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		<title>Juicy Santos</title>
        <description>Tudo sobre o que fazer em Santos e região</description>
        <link>https://www.juicysantos.com.br</link>
		<lastBuildDate>Mon, 26 Oct 2026 21:25:51 +0000</lastBuildDate>
					<item>
							<title><![CDATA[Comer em Santos por R$30? Conheça esses lugares!]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/comida/comer-em-santos-por-r30-conheca-esses-lugares/]]></link>
							<pubDate>seg, 26 out 2026 18:25:51 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Vitor Fagundes</dc:creator>
							<dc:identifier>222027</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-10-26 18:25:51</dc:modified>
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							<description><![CDATA[Dicas do time Juicy para comer bem e agradar o bolso!]]></description><content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: 400;">O dinheiro acabou de pingar na conta e já tem destino. Afinal, entre o café da manhã, o transporte e as contas do mês, comer fora pode pesar no bolso.</span>

<span style="font-weight: 400;">A boa notícia é que Santos tem opções para quem quer fugir do miojo de emergência e encontrar uma refeição que caiba no orçamento. Tem comida caseira, feijoada, lanche caprichado e até alternativa vegana para variar o cardápio.</span>

<img class="aligncenter wp-image-222044 size-full" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Comer-em-Santos-1.png" alt="" width="1200" height="800" />

<span style="font-weight: 400;">Por isso, reunimos lugares para colocar no radar de quem procura opções de até R$ 30 na cidade. A seleção inclui diferentes estilos de comida, para ninguém precisar comer a mesma coisa a semana inteira.</span>
<h2><b>Onde comer bem sem gastar mais de R$ 30 em Santos</b></h2>
<h3><b>1. Sabor Nordestino</b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Para quem prefere comida de verdade, daquelas que lembram o almoço de casa, o Sabor Nordestino entra na lista com opções como galinha com macarrão, arroz, feijão e salada, além de estrogonofe de frango.</span>

<span style="font-weight: 400;">Endereço: Rua Professor Torres Homem, 137, Boqueirão, Santos.</span>

<span style="font-weight: 400;">Instagram:</span><a href="https://www.instagram.com/sabor_nordestino137/"> <span style="font-weight: 400;">@sabor_nordestino137</span></a>
<h3><b>2. Restaurante Canteiro</b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Para quem prefere uma refeição fresca e colorida, o Canteiro tem poke como opção para variar o almoço. A combinação de ingredientes é uma alternativa para quem quer fugir do prato feito sem ultrapassar o orçamento. </span>

<span style="font-weight: 400;">Endereço: Praça Visconde de Mauá, 16, Centro, Santos.</span>

<span style="font-weight: 400;">Instagram:</span><a href="https://www.instagram.com/canteirorestaurante/"> <span style="font-weight: 400;">@canteirorestaurante</span></a>
<h3><b>3. Boteco da Unidos</b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Quando a fome pede um lanche reforçado, o Boteco da Unidos aparece com opções para quem prefere trocar o prato feito por um hambúrguer. Entre os destaques sugeridos para a lista está o X-Doritos com cheddar, combinação que chama a atenção de quem gosta de lanches mais generosos.</span>

<span style="font-weight: 400;">Endereço: Rua Oswaldo Cruz, 200, Boqueirão, Santos.</span>

<span style="font-weight: 400;">Instagram:</span><a href="https://www.instagram.com/botecodaunidos/"> <span style="font-weight: 400;">@botecodaunidos</span></a>
<h3><span style="font-weight: 400;">
</span><b>4. Restaurante Madiba</b></h3>
<span style="font-weight: 400;">A feijoada também tem espaço nesta seleção. O Madiba reúne comida brasileira no almoço e uma proposta gastronômica que valoriza sabores africanos. A feijoada por R$ 29,99 é a pedida indicada para quem quer aproveitar o último real do orçamento.</span>

<span style="font-weight: 400;">Endereço: Rua Espírito Santo, 36, Campo Grande, Santos.</span>

<span style="font-weight: 400;">Instagram:</span><a href="https://www.instagram.com/restaurante.madiba/"> <span style="font-weight: 400;">@restaurante.madiba</span></a>
<h3><b>5. Master Veggie</b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Quem segue uma alimentação vegana também pode entrar no roteiro. O Master Veggie oferece diferentes preparações sem ingredientes de origem animal, incluindo o churrasquinho com três espetos de soja temperada e linguiça vegetal, acompanhado de arroz branco, farofa com proteína de soja texturizada e vinagrete.</span>

<span style="font-weight: 400;">Endereço: Rua Machado de Assis, 48, Boqueirão, Santos.</span>

<span style="font-weight: 400;">Instagram:</span><a href="https://www.instagram.com/masterveggie.br/"> <span style="font-weight: 400;">@masterveggie.br</span></a>
<h3><b>6. Mansão 013 Restaurante</b></h3>
<span style="font-weight: 400;">O Mansão 013 entra como mais uma opção para quem procura refeições econômicas em Santos. Macarronada, macarronada com frango grelhado e até com contrafilé é uma das opções para você saborear.</span>

<span style="font-weight: 400;">Endereço: R. Euclydes da Cunha, 180 - Pompéia</span>

<span style="font-weight: 400;">Instagram: <a href="https://www.instagram.com/mansao013rest/" target="_blank" rel="noopener">@</a></span><a href="https://www.instagram.com/mansao013rest/">mansao013rest</a>
<h2><b>Comer bem também é questão de planejamento</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Comer fora sem comprometer o orçamento exige um pouco de pesquisa, mas conhecer os estabelecimentos do próprio bairro já ajuda a encontrar alternativas para a rotina.</span>

<span style="font-weight: 400;">Além disso, vale acompanhar os cardápios e as redes sociais dos restaurantes. Promoções, pratos do dia e mudanças nos preços podem fazer diferença na hora de escolher onde almoçar.</span>

<i><span style="font-weight: 400;">Dica: os preços e a disponibilidade dos pratos podem mudar. Consulte os estabelecimentos antes da visita.</span></i>]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Comer-em-Santos-2.png"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Comer-em-Santos-2.png" height="100" width="150" type="image/png"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Zimbra usa distopia para cutucar feridas da pandemia em novo clipe]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/novo-na-regiao/zimbra-usa-distopia-para-cutucar-feridas-da-pandemia-em-novo-clipe/]]></link>
							<pubDate>seg, 26 out 2026 17:46:07 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Juicy Santos</dc:creator>
							<dc:identifier>221501</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-10-26 17:46:07</dc:modified>
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							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/novo-na-regiao/zimbra-usa-distopia-para-cutucar-feridas-da-pandemia-em-novo-clipe/]]></guid><category>140</category>
							<description><![CDATA[Um soco no estômago sobre o negacionismo. Esse é o novo trabalho da banda santista Zimbra, figurinha carimbada na nossa cena musical no videoclipe de “Orfanato”.  Na produção, que saiu em outubro, o público é convidado a olhar para o retrovisor e encarar o que aconteceu no Brasil nos últimos anos. Se você espera um]]></description><content:encoded><![CDATA[Um soco no estômago sobre o negacionismo. Esse é o novo trabalho da banda santista Zimbra, figurinha carimbada na nossa cena musical no videoclipe de <strong><em>“Orfanato”. </em></strong>

Na produção, que saiu em outubro, o público é convidado a olhar para o retrovisor e encarar o que aconteceu no Brasil nos últimos anos.

