantil Café com Leite (gratuito aos sábados, vagas limitadas)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">14h: Oficina infantil Minibarista (gratuita aos sábados, vagas limitadas, retirar senha no Espaço Café com Leite 30 minutos antes)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">15h: Palestra "Desvendando o café: abordando as diferenças entre tradicional e extraforte" (gratuita, vagas limitadas, retirar senha na bilheteria do museu 30 minutos antes)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">14h às 15h: Oficina com o Chef Adriani — pudim de café com mousseline de laranja (retirar senha na lateral do museu, 30 minutos antes)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">16h às 17h: Oficina com o Chef Junior Monteiro — penne al caffè e aceto balsâmico (retirar senha na lateral do museu, 30 minutos antes)</span></li>
</ul>
<i><span style="font-weight: 400;">Palco sem local especificado</span></i>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h30 às 15h30: Banda O Poço (Rock)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">16h às 17h30: Gerônimo e Banda</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">18h às 20h: Jogo do Brasil ou outra atração</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Palco Pavilhão</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h às 14h30: Banda 2RD</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">16h às 17h30: Rita Lee Cover</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">18h às 20h: Jogo do Brasil ou outra atração</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Valongo</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 16h: Garagem dos Bondes (gratuita, retirar senha no balcão de entrada do Museu Pelé)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 17h: Feira e Letra SANTOS</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 18h: Degustação de café</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h às 17h: Caricatura, no Museu Pelé (130 senhas gratuitas por dia, com permanência na fila)</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Área Kids</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 17h: Brinquedos infláveis</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h às 14h: Mágico ilusionista (itinerante)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">14h às 17h: Esculturas de balão (100 senhas por dia)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">14h30 às 15h30: Marionetes do Guarujá</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">16h às 17h: Ambidextro Polifacético (performance de circo)</span></li>
</ul>
<b>Sábado e domingo também tem:</b><span style="font-weight: 400;"> Campeonato Brasileiro de Aeropress — Etapa Santos/SP, das 11h às 17h</span>
<h3><b>DOMINGO - 12/07</b></h3>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Bulevar da XV de Novembro</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 17h: Feira Feito em Santos, Rota da Cerveja Artesanal e Xícara instagramável</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h às 14h30: LOKAIS (Pop Rock)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">15h às 16h30: Fifo André (Samba e MPB)</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Museu do Café</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h: Visita à Torre do Relógio (gratuita, vagas limitadas, inscrição prévia no site)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 17h: Espaço Infantil Café com Leite (valor do ingresso do museu, vagas limitadas)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">14h: Oficina infantil — cone recheado com brigadeiro de café (vagas limitadas, retirar senha no Espaço Café com Leite 30 minutos antes)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">15h: Curso especial — Drink da Copa (gratuito, vagas limitadas, retirar senha na bilheteria do museu 30 minutos antes)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">14h às 15h: Oficina com o Chef Vinicius Fernandez — panna cotta de cumaru com calda de café (retirar senha na lateral do museu, 30 minutos antes)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">16h às 17h: Oficina com o Chef Danilo Rocha — risoto de café com lula à dorê (retirar senha na lateral do museu, 30 minutos antes)</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Palco sem local especificado</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h30 às 15h30: Swingroove (Rock)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">16h às 18h: Love Boat Tribute</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">18h30 às 20h30: Banda Degasperi</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Palco Pavilhão</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h30 às 15h30: Thalita Ferrari e Banda</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">16h às 18h: Diego Alencikas</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">18h30 às 20h30: Tributo Legião Urbana</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Valongo</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 16h: Garagem dos Bondes (retirar senha no balcão de entrada do Museu Pelé)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 17h: Feira e Letra SANTOS</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 18h: Degustação de café</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h às 17h: Caricatura (130 senhas gratuitas por dia)</span></li>
</ul>
<h3><i><span style="font-weight: 400;">Área Kids</span></i></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">11h às 17h: Brinquedos infláveis</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">13h às 14h: Beto Vieira, com a contação de histórias "O Pastor, as Cabras e o Café"</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">14h às 17h: Esculturas de balão (100 senhas por dia)</span></li>
</ul>
<b>Também de sexta a domingo (10 a 12/7):</b><span style="font-weight: 400;"> Exposição de Antiquarismo e Multicolecionismo da Baixada Santista, das 10h às 17h, com curadoria de Fernando Rey.</span>
<h2><b>Bora de ônibus</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Pra facilitar o acesso, uma linha especial e gratuita liga Gonzaga e Zona Noroeste ao Centro. A saída no Gonzaga é em frente ao Hotel Atlântico, na Ana Costa com a orla, com ônibus às 11h, 12h, 13h, 14h, 15h, 16h e 17h. Na Zona Noroeste, o embarque é no Sambódromo, com saídas às 11h, 13h, 15h e 17h.</span>