Se você espera um vídeo de banda tocando em um estúdio asséptico e limpinho, esquece. O audiovisual traz uma animação distópica que mistura sátira política com a lembrança de que não podemos normalizar o que vivemos no passado recente.

<img class="aligncenter size-full wp-image-222031" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Zimbra-usa-distopia-para-cutucar-feridas-da-pandemia-em-novo-clipe.png" alt="Homem com cabeça de cavalo e faixa presidencial brasileira observa paciente intubado em hospital decadente." width="3360" height="1888" />

Com direção e roteiro de Rafael Reis e com animação de Leo Ferraz, a obra revisita o caos da pandemia de COVID-19, o negacionismo que tomou conta das conversas de família e amizades e, acima de tudo, o descaso com as mais de 700 mil vidas perdidas.
<h3>Pratas da casa 013</h3>
O clipe marca o reencontro da Zimbra com a Tehuá Filmes, exatamente 10 anos após a parceria no clipe de “Já Sei”. Mas o clima agora é outro. Como diz o vocalista Bola, autor da faixa:
<blockquote><em>“É muito doido ver esse momento do Brasil e do mundo uma década depois. Ter que conversar com o negacionismo, com o absurdo. Em pleno 2026, termos que falar sobre vacina… É um pouco decepcionante”.</em></blockquote>
O clipe não economiza nas alegorias. Tem presidente com cabeça de cavalo, marionetes sendo controladas por fios invisíveis e figuras que representam os poderes político, religioso e militar disputando quem dá as cartas enquanto o cenário, um hospital decadente, desmorona. É uma crônica visual da nossa história recente, daquelas que embrulham o estômago, como bem define o baterista Pedro Furtado.
<h3>Por que ainda precisamos falar sobre a pandemia?</h3>
Olhando pra trás, pode parecer que o que aconteceu entre 2020 e 2022 ficou distante. Mas o projeto da Zimbra, que começou a ser gestado ainda naqueles anos, é um lembrete de que a ferida, se não for cuidada, continua aberta.

Para o diretor Rafael Reis, realizar esse trabalho foi uma forma de colocar para fora sentimentos que muitos de nós ainda não conseguimos processar.
<blockquote><em>"Acho que a sociedade brasileira ainda não lidou de verdade com as feridas da pandemia", comenta.</em></blockquote>
O clipe usa a arte para nos impedir de esquecer que, enquanto a política nacional gestava um projeto autoritário, o país inteiro vivia um luto coletivo gigantesco.

O clipe de "Orfanato" trata sobre a estrutura que permitiu que absurdos virassem rotina. Embora a crítica ácida não cite nomes, faz a gente reconhecer exatamente quem são os atores dessa tragédia.

Vale o play e a reflexão.
<h3>Assista a Orfanato, da Zimbra</h3>
https://youtu.be/JTutyNyMqJk
<h3>Zimbra é coisa nossa</h3>
A Zimbra nasceu em Santos e levou a música autoral da Baixada Santista para palcos de todo o Brasil. Formado por Rafael Costa, o Bola (voz e guitarra), Vitor Fernandes (guitarra), Guilherme Goes (baixo) e Pedro Furtado (bateria), o quarteto construiu uma identidade autêntica com uma combinação de rock alternativo, MPB, soul e pop.

O primeiro álbum, <em>O Tudo, o Nada e o Mundo</em>, chegou em 2013, com músicas como “Viva”, “Missão Apollo” e “Orfanato”. Em 2015, o grupo venceu um concurso da Rádio 89 FM e conquistou uma apresentação no Lollapalooza Brasil, ganhando projeção nacional. No ano seguinte, lançou <a href="https://www.juicysantos.com.br/diversao/musica-em-santos/azul-novo-cd-da-banda-zimbra/" target="_blank" rel="noopener"><em>Azul</em></a>, segundo disco de estúdio e um dos marcos de sua trajetória, com faixas como <em>“O Redator”</em> e <em>“Eu Te Amo e Nem Sei”. </em>

A caminhada seguiu com <em>Verniz</em> (2019), produzido por Esteban Tavares e com participação de Dinho Ouro Preto, e <em>Sala Dois</em> (2022).]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Zimbra-usa-distopia-para-cutucar-feridas-da-pandemia-em-novo-clipe.png"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Zimbra-usa-distopia-para-cutucar-feridas-da-pandemia-em-novo-clipe.png" height="84" width="150" type="image/png"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Complexo logístico pode retirar mais de 45 hectares de vegetação na Ilha do Tatu em Cubatão]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/complexo-logistico-pode-retirar-mais-de-45-hectares-de-vegetacao-na-ilha-do-tatu-em-cubatao/]]></link>
							<pubDate>seg, 26 out 2026 16:47:39 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Vitor Fagundes</dc:creator>
							<dc:identifier>221652</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-10-26 16:47:39</dc:modified>
							<dc:created unix="1793033259">2026-10-26 16:47:39</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/complexo-logistico-pode-retirar-mais-de-45-hectares-de-vegetacao-na-ilha-do-tatu-em-cubatao/]]></guid><category>2543</category><category>95</category>
							<description><![CDATA[Prefeitura aponta riscos aos manguezais, trânsito e à qualidade de vida nos bairros próximos. A Cetesb confirma que o pedido de licença prévia está em análise]]></description><content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: 400;">Houve um tempo em que Cubatão ficou conhecida como <a href="https://www.juicysantos.com.br/novo-na-regiao/como-cubatao-foi-do-vale-da-morte-ao-verde-do-mundo/" target="_blank" rel="noopener">Vale da Morte</a>. A poluição industrial era tão grave que a cidade virou símbolo de uma crise ambiental, </span><b>antes de protagonizar um dos processos de recuperação mais conhecidos do país.</b>

<span style="font-weight: 400;">Décadas depois, a relação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental volta ao centro de uma discussão no município. Desta vez, o cenário é a </span><b>Ilha do Tatu</b><span style="font-weight: 400;">, onde um projeto logístico prevê </span><b>estruturas de apoio ao Porto de Santos</b><span style="font-weight: 400;"> em uma área com </span><b>extensos trechos de manguezal.</b>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter wp-image-221658 size-full" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ilha-do-Tatu-em-Cubatao.png" alt="" width="1200" height="800" /><em>Foto: Prefeitura de Cubatão</em></p>
A proposta pode exigir a retirada de aproximadamente <strong>45,6 hectares de vegetação nativa, incluindo cerca de 31,4 hectares de manguezais e áreas de restinga</strong>, segundo a manifestação técnica da Prefeitura de Cubatão.

<span style="font-weight: 400;">A disputa ainda está em aberto. Enquanto a Prefeitura aponta riscos ambientais e urbanos, o pedido de licença prévia segue em análise estadual.</span>
<h2><b>O que está previsto para a Ilha do Tatu?</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">O Complexo Logístico Tatu ocuparia aproximadamente 510 mil metros quadrados, o equivalente a 51,2 hectares. A proposta inclui pátio regulador de caminhões, armazéns, área de apoio a contêineres e estruturas para caminhoneiros.</span>

<span style="font-weight: 400;">O pedido de licença prévia foi apresentado pela Condilog Operações SPE Ltda. à Cetesb. O edital sobre a solicitação saiu no Diário Oficial do Estado em 14 de setembro de 2026.</span>

<span style="font-weight: 400;">A área fica em uma região de manguezais, áreas úmidas e remanescentes de Mata Atlântica conectados ao Sistema Estuarino de Santos. Esses ambientes oferecem abrigo, alimento e condições de reprodução para diferentes espécies.</span>

<span style="font-weight: 400;">A avifauna também entrou na análise. O relatório municipal destaca a importância da Ilha do Tatu para aves nativas e migratórias, incluindo o guará-vermelho, símbolo da recuperação ambiental de Cubatão.</span>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter wp-image-221660 size-full" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ilha-do-Tatu-em-Cubatao-1.png" alt="" width="1200" height="800" /><em>Foto: Fábio Olmos</em></p>
<span style="font-weight: 400;">Os manguezais da cidade continuam enfrentando pressão ambiental, mesmo depois de décadas de recuperação. Um exemplo é o</span> <a href="https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/projeto-guara-vermelho-revela-realidade-alarmante-nos-manguezais-de-cubatao/"><span style="font-weight: 400;">Projeto Guará Vermelho</span></a><span style="font-weight: 400;"> que retirou quase 19,3 toneladas de resíduos do ambiente apenas nos três primeiros meses de 2026.</span>

<span style="font-weight: 400;">Agora, a discussão envolve outra forma de pressão sobre o território: a transformação de uma área natural para receber infraestrutura logística.</span>
<h2><b>Por que a Prefeitura é contra?</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">À reportagem, a Prefeitura afirmou que o Plano Diretor de Cubatão não permite a atividade pretendida naquela área. O município também informou que não emitiu a Certidão de Uso e Ocupação do Solo para o empreendimento.</span>

<span style="font-weight: 400;">O argumento está relacionado ao zoneamento da Ilha do Tatu. O território tem classificações diferentes, incluindo Zona de Expansão Urbana e Zona Especial de Preservação Ecológica. A primeira não significa autorização irrestrita para qualquer atividade, especialmente em áreas sujeitas a restrições ambientais.</span>

<span style="font-weight: 400;">A administração municipal também explicou que o relatório foi elaborado para fundamentar sua posição no processo estadual de licenciamento. O documento reúne questionamentos sobre a vegetação, a fauna, o patrimônio arqueológico e os efeitos urbanos da instalação.</span>

<span style="font-weight: 400;">Em setembro, o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) discutiu a manifestação e aprovou seu encaminhamento à Cetesb. </span><b>A deliberação reforçou a oposição institucional do município, mas não substitui a decisão do órgão licenciador.</b>
<h2><b>Impactos</b></h2>
A preocupação da Prefeitura também envolve os bairros próximos. Em resposta ao Juicy Santos, o município estimou que cerca de 60 mil moradores vivem na região mais ampla que pode sofrer impactos, incluindo Jardim Casqueiro, Ilha Caraguatá, Vila dos Pescadores e os Bolsões 7, 8 e 9.

Já no relatório técnico, a administração considera um recorte territorial mais restrito e cita aproximadamente 40 mil moradores de Jardim Casqueiro, Parque São Luís, Jardim Nova República e Ilha Caraguatá. Portanto, as duas estimativas abrangem áreas diferentes e não devem ser somadas.

Além dos possíveis efeitos sobre os moradores, a equipe municipal aponta riscos como aumento da circulação de caminhões, congestionamentos, emissão de poluentes, poeira e ruído. A intensidade desses impactos dependerá de fatores como as rotas utilizadas, o volume de veículos e as medidas adotadas para controlá-los.

O relatório também cita projeções de crescimento do fluxo de caminhões no sistema portuário nas próximas décadas. No entanto, esses números representam cenários futuros e não indicam, necessariamente, quantos veículos circulariam diariamente pelo complexo logístico proposto na Ilha do Tatu.
<h2><b>O projeto pode ser barrado?</b></h2>
A Prefeitura acompanha o licenciamento na Cetesb e afirma que poderá recorrer à Justiça, se necessário. Além disso, espera que o órgão estadual considere os questionamentos apresentados no relatório municipal durante a análise do projeto.

Embora a Cetesb conduza o licenciamento ambiental, o município busca fundamentar tecnicamente sua oposição ao empreendimento. Para isso, apresentou argumentos sobre os impactos ambientais e urbanos previstos.

A Prefeitura também propôs uma alternativa: o Sítio dos Areais, na região do Polo Industrial de Cubatão, na área conhecida como Gleba 17. O prefeito César Nascimento levou a sugestão ao vice-presidente Geraldo Alckmin, e o município voltou a incluir a proposta no documento encaminhado à Cetesb.

Segundo a manifestação municipal, o terreno merece entrar na avaliação de possíveis locais para a estrutura logística. No entanto, essa indicação não garante que a área seja aprovada ou que já tenha viabilidade ambiental e operacional comprovada.

A proposta coloca outra questão na mesa: se a expansão da infraestrutura de apoio ao Porto de Santos é necessária, como escolher um local que atenda à demanda logística e, ao mesmo tempo, reduza os impactos ambientais e urbanos?
<h2><b>A Cetesb já decidiu?</b></h2>
<b>Ainda não.</b><span style="font-weight: 400;"> Questionada sobre o estágio do processo, os próximos passos, o tratamento dado às manifestações contrárias e os efeitos da ausência da certidão municipal, a Cetesb enviou a seguinte resposta:</span>
<blockquote><em><span style="font-weight: 400;">“A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informa que recebeu, em setembro deste ano, pedido de licença prévia para avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento. A solicitação está em análise.”</span></em></blockquote>
<span style="font-weight: 400;">A resposta confirma que o processo segue em andamento, </span><b>mas não esclarece os demais pontos levantados pela reportagem</b><span style="font-weight: 400;">. A companhia não informou um prazo para a conclusão da análise, nem detalhou como avaliará os argumentos da Prefeitura ou se a ausência da certidão municipal interfere no licenciamento.</span>

<span style="font-weight: 400;">A licença prévia avalia a viabilidade ambiental do projeto, considerando sua localização e concepção. Portanto, o protocolo de um</span><b> relatório contrário não significa que o empreendimento foi barrado,</b><span style="font-weight: 400;"> assim como o pedido de licença não significa que ele já esteja autorizado.</span>

<span style="font-weight: 400;">A</span><a href="https://cubatao.sp.gov.br/complexo-logistico-tatu-manifestacao-tecnica-ambiental-do-municipio-de-cubatao/"> <span style="font-weight: 400;">documentação técnica disponibilizada pela Prefeitura de Cubatão</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ser consultada publicamente. Já as etapas gerais do licenciamento estão descritas no</span><a href="https://licenciamento.cetesb.sp.gov.br/cetesb/fases.asp"> <span style="font-weight: 400;">site da Cetesb</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span>
<h2><b>O futuro da área ainda está em disputa</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Cubatão carrega uma história marcada pelos impactos da industrialização, mas também pela recuperação ambiental que ajudou a mudar a imagem da cidade. Hoje, a atividade portuária e a indústria continuam fundamentais para a economia regional. Ao mesmo tempo, cada novo empreendimento exige uma avaliação cuidadosa sobre o uso do território.</span>