<span style="font-weight: 400;">O retorno parte do Museu Pelé: pro Gonzaga, tem ônibus de meia em meia hora, das 12h às 18h. Pra Zona Noroeste, as saídas são às 12h, 14h, 16h e 18h.</span>

<span style="font-weight: 400;">Anota na agenda, chama a família e separa um tempinho — o Centro Histórico vai cheirar a café o fim de semana inteiro.</span>]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Festival-Santos-Cafe.png"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Festival-Santos-Cafe.png" height="100" width="150" type="image/png"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Projeto de lei quer proibir cigarros na praia de Santos e reacende debate sobre liberdade e saúde]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/meio-ambiente-3/projeto-de-lei-quer-proibir-cigarros-na-praia-de-santos-e-reacende-debate-sobre-liberdade-e-saude/]]></link>
							<pubDate>sáb, 04 jul 2026 10:00:37 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Vitor Fagundes</dc:creator>
							<dc:identifier>213997</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-07-03 18:43:13</dc:modified>
							<dc:created unix="1783159237">2026-07-04 10:00:37</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/meio-ambiente-3/projeto-de-lei-quer-proibir-cigarros-na-praia-de-santos-e-reacende-debate-sobre-liberdade-e-saude/]]></guid><category>2543</category><category>8069</category><category>95</category>
							<description><![CDATA[A proposta ainda está longe de virar lei, mas já levanta uma discussão que vai muito além do tabaco]]></description><content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: 400;">A praia é um dos poucos lugares onde (quase) todo mundo consegue conviver. Tem quem vá correr antes das 7 da manhã. Ou quem passe a tarde inteira lendo um livro. Ou aqueles vão só jogar bola, caminhar com o cachorro ou simplesmente olhar o mar sem fazer absolutamente nada.</span>

<span style="font-weight: 400;">Também é o local onde desconhecidos dividem o mesmo pedaço de areia por horas. Sem paredes, divisórias ou controle sobre o que acontece ao lado.</span>

<span style="font-weight: 400;">Inclusive, sobre a fumaça do cigarro.</span>

<img class="alignnone size-full wp-image-214004" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Cigarro-nas-praias-de-Santos.png" alt="" width="1200" height="800" />

<span style="font-weight: 400;">Quem nunca viveu essa cena? Você escolhe um lugar, joga a canga no chão, abre o guarda-sol e, poucos minutos depois, o vento resolve trazer justamente aquela fumaça que não era sua. Curiosamente, ele quase nunca sopra na direção de quem acendeu o cigarro.</span>

<span style="font-weight: 400;">Agora imagine transformar essa situação toda em lei. </span>

<span style="font-weight: 400;">É exatamente essa discussão que </span><b>começa a ganhar força em Santos</b><span style="font-weight: 400;">. </span>

<span style="font-weight: 400;">Um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal pretende proibir o consumo de cigarros na faixa de areia das <a href="https://www.juicysantos.com.br/diversao/para-curtir/praias-da-baixada-santista-conheca-esses-5-tesouros-do-litoral-de-sp/" target="_blank" rel="noopener">praias da cidade</a>. A proposta ainda está no início da tramitação, mas já coloca em debate um tema que costuma dividir opiniões: </span><b>até onde vai a liberdade individual quando ela acontece em um espaço compartilhado?</b>