<span style="font-weight: 400;">Na Ilha do Tatu, a Prefeitura formalizou sua oposição ao complexo logístico, apontou possíveis impactos ambientais e urbanos e sugeriu uma área alternativa para receber a estrutura. Enquanto isso, a Cetesb mantém o pedido de licença prévia em análise.</span>

<span style="font-weight: 400;">Agora, a decisão depende da avaliação dos estudos ambientais, das restrições urbanísticas e das manifestações apresentadas ao longo do processo. Para a Baixada Santista, o caso coloca em discussão os custos ambientais e urbanos que podem acompanhar a expansão da atividade portuária.</span>

<span style="font-weight: 400;">Diante da alternativa indicada pela Prefeitura, que critérios devem orientar a escolha do local para ampliar a infraestrutura logística sem comprometer ainda mais os manguezais da região? </span>]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ilha-do-Tatu-em-Cubatao.png"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ilha-do-Tatu-em-Cubatao.png" height="100" width="150" type="image/png"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Sua lombar anda reclamando? Veja como melhorar esse desconforto]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/viver-bem-na-baixada/sua-lombar-anda-reclamando-veja-como-melhorar-esse-desconforto/]]></link>
							<pubDate>seg, 26 out 2026 15:38:04 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Vitor Fagundes</dc:creator>
							<dc:identifier>221820</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-10-26 15:38:04</dc:modified>
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							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/viver-bem-na-baixada/sua-lombar-anda-reclamando-veja-como-melhorar-esse-desconforto/]]></guid><category>140</category><category>7814</category>
							<description><![CDATA[Da dificuldade para levantar da cadeira ao incômodo que atrapalha o sono, aquela dor na lombar pode afetar a rotina. Pequenos ajustes ajudam, mas preste atenção nos sinais para procurar ajuda de um médico]]></description><content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: 400;">Levantar do sofá virou uma operação com várias etapas? Primeiro, a mão procura um apoio. Depois, o corpo inclina para a frente. No final, vem aquela pausa para tomar coragem antes de ficar em pé. </span><b>Se essa cena parece familiar, talvez a lombar esteja pedindo socorro.</b>

<img class="aligncenter wp-image-221827 size-full" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Dor-na-lombar-.png" alt="" width="1200" height="800" />

<span style="font-weight: 400;">A dor na parte inferior das costas é uma queixa comum e pode aparecer depois de um dia inteiro sentado, durante atividades físicas ou até sem uma causa evidente. Além disso, ela pode atrapalhar tarefas simples, como dormir, trabalhar, dirigir e brincar com as crianças.</span>

<span style="font-weight: 400;">Só que sentir dor lombar não significa, automaticamente, ter uma hérnia de disco. </span><b>Lombalgia</b><span style="font-weight: 400;"> é o nome dado à dor nessa região, e identificar sua causa depende de uma avaliação profissional.</span>

<span style="font-weight: 400;">A boa notícia é que muitos episódios melhoram em algumas semanas. Enquanto isso, alguns cuidados podem ajudar a tornar a rotina mais confortável.</span>
<h2><b>A lombar também sente o peso da rotina</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Passar horas na frente do computador, dirigir por longos períodos ou executar movimentos repetitivos pode aumentar o desconforto nas costas.</span>

<span style="font-weight: 400;">Em Santos a rotina de quem trabalha em escritório, comércio, serviços ou atividades que exigem esforço físico é bastante presente. Ainda assim, muita gente enfrenta um problema parecido: permanecer tempo demais na mesma posição.</span>

<span style="font-weight: 400;">Por isso, observar os hábitos diários pode ajudar a identificar situações que agravam a dor.</span>

<span style="font-weight: 400;">O repouso prolongado na cama, por exemplo, geralmente não ajuda na recuperação de quadros comuns de lombalgia. Quando não existem contraindicações, manter as atividades toleráveis e retomar os movimentos gradualmente costuma ser uma estratégia mais adequada.</span>

<span style="font-weight: 400;">A orientação também exige atenção aos limites de cada pessoa. Uma dor que impede tarefas básicas merece avaliação, mesmo que tenha começado há poucos dias.</span>
<h2><b>Uma noite melhor pode começar com um travesseiro</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Quem sente dor lombar conhece o desafio de encontrar uma posição confortável para dormir. A pessoa vira para um lado, tenta o outro e, às vezes, passa mais tempo procurando uma posição do que descansando.</span>

<span style="font-weight: 400;">Nessas horas, experimentar alguns apoios pode ajudar.</span>

<span style="font-weight: 400;">Quem dorme de lado pode colocar um travesseiro entre os joelhos, mantendo as pernas ligeiramente dobradas. Esse apoio pode favorecer o alinhamento dos quadris e reduzir o desconforto.</span>

<span style="font-weight: 400;">Já quem prefere dormir de barriga para cima pode testar um travesseiro sob os joelhos. Assim, algumas pessoas conseguem aliviar a tensão na região lombar.</span>

<span style="font-weight: 400;">Dormir de bruços pode aumentar o desconforto em determinados casos. Se essa for a posição mais confortável, vale experimentar um apoio sob os quadris e a parte inferior do abdômen.</span>

<span style="font-weight: 400;">O principal é observar a resposta do próprio corpo. Não existe uma posição universalmente correta para todas as pessoas, e ninguém precisa passar a madrugada se policiando por ter mudado de lado.</span>

<span style="font-weight: 400;">Se a dor continuar prejudicando o sono, entretanto, é importante procurar orientação profissional.</span>
<h3><b>O computador não é inimigo da coluna</b></h3>
<span style="font-weight: 400;">A cadeira pode até ser confortável, mas passar horas na mesma posição costuma cobrar seu preço.</span>

<span style="font-weight: 400;">Para começar, os pés devem ficar apoiados no chão ou em um suporte. Além disso, as costas precisam de apoio, enquanto os ombros permanecem relaxados.</span>

<span style="font-weight: 400;">A tela deve ficar diretamente à frente, com a parte superior na altura dos olhos ou um pouco abaixo. Dessa forma, fica mais fácil evitar inclinações frequentes do pescoço.</span>

<span style="font-weight: 400;">Contudo, ajustar a estação de trabalho não resolve tudo sozinho.</span>

<span style="font-weight: 400;">Levantar, caminhar por alguns minutos e alternar tarefas ajudam a interromper períodos prolongados na mesma posição. Quando possível, pequenas pausas ao longo do expediente também podem reduzir a rigidez.</span>

<span style="font-weight: 400;">Quem trabalha em pé, carrega peso ou realiza movimentos repetitivos precisa observar outros fatores. Dependendo da atividade, pode ser necessário adaptar as tarefas, rever a distribuição da carga e organizar intervalos.</span>

<span style="font-weight: 400;">A ideia é encontrar maneiras viáveis de movimentar o corpo durante o dia, respeitando as condições de cada trabalho.</span>
<h2><b>E quando chega a hora de fazer exercício?</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Diante da dor, algumas pessoas suspendem toda atividade física. Outras tentam manter o treino habitual, mesmo quando cada movimento aumenta o desconforto.</span>

Aí a gente tem que ir pelo caminho do meio e do equilíbrio.

<span style="font-weight: 400;">Quando não há sinais de alerta, atividades toleráveis e o retorno gradual aos exercícios podem ajudar na recuperação. Caminhadas, exercícios na água, pilates e yoga são algumas possibilidades, mas nenhuma modalidade serve igualmente para todo mundo.</span>

<span style="font-weight: 400;">A escolha depende dos sintomas, das limitações, das preferências e, quando necessário, da orientação de um profissional.</span>

<span style="font-weight: 400;">Se determinado exercício intensificar a dor ou provocar novos sintomas nas pernas, é melhor interromper aquele movimento e buscar orientação. Alongamentos também não devem virar uma disputa para alcançar o limite do corpo.</span>

<span style="font-weight: 400;">No caso da lombalgia, vale a mesma lógica de adaptação, com um cuidado adicional: </span><b>respeitar os sintomas e buscar uma consulta médica quando houver dúvidas.</b>
<h2><b>Quando a dor nas costas exige atenção imediata?</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">A maioria dos episódios de <strong>dor lombar</strong> não representa uma emergência. Mas alguns sintomas exigem atendimento rápido.</span>

<span style="font-weight: 400;">É importante procurar avaliação médica com urgência se a dor começar muito forte, piorar rapidamente ou vier acompanhada de febre e mal-estar. Fraqueza nova ou progressiva nas pernas também merece atenção.</span>

<span style="font-weight: 400;">Além disso, perda de peso sem explicação e histórico de câncer devem ser informados ao profissional de saúde durante a avaliação.</span>

<span style="font-weight: 400;">Existem, ainda, sinais que exigem atendimento de emergência, especialmente quando aparecem junto à dor lombar:</span>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade para urinar ou perda do controle da urina ou das fezes.</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dormência na região genital, íntima ou ao redor do ânus.</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fraqueza importante, perda de sensibilidade ou alterações nos movimentos das duas pernas.</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dor após um acidente importante.</span></li>
</ul>
<span style="font-weight: 400;">Esses sintomas podem indicar uma condição grave que exige avaliação imediata. Não é necessário apresentar todos eles ao mesmo tempo para procurar uma emergência.</span>

<span style="font-weight: 400;">Outro ponto importante: nem toda dor lombar precisa de ressonância magnética. O médico avalia os sintomas e o histórico antes de indicar exames, considerando se o resultado poderá mudar a conduta.</span>

<span style="font-weight: 400;">O mesmo cuidado vale para os medicamentos. Anti-inflamatórios podem apresentar riscos e não são adequados para todas as pessoas. Por isso, a escolha do tratamento deve considerar as condições de saúde e a orientação profissional.</span>
<h2><b>A lombar está atrapalhando sua vida? Comece pelo que é possível</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Ajustar o travesseiro, variar a posição durante o expediente e adaptar os exercícios são medidas que podem ajudar a lidar com o desconforto.</span>

<span style="font-weight: 400;">Entretanto, a persistência da dor merece investigação. E, diante de sinais de emergência, a prioridade é procurar atendimento imediatamente.</span>

<span style="font-weight: 400;">O corpo não precisa ficar imóvel para se recuperar, mas também não deve ser submetido a exercícios ou esforços que agravem os sintomas.</span>

<span style="font-weight: 400;">Entre insistir na rotina como se nada estivesse acontecendo e abandonar todas as atividades, existe a possibilidade de adaptar os movimentos e buscar ajuda quando necessário.</span>

<span style="font-weight: 400;">Afinal, conseguir levantar do sofá sem precisar planejar uma operação inteira parece um bom começo.</span>
<h3><b>Serviço | Trasmontano Saúde</b></h3>
<span style="font-weight: 400;">A Trasmontano Saúde possui rede de atendimento na Baixada Santista, com unidades do IGESP em diferentes municípios da região.</span>

<span style="font-weight: 400;">Para consultar endereços, horários, serviços disponíveis e condições de atendimento, acesse os canais oficiais da operadora.</span>
<h5><em><span style="font-weight: 400;">Esta matéria é um publieditorial em parceria com a Trasmontano Saúde.</span></em></h5>]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Dor-na-lombar-.png"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Dor-na-lombar-.png" height="100" width="150" type="image/png"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Flávio Bolsonaro quer militares no Porto de Santos, mas a história da cidade acende um alerta]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/flavio-bolsonaro-quer-militares-no-porto-de-santos-mas-a-historia-da-cidade-acende-um-alerta/]]></link>
							<pubDate>sex, 23 out 2026 19:49:38 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Igor Matheus</dc:creator>
							<dc:identifier>221806</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-10-23 19:49:38</dc:modified>
							<dc:created unix="1792784978">2026-10-23 19:49:38</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/flavio-bolsonaro-quer-militares-no-porto-de-santos-mas-a-historia-da-cidade-acende-um-alerta/]]></guid><category>95</category>
							<description><![CDATA[Proposta inclui tropas da Marinha e da Aeronáutica, reconhecimento facial e investimentos privados. Pesquisadora e representante do Instituto Telma de Souza alertam para os impactos sobre trabalhadores e a relação entre o porto e a cidade]]></description><content:encoded><![CDATA[Lugar de militar é no quartel ou será que é no porto?

O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL) prevê a ocupação e o monitoramento permanente dos portos brasileiros por tropas especiais da Marinha e da Aeronáutica. A proposta também inclui sistemas de reconhecimento facial, ampliação da vigilância por câmeras e investimentos privados na infraestrutura portuária.
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-221823" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/marinha.png" alt="Militares brasileiros em uniforme de camuflagem e azul-marinho formados no convés de um navio, com oficiais de alta patente." width="1200" height="800" /><em>Foto: Marinha do Brasil</em></p>
A iniciativa reacende o debate sobre a militarização da segurança portuária e a privatização da gestão. Em Santos, as medidas têm implicações que vão além do combate ao tráfico de drogas, já que o porto influencia diretamente o mercado de trabalho, a economia regional e a vida urbana.

Além disso, carrega um problema histórico, com gostinho da época da <a href="https://www.juicysantos.com.br/historias-de-santos/golpe-militar-em-santos-como-a-moscouzinha-brasileira-pagou-o-preco-da-resistencia/" target="_blank" rel="noopener">ditadura militar.</a>

O plano também propõe a criação de corredores logísticos inteligentes para reduzir os custos de transporte de cargas. E prevê o uso de concessões e parcerias público-privadas para modernizar a infraestrutura.
<h3>Santos movimenta quase 30% do comércio exterior brasileiro</h3>
O Porto de Santos tem uma função estratégica para a economia brasileira que vai muito além dos desafios de segurança. O complexo responde por quase 30% do comércio do Brasil com o mundo e está ligado a cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos.

Embora o porto seja utilizado por organizações criminosas para o tráfico internacional de drogas, essa atividade não define sua finalidade. Santos é uma das principais portas de entrada e saída de mercadorias do país, com impacto direto na atividade econômica e na geração de renda.