<span style="font-weight: 400;">Porque a conversa, no fundo, não diz respeito só ao cigarro.</span>
<h2><b>Uma ideia antiga que voltou em outro momento</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">O projeto é de autoria do vereador Benedito Furtado (PSB) e propõe alterar o Código de Posturas do Município para incluir a proibição de fumar na faixa de areia.</span>

<span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer conclusão, vale lembrar um detalhe importante: </span><b>nada muda por enquanto.</b>

<span style="font-weight: 400;">O texto ainda será analisado pela Procuradoria da Câmara para verificar sua legalidade. Depois, seguirá para as comissões permanentes e, somente se avançar em todas essas etapas, será votado pelos vereadores.</span>

<span style="font-weight: 400;">A proposta também prevê multa para quem descumprir a futura regra, embora o valor da penalidade ainda não tenha sido definido.</span>

<span style="font-weight: 400;">Curiosamente, essa não é uma ideia nova. O próprio vereador já apresentou um projeto semelhante há cerca de duas décadas. Na época, a reação foi tão negativa que a proposta acabou retirada antes de seguir adiante.</span>

<span style="font-weight: 400;">Hoje, porém, o contexto é outro.</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Não é novidade para ninguém que ambientes fechados deixaram de permitir cigarros. As campanhas de conscientização se intensificaram e a percepção social sobre o tabagismo mudou bastante.</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Mas agora, será que chegou a vez dos espaços abertos entrarem nessa conversa?</span>
<h2><b>Quando a praia deixa de ser "quintal" e vira espaço coletivo</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Existe um argumento que aparece quase imediatamente entre quem critica a proposta.</span>

<span style="font-weight: 400;"><em>"A praia é aberta."</em> </span>

<span style="font-weight: 400;">E ela realmente é.</span>

<span style="font-weight: 400;">Não existe teto para prender a fumaça. O vento circula. As pessoas podem caminhar alguns metros para outro lugar. Diferentemente de um restaurante ou de um shopping, ninguém está “preso” ao ambiente.</span>

<span style="font-weight: 400;">Esse talvez seja o principal motivo pelo qual tanta gente considera exagerada uma proibição desse tipo.</span>

<span style="font-weight: 400;">Mas existe outro lado da história.</span>

<span style="font-weight: 400;">A praia também é um espaço público. E isso significa que ela pertence a todo mundo ao mesmo tempo.</span>

<span style="font-weight: 400;">Em um domingo de sol, poucos lugares em Santos conseguem reunir uma diversidade tão grande de pessoas. Crianças brincam perto da água. Idosos fazem caminhada. Atletas treinam. Turistas conhecem a cidade pela primeira vez. A praia é um espaço para todos e isso inclui pessoas com doenças respiratórias que dividem o mesmo espaço com quem decidiu fumar.</span>

<span style="font-weight: 400;">Quando milhares de pessoas ocupam um mesmo ambiente, a liberdade individual inevitavelmente encontra alguns limites.</span>
<h3><b>O cigarro termina em minutos. Os efeitos, nem tanto.</b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Se existe um ponto em que praticamente não há discussão, ele está na ciência.</span>

<span style="font-weight: 400;">O tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cigarro está relacionado a diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e problemas respiratórios. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que milhares de mortes todos os anos estejam ligadas ao consumo de produtos derivados do tabaco.</span>

<span style="font-weight: 400;">Mas o projeto apresentado em Santos não olha apenas para quem fuma. Ele também coloca na balança quem está ao redor.</span>

<span style="font-weight: 400;">O chamado </span><a href="https://www.juicysantos.com.br/viver-bem-na-baixada/o-que-acontece-com-o-seu-corpo-quando-o-cigarro-sai-de-cena/" target="_blank" rel="noopener"><b>fumo passivo</b></a><span style="font-weight: 400;"> acontece quando uma pessoa respira a fumaça produzida pelo cigarro de outra. Em ambientes fechados, os riscos já são amplamente conhecidos e motivaram mudanças importantes na legislação brasileira nos últimos anos.</span>