<img class="alignnone size-full wp-image-221824" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Flavio-Bolsonaro-quer-militares-no-Porto-de-Santos-mas-a-historia-da-cidade-acende-um-alerta.png" alt="Vista aérea de um porto movimentado com um navio de contêineres vermelho atracado, guindastes e pilhas de contêineres coloridos no cais." width="1200" height="800" />

Por isso, propostas de mudanças na segurança e na gestão portuária também precisam considerar as condições de trabalho, a economia regional e os efeitos sobre a população que vive no entorno do complexo.
<h3>Pesquisadora alerta para impactos sobre os trabalhadores</h3>
A pesquisadora Helena Pontes dos Santos, mestra em Direito do Trabalho pela Universidade de São Paulo (USP), vê motivos para preocupação com a presença permanente das Forças Armadas no porto. Sua análise considera o histórico da intervenção militar em Santos durante a ditadura.
<blockquote><em>“Da última vez que colocaram militares no Porto de Santos, foi para acabar com o sindicalismo e fazer os trabalhadores portuários perderem um monte de direitos”, afirma.</em></blockquote>
Helena estudou as relações de trabalho na Companhia Docas de Santos entre 1962 e 1965. A pesquisa integra o livro <em>O Direito do Trabalho por Especialistas, Volume II</em>, publicado em 2021.

O trabalho analisa como a repressão aos trabalhadores e aos sindicatos se relacionou com mudanças nos contratos coletivos e com a redução de direitos após o golpe de 1964.

Segundo a pesquisa, o Inquérito Policial Militar conduzido no período reuniu 406 depoimentos e resultou em pedidos de prisão preventiva para mais de 100 investigados. O processo também incluiu uma solicitação de cassação ou ilegalização do sindicato da categoria.

Na área trabalhista, acordos coletivos anteriores foram anulados e os trabalhadores perderam direitos. As mudanças incluíram alterações nas jornadas, a introdução do trabalho noturno e cortes em adicionais e outras remunerações.

O estudo também aponta que a Companhia Docas registrou uma redução de 33% nos custos operacionais em 1965, atribuída às medidas adotadas naquele período. Já os índices de acidentes de trabalho na empresa aumentaram de 22% em 1970 para 33% em 1975.

Para Helena, esse histórico ajuda a compreender os riscos de uma nova presença militar permanente no porto. Ela ressalta que a proposta atual não apresenta medidas específicas para melhorar as condições de trabalho.
<h3>Reconhecimento facial e vigilância preocupam pesquisadora</h3>
Outro ponto de atenção no plano do candidato é a <strong>implantação do sistema Muralha Brasileira</strong>, com reconhecimento facial conectado a bancos de dados criminais, além da ampliação da rede de câmeras, que remete ao Muralha Paulista, do governo estadual de Tarcísio de Freitas.

Helena teme que a estrutura resulte em vigilância constante sobre quem trabalha nas áreas portuárias.
<blockquote><em>“Esse monitoramento vai virar um Big Brother”, avalia.</em></blockquote>
A pesquisadora também questiona a proposta de reduzir os custos logísticos. Na interpretação dela, a busca pelo barateamento do transporte de cargas pode aumentar a pressão sobre os custos da mão de obra, ampliar a terceirização e agravar a precarização das relações de trabalho.

Helena cita experiências internacionais como motivo de preocupação com operações ostensivas de combate ao tráfico. Ela menciona, por exemplo, relatos sobre ações no Equador e os impactos que operações de segurança podem ter sobre trabalhadores. A pesquisadora ressalta, assim, a importância de avaliar os efeitos dessas políticas para além dos objetivos anunciados.
<h3>Instituto Telma de Souza questiona presença militar permanente</h3>
Fernando Alberto Junior, presidente do Instituto Telma de Souza, também critica a proposta. Para ele, a política de segurança apresentada por Flávio Bolsonaro retoma uma lógica militarizada e levanta preocupações relacionadas ao período da ditadura.
<blockquote><em>“Mas o Porto de Santos não está numa zona de guerra. Está integrado a uma cidade, cercado por bairros, trabalhadores e moradores”, afirma.</em></blockquote>
Fernando reconhece a importância do combate ao tráfico e ao crime organizado, mas avalia que transformar a atividade portuária em uma operação militar permanente pode trazer consequências para a população.

Ele também relaciona o plano à discussão sobre a privatização da Autoridade Portuária de Santos. Durante o governo de Jair Bolsonaro, a proposta de desestatização enfrentou resistência de sindicatos, trabalhadores portuários e lideranças políticas da região.

Entre elas, estava <a href="https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/28-de-fevereiro-a-greve-de-trabalhadores-em-santos-que-disse-nao-a-collor/" target="_blank" rel="noopener">Telma de Souza</a>, ex-prefeita de Santos e referência na defesa dos trabalhadores portuários e da gestão pública do complexo. Em 1991, durante o governo de Fernando Collor, ela decretou estado de calamidade pública no município diante da previsão de demissão de mais de 5,3 mil funcionários da Companhia Docas. A mobilização política contribuiu para a reversão das demissões.

Mais recentemente, a proposta de privatização integral da Autoridade Portuária também enfrentou oposição regional. Em 2023, durante o governo Lula, a empresa foi retirada do Programa Nacional de Desestatização, mantendo a gestão pública.
<h3>Gestão pública e operação privada são modelos diferentes</h3>
A discussão sobre privatização exige uma distinção importante. A administração pública do porto pode coexistir com a operação privada de terminais, por meio de contratos de arrendamento. Nesse modelo, conhecido como <em>Landlord Port</em>, a autoridade portuária mantém o controle da infraestrutura estratégica, enquanto empresas privadas operam áreas específicas.

Fernando defende a manutenção da gestão pública e uma participação mais ampla da região nas decisões sobre o complexo. Para ele, o futuro do porto deve levar em conta sua importância econômica, a preservação dos empregos e os efeitos das atividades portuárias sobre Santos e os municípios vizinhos.
<blockquote><em>“O futuro do Porto de Santos não pode ser decidido apenas sob a ótica militar ou dos interesses privados. Estamos falando de empregos, da economia regional e do futuro de uma cidade e de um país”, afirma.</em></blockquote>
A proposta de Flávio Bolsonaro coloca, assim, duas discussões em evidência: a ampliação da presença das Forças Armadas na segurança portuária e o papel do Estado na administração de uma infraestrutura estratégica para o Brasil. Em Santos, o debate envolve também o legado histórico das intervenções no porto e os efeitos de eventuais mudanças sobre os trabalhadores e a cidade.]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/marinha.png"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/marinha.png" height="100" width="150" type="image/png"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Museu Pelé recebe retrato do craque feito com 17 mil cristais]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/diversao/museu-pele-recebe-retrato-do-rei-feito-com-17-mil-cristais/]]></link>
							<pubDate>sex, 23 out 2026 17:40:36 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Juicy Santos</dc:creator>
							<dc:identifier>221802</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-10-23 17:47:28</dc:modified>
							<dc:created unix="1792777236">2026-10-23 17:40:36</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/diversao/museu-pele-recebe-retrato-do-rei-feito-com-17-mil-cristais/]]></guid><category>1720</category>
							<description><![CDATA[O Rei do Futebol nunca perdeu seu brilho. Agora, uma obra de arte com nada menos do que 17 mil cristais prova isso ]]></description><content:encoded><![CDATA[Brilho eterno de um presente de aniversário. Um retrato monumental com 17 mil cristais aplicados um a um pela artista sérvia<strong> Milena ZeVu</strong>, é a nova atração do Museu Pelé, em Santos.