<span style="font-weight: 400;">Na praia, a situação é diferente.</span>

<span style="font-weight: 400;">O vento dispersa a fumaça rapidamente, o que reduz sua concentração. Ainda assim, basta um dia de praia para perceber que essa dispersão nem sempre resolve o problema. Dependendo da direção do vento, da proximidade entre as pessoas e da quantidade de fumantes no local, a fumaça continua fazendo parte da experiência de quem sequer escolheu estar perto dela.</span>

<span style="font-weight: 400;">É aquele tipo de situação que dura poucos minutos, mas consegue interromper uma conversa, um cochilo ou simplesmente o prazer de respirar o ar da praia.</span>

Até que ponto um hábito individual pode interferir na experiência coletiva em um espaço público?
<h2><b>E o lixo?</b><b>
</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Quando se fala em <a href="https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/pinos-de-cocaina-transformam-praias-de-santos-em-lixeira/" target="_blank" rel="noopener">lixo nas praias</a>, muita gente pensa imediatamente em garrafas, sacolas plásticas ou latinhas. No entanto, os campeões de presença costumam ser muito menores.</span>

<span style="font-weight: 400;">As bitucas de cigarro aparecem com frequência em mutirões de limpeza realizados em praias de diferentes países e figuram entre os resíduos mais encontrados em áreas costeiras. Em Santos, quem já participou de ações de limpeza da orla sabe que elas surgem aos montes, muitas vezes enterradas na areia ou levadas pela maré.</span>

<span style="font-weight: 400;">O curioso é que muita gente ainda acredita que a bituca "desaparece" rapidamente.</span>

<img class="aligncenter wp-image-186063 size-full" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Monitoramento-de-microlixo-na-areia-em-Santos-revela-mais-de-18-mil-fragmentos-2-e1766497952623.jpeg" alt="www.juicysantos.com.br - Monitoramento de microlixo na areia em Santos revela mais de 18 mil fragmentos" width="1280" height="720" />

<span style="font-weight: 400;">O filtro do cigarro é feito de acetato de celulose, um tipo de plástico que pode levar anos para se decompor completamente. Enquanto isso, libera na natureza uma mistura de substâncias químicas acumuladas durante a queima do tabaco.</span>

<span style="font-weight: 400;">Quando chove ou a maré sobe, parte desse material segue para o mar.</span>

<span style="font-weight: 400;">Peixes, tartarugas e aves marinhas podem confundir esses resíduos com alimento. Além do risco de ingestão, os componentes tóxicos presentes nas bitucas também contaminam a água e a areia.</span>

<span style="font-weight: 400;">Ou seja, aquele pedacinho de cigarro que cabe entre dois dedos continua causando impacto muito depois de a fumaça desaparecer.</span>

<span style="font-weight: 400;">E há um detalhe pequeno e quase irônico: Quem joga uma garrafa na praia costuma ser imediatamente repreendido por quem está ao lado. Já a bituca, por ser pequena, muitas vezes passa despercebida. Como se o tamanho do lixo diminuísse o problema.</span>
<h2><b>O mundo começou essa conversa antes de Santos</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Quem olha para o projeto pode imaginar que Santos está tentando criar uma regra inédita. Mas a cidade não é pioneira nessa ideia. </span>

<span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, diversas cidades passaram a discutir exatamente o mesmo tema.</span>

<span style="font-weight: 400;">Na França, por exemplo, uma nova legislação passou a proibir o consumo de cigarros em praias, parques, jardins públicos e áreas próximas de escolas. A medida entrou em vigor com dois objetivos claros: reduzir a exposição de crianças ao tabaco e diminuir a quantidade de resíduos deixados nesses espaços.</span>

<span style="font-weight: 400;">Na Espanha, dezenas de municípios criaram as chamadas "praias sem fumaça". Em algumas delas, quem descumpre a regra pode receber multa. Em outras, a fiscalização tem um caráter mais educativo, buscando mudar hábitos antes de punir.</span>

<span style="font-weight: 400;">Do outro lado do Oceano Atlântico, Miami Beach, nos Estados Unidos, também proibiu o cigarro em suas praias públicas. Um dos principais argumentos utilizados pela prefeitura foi justamente o enorme volume de bitucas recolhidas diariamente na areia.</span>
<h2><b>Liberdade também mora em espaços coletivos</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Existe uma frase bastante repetida quando esse tipo de debate aparece: "cada um faz o que quiser".</span>

<span style="font-weight: 400;">Na prática, nunca foi exatamente assim.</span>

<span style="font-weight: 400;">Viver em sociedade significa aceitar que algumas escolhas individuais encontram limites quando começam a afetar outras pessoas.</span>

<span style="font-weight: 400;">É por isso que existe limite de velocidade nas avenidas, você não pode ouvir música em volume máximo na madrugada, cigarro não é permitido em ambientes fechados. Todas essas são regras e nenhuma delas elimina a liberdade. </span>

<span style="font-weight: 400;">Elas apenas estabelecem até onde ela pode ir quando você divide um espaço com o outro.</span>

<span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, também vale evitar o outro extremo.</span>

<span style="font-weight: 400;">Nem todo incômodo precisa virar lei. Imagina se toda atitude desagradável de um santista fosse virar lei de proibição, seria bem complicado viver na cidade.</span><span style="font-weight: 400;">
</span>
<h2><b>Então… proibir resolve?</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">O papo aqui já deixou de ser o cigarro em si, mas passa a ser sobre até onde o poder público deve ir quando tenta mudar um comportamento.</span><span style="font-weight: 400;">
</span>

<span style="font-weight: 400;">No fim das contas, essa discussão não deveria transformar fumantes em vilões nem tratar quem é contra o cigarro como fiscal de comportamento.</span>

<span style="font-weight: 400;">Se o projeto será aprovado ou não, ainda é cedo para saber.</span>

<span style="font-weight: 400;">Mas agora, algo parece inevitável. Mais cedo ou mais tarde, a cidade vai precisar tomar uma providência em relação a isso. </span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Por enquanto, a pergunta continua em aberto: em um espaço que pertence a todos, até onde vai o direito individual de fumar e onde começa o direito coletivo de respirar, descansar e aproveitar a praia?</span>]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Cigarro-nas-praias-de-Santos.png"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Cigarro-nas-praias-de-Santos.png" height="100" width="150" type="image/png"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[De quais projetos Santos precisa em 2027? Vote no Orçamento Participativo]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/de-quais-projetos-santos-precisa-em-2027-vote-no-orcamento-participativo/]]></link>
							<pubDate>sex, 03 jul 2026 18:58:11 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Flávia Saad</dc:creator>
							<dc:identifier>214243</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-07-03 18:58:11</dc:modified>
							<dc:created unix="1783105091">2026-07-03 18:58:11</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/de-quais-projetos-santos-precisa-em-2027-vote-no-orcamento-participativo/]]></guid><category>95</category>
							<description><![CDATA[E aí, bora votar e ajudar a construir a Santos que a gente quer ver nos próximos anos?]]></description><content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: 400;">Chegou a hora da população de Santos botar a mão na massa. Ou melhor, dar seu voto. Começa nesta segunda-feira (6 de julho) a votação do Orçamento Participativo 2026. Essa é uma oportunidade para você que mora na cidade ter voz ativa sobre as prioridades dos espaços públicos locais.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-214333" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/De-quais-projetos-Santos-precisa-em-2027-Vote-no-Orcamento-Participativo.jpg" alt="Vista aérea de Santos com prédios, avenida principal, mar com navios e montanha ao fundo." width="2121" height="1414" />