Sim, você leu certo: dezessete mil cristais Swarovski adornam a obra.

O quadro chegou nesta quinta-feira (22 de outubro) ao acervo, com presença de autoridades e da própria Milena.
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-221813" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Museu-Pele-recebe-retrato-do-craque-feito-com-17-mil-cristais-1.jpg" alt="Mulher de jaqueta dourada ao lado de um retrato brilhante de Pelé feito com lantejoulas em evento com patrocinadores." width="4752" height="3168" /><em>Foto: Carlos Nogueira/PMS</em></p>
Com 1 metro de altura por 70 centímetros de largura, o item carrega uma história que atravessa fronteiras. E serve pra lembrar que, mesmo depois de quase dois anos da partida do Rei, a gente ainda descobre novas formas de se conectar com a história dele aqui na cidade.

Pelé continua "morando" no Centro Histórico, nas chuteiras guardadas, nas fotos nas paredes e, agora, no brilho que vem de longe, lá de um país do leste europeu.
<h3>O processo criativo</h3>
A história por trás dessa obra mostra que é preciso muita transpiração (e paciência!) pra realizar algo grandioso.

Milena ZeVu conta que, na época em que criou o conceito (2008), era uma jovem artista em busca de seu lugar ao sol. Ela teve um desafio enorme: como transformar a energia de Pelé em algo visual?

A inspiração veio de um personagem inusitado: Nikola Tesla. A artista, que como ele é sérvia, se perguntou como captar a essência de um homem que parava guerras e unia nações. Chegou, então, aos cristais. Segundo ela, a luz e a textura das pedras seriam a melhor forma de representar esse brilho que só quem viu Pelé jogar - ou ouviu as histórias de quem assistiu - sabe descrever. Foram três meses de dedicação manual, colando cristal por cristal, até que a imagem ganhasse vida.

O mais legal é que essa obra não é "estrangeira" ao Rei. O próprio Pelé conheceu o quadro em 2008, em um evento em Nova Iorque, e chegou a autografá-lo. Agora, quase duas décadas depois, a obra chega ao seu lar definitivo: Santos.
<h3>Isso é futebol arte</h3>
Durante a cerimônia de oficialização da doação, o clima era de alegria, mas também de uma saudade gostosa. Edinho, filho do Rei, resumiu bem o sentimento:
<blockquote><em>"É como se ele estivesse aqui com a gente de novo".</em></blockquote>
É impossível não se impressionar ao pensar que essa peça, que rodou o mundo, agora está ali, no final linha do tempo da exposição permanente do museu.

Para quem visita o casarão do Valongo ou ama futebol, é uma chance sem igual de ver o Rei sob uma ótica contemporânea e luxuosa.

O legado de Pelé é pop, artístico e, acima de tudo, universal.

O diretor do Museu Pelé, Paulo Monteiro, não escondeu o orgulho na entrega. Afinal, trazer uma obra desse quilate, a primeira de Milena ZeVu a integrar um acervo permanente na América do Sul, não é pouca coisa.
<h3>Bora pro Museu Pelé</h3>
Se você é santista, turista ou apenas um fã de esporte que ainda não se cansou de exaltar o maior craque da história, esse é um bom motivo para visitar (ou revisitar) o Museu Pelé. A peça já está exposta em uma vitrine no andar térreo.

O melhor de tudo? É um passeio gratuito, dentro de um dos prédios mais bonitos da cidade, no coração do Centro Histórico de Santos. Vale a pena fazer esse programa com a família, especialmente para mostrar aos mais novos que Pelé não foi apenas um jogador, mas um fenômeno cultural que começou aqui, em Santos, e que continua brilhando. Literalmente.
<h3>Serviço - novo retrato de Pelé com 17 mil cristais, da artista Milena ZeVu</h3>
Onde: Museu Pelé, Largo Marquês de Monte Alegre, 1, Valongo
Quando: funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 17h30
Quanto custa: Entrada gratuita]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/pele-retrato.jpg"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/pele-retrato.jpg" height="150" width="98" type="image/jpeg"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[20 lugares em Santos para quem gosta de performar]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/diversao/o-que-fazer-em-santos/20-lugares-em-santos-para-quem-gosta-de-performar/]]></link>
							<pubDate>sex, 23 out 2026 17:38:10 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Vitor Fagundes</dc:creator>
							<dc:identifier>221778</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-10-23 17:38:10</dc:modified>
							<dc:created unix="1792777090">2026-10-23 17:38:10</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/diversao/o-que-fazer-em-santos/20-lugares-em-santos-para-quem-gosta-de-performar/]]></guid><category>33</category>
							<description><![CDATA[Chamando todos os performáticos: separa a ecobag, o livro e vamos tomar um matchá! Um guia de lugares para quem transforma qualquer rolê em uma experiência
]]></description><content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: 400;">Todo mundo tem um amigo ou uma amiga </span><i><span style="font-weight: 400;">performático. </span></i><span style="font-weight: 400;">E se você não tem, essa pessoa é você!</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Sair para tomar um café, sem pensar no look, na foto </span><i><span style="font-weight: 400;">aesthetic</span></i><span style="font-weight: 400;"> e em todo o conceito para o feed do Instagram é quase uma tarefa impossível para essa galera.</span>

<img class="aligncenter wp-image-221811 size-full" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Lugares-para-conhecer-em-Santos.png" alt="" width="1200" height="800" /><i><span style="font-weight: 400;">
</span></i><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">E a cidade de Santos, olhando com carinho e com o filtro certo, é muito performática. </span>

<span style="font-weight: 400;">De teatros históricos a cafeterias, passando por museus, lojas de discos e espaços ao ar livre, Santos oferece cenários para diferentes versões de uma mesma pessoa.</span>
<h2><b>Afinal, o que significa ser performático?</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">No sentido artístico, performance é uma forma de expressão que pode envolver corpo, movimento, som, imagem e interação com o público. Teatro, dança, música e intervenções urbanas são alguns exemplos.</span>

<span style="font-weight: 400;">No uso cotidiano, porém, a palavra ganhou outras camadas. Uma pessoa performática pode gostar de experimentar estilos, frequentar espaços culturais, descobrir restaurantes diferentes ou simplesmente escolher programas que combinem com sua personalidade. É sair do básico e exagerar!</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><i><span style="font-weight: 400;">Porém aqui vale uma nota da redação: tem pessoas que falam que ser básico também é um tipo de performático. Mas aí a matéria não teria fim, então seguimos!
</span></i>
<h2><b>Quando até ser autêntico vira performance </b></h2>
Pessoas que gostam de cinema cult, outras que preferem um pagode na praia e aquelas que não abrem mão de um café bonito. Até aí, tudo certo. A questão começa quando, aos poucos, os gostos pessoais também viram uma espécie de currículo para apresentar na internet.

O sociólogo Erving Goffman já estudava como as pessoas apresentam diferentes versões de si mesmas conforme o ambiente e o público. Em seu livro <i>A representação do eu na vida cotidiana</i>, publicado originalmente em 1959, ele usou o teatro como metáfora para entender as interações sociais.

Décadas depois, as redes sociais deram outra dimensão a esse comportamento. Assim, fotos, vídeos, legendas e escolhas de lugares passaram a integrar a maneira como cada pessoa constrói sua imagem pública.