<span style="font-weight: 400;">A ideia que os santistas escolham quais projetos terão prioridade no orçamento municipal do ano que vem. Não é só interessante para quem é engajado em questões sociais, mas também para quem quer ver melhorias concretas perto de casa. </span>
<h2><b>Participação cidadã</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">O conceito de Orçamento Participativo (OP) não é novo no Brasil: desde a década de 1990, diversas cidades implementam modelos em que a população decide, de forma direta, como uma parte dos recursos da prefeitura será aplicada. Em Santos, essa ferramenta já é tradição e visa aproximar a administração das necessidades reais dos bairros, promovendo o debate sobre as prioridades locais.</span>

<span style="font-weight: 400;">Em iniciativas anteriores em Santos, a votação do Orçamento Participativo resultou na escolha de projetos voltados a educação, saúde, bem-estar social, cultura e revitalização de espaços urbanos. Isso mostra que, cada vez mais, os próprios moradores desejam opinar sobre para onde vai o dinheiro da cidade. Além disso, isso pode fazer toda a diferença no dia a dia de quem vive por aqui. </span>
<h2><b>Como nasce uma decisão coletiva? </b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Primeiro, as propostas são inscritas por moradores e coletivos de Santos. Depois, elas passam por uma análise técnica para checar sua viabilidade, tanto orçamentária quanto estrutural. Após essa seleção, as ideias finalistas vão para votação popular. Qualquer pessoa com mais de 16 anos, residente, estudante ou trabalhadora em Santos, pode votar.</span>

<span style="font-weight: 400;">Basta acessar o site oficial ou ir até um dos polos de votação espalhados pela cidade com documento de identificação em mãos (vale RG, carteira de motorista e até carteirinha da escola). Lá, o participante pode escolher até três propostas de sua preferência, de acordo com a região em que vive ou transita diariamente. A votação do Orçamento Participativo na segunda-feira será toda digital. Porém, as tendas instaladas em alguns bairros vão contar com pessoal de apoio para quem precisar de ajuda com a tecnologia.</span>

<span style="font-weight: 400;">Entre as propostas disponíveis neste ano estão reformas de unidades de saúde, criação de espaços públicos para lazer, melhoria de infraestrutura em escolas e soluções para a mobilidade urbana. Cada região da cidade tem suas demandas próprias. Por isso, é tão importante que o maior número de pessoas possível participe.
</span>
<h2><b>A importância de participar para quem vive ou trabalha em Santos</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Se você pensa que votar no Orçamento Participativo é só para quem gosta de política, está enganado. Esse é um jeitinho prático de contribuir para mudanças reais nos bairros. Além disso, isso transforma pequenos incômodos do dia a dia em melhorias concretas, decididas coletivamente. Sem falar que é uma chance de entender melhor como são feitos os investimentos públicos. Aquele papo de "meu dinheiro indo pra onde eu nem sei" pode mudar se a gente participar.</span>

<span style="font-weight: 400;">O processo de votação do Orçamento Participativo na segunda-feira coloca na mão dos próprios santistas o poder de colaborar nas escolhas estratégicas da cidade, fortalecendo a cidadania e a sensação de pertencimento. Para a Baixada Santista, iniciativas como essa são essenciais para que a região se desenvolva de maneira mais justa, refletindo as reais necessidades de quem vive aqui.
</span>
<h3><b>Serviço</b></h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Votação do Orçamento Participativo 2026 de Santos</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Início: 6 de julho (segunda-feira)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Quem pode votar: residentes, estudantes ou trabalhadores em Santos, a partir de 16 anos</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Como votar: <a href="https://www.santos.sp.gov.br/?q=hotsite/orcamento-participativo-amplo" target="_blank" rel="noopener">pelo site</a> </span><span style="font-weight: 400;">ou em polos presenciais com apoio técnico (endereços disponíveis no site)</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Necessário apresentar documento de identificação</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">É possível escolher até três propostas por pessoa. </span></li>
</ul>]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/De-quais-projetos-Santos-precisa-em-2027-Vote-no-Orcamento-Participativo.jpg"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/De-quais-projetos-Santos-precisa-em-2027-Vote-no-Orcamento-Participativo.jpg" height="100" width="150" type="image/jpeg"/>		
					</item></channel></rss><!-- end of xml string -->