Na prática, isso aparece quando alguém sente que precisa provar que tem bom gosto, conhece artistas desconhecidos ou frequenta os lugares certos. Além disso, até a tentativa de parecer espontâneo pode ganhar roteiro, enquadramento e legenda.

Ainda assim, existe uma diferença entre gostar genuinamente de algo e compartilhar esse gosto com outras pessoas. Publicar a foto de um disco raro, de um livro ou de um café não transforma automaticamente ninguém em personagem. O problema surge quando a experiência começa a valer mais pela imagem que produz do que pelo prazer de vivê-la.

Por fim, vale lembrar que pessoas autênticas sempre existiram. A internet não inventou quem gosta de sair do óbvio, vestir roupas diferentes ou passar a tarde em uma livraria. No entanto, ela ampliou a vitrine e criou novas maneiras de transformar preferências pessoais em sinais de identidade.

<strong>Mas agora vamos ao que interessa!</strong>
<h2><b>20 lugares em Santos para os performáticos</b></h2>
<h3><b>1. <a href="https://www.turismosantos.com.br/pt-br/content/teatro-guarany" target="_blank" rel="noopener">Teatro Guarany</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Praça dos Andradas, 100, Centro Histórico.</span>

<span style="font-weight: 400;">Inaugurado em 1882, o Teatro Guarany carrega parte da história cultural de Santos. A arquitetura histórica e a programação de espetáculos fazem dele uma escolha certeira para quem gosta de artes cênicas e de uma noite que vai além do streaming.</span>

<span style="font-weight: 400;">A dica é acompanhar a agenda e escolher uma apresentação para conhecer o espaço por dentro.</span>
<h3><b>2. <a href="https://www.instagram.com/hideout.fizz/" target="_blank" rel="noopener">Hideout Fizz</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Avenida Rei Alberto I, 177, cobertura, Ponta da Praia.</span>

<span style="font-weight: 400;">Coquetelaria, música e vista da orla entram na combinação deste rooftop. É uma opção para quem gosta de prolongar o fim de tarde e considera o ambiente parte da experiência.</span>

<span style="font-weight: 400;">Vale conferir a programação e as condições de acesso antes de sair de casa.</span>
<h3><b>3. <a href="https://cineroxy.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Roxy 5</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Avenida Ana Costa, 443, Gonzaga. </span>

<span style="font-weight: 400;">Para os cinéfilos performáticos, a escolha da sessão também pode render assunto.</span>
<h3><b>4. <a href="https://www.instagram.com/cinearteposto4/" target="_blank" rel="noopener">Cine Arte Posto 4</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Avenida Vicente de Carvalho, junto ao Canal 3, Gonzaga. </span>

<span style="font-weight: 400;">O Cine Arte é um endereço tradicional para quem procura produções fora do circuito comercial. A programação alternativa abre espaço para filmes que nem sempre chegam às grandes redes.</span>

<span style="font-weight: 400;">Atenção: durante a reforma anunciada em 2026, as sessões foram transferidas temporariamente para o Museu da Imagem e do Som de Santos, o MISS. </span><b>Consulte a programação antes de ir.</b>
<h3><b>5. <a href="https://www.instagram.com/salaespecialdiscos/" target="_blank" rel="noopener">Sala Especial Discos</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Rua Frei Gaspar, 56, altos, Centro.
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Para quem acredita que ouvir música merece mais atenção do que deixar uma playlist tocar ao fundo, uma loja de discos tem seu próprio charme.</span>

<span style="font-weight: 400;">A proposta de garimpar álbuns, conhecer artistas e trocar referências musicais combina com quem gosta de descobrir sons fora do algoritmo. </span>
<h3><b>6. <a href="https://www.instagram.com/cafecarioca/" target="_blank" rel="noopener">Café Carioca</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Praça Visconde de Mauá, 1, Centro.</span>

<span style="font-weight: 400;">Desde 1939, o Café Carioca faz parte da paisagem gastronômica santista. O endereço combina com quem gosta de lugares tradicionais e entende que os hábitos cotidianos também ajudam a contar a história de uma cidade.</span>
<h3><b>7. <a href="https://www.instagram.com/revomanufactory/" target="_blank" rel="noopener">Revo Manufactory</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Avenida Epitácio Pessoa, 737, </span>

<span style="font-weight: 400;">Cafeteria, padaria, empório e restaurante dividem espaço na Revo. A variedade permite transformar uma pausa para comer em um passeio gastronômico mais demorado.</span>
<h3><b>8. <a href="https://www.santos.sp.gov.br/?q=noticia/novo-quebra-mar-em-santos-reune-esporte-cultura-e-atividades-para-toda-a-familia" target="_blank" rel="noopener">Quebra-Mar</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Parque Roberto Mário Santini, Avenida Presidente Wilson, altura do número 169, José Menino.</span>

<span style="font-weight: 400;">Skatistas, praticantes de esportes, famílias, turistas e pessoas atrás do pôr do sol dividem o mesmo espaço. O Quebra-Mar mostra como a cidade também oferece experiências culturais e de convivência ao ar livre.</span>
<h3><b>9. <a href="https://www.turismosantos.com.br/pt-br/content/casa-da-frontaria-azulejada" target="_blank" rel="noopener">Casa da Frontaria Azulejada</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Rua do Comércio, 96, Centro Histórico.</span>

<span style="font-weight: 400;">Para quem gosta de arquitetura, fotografia e patrimônio, é uma oportunidade de descobrir detalhes que passam despercebidos na correria pelo Centro.</span>
<h3><b>10. <a href="https://www.instagram.com/futricaeconomiacriativa/" target="_blank" rel="noopener">Futrica Economia Criativa</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Rua XV de Novembro, 146, Centro Histórico. </span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">A Futrica reúne iniciativas ligadas à economia criativa e à produção autoral. Espaços desse tipo permitem conhecer artistas, projetos e produtos que ajudam a movimentar a cena local.</span>

<span style="font-weight: 400;">É um rolê para quem gosta de apoiar negócios independentes e encontrar coisas que dificilmente aparecem nas vitrines das grandes redes.</span>
<h3><b>11. <a href="https://www.instagram.com/_missantos/" target="_blank" rel="noopener">MISS, o Museu da Imagem e do Som de Santos</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Avenida Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias.</span>

<span style="font-weight: 400;">Fotografia, audiovisual e memória entram no repertório de quem visita o Museu da Imagem e do Som de Santos. Além do acervo e das atividades culturais, o espaço recebe temporariamente as sessões do Cine Arte Posto 4 durante a reforma do cinema.</span>
<h3><b>12. <a href="https://www.pinacotecadesantos.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Pinacoteca Benedicto Calixto</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão.</span>

<span style="font-weight: 400;">O casarão histórico, os jardins e as exposições fazem da Pinacoteca um passeio para quem aprecia artes visuais e arquitetura.</span>

<span style="font-weight: 400;">Também vale observar o próprio edifício, que faz parte da experiência. É um programa que combina cultura, contemplação e uma pausa na rotina.</span>
<h3><b>13. <a href="https://www.museudocafe.org.br/home" target="_blank" rel="noopener">Museu do Café</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Rua XV de Novembro, 95, Centro Histórico.</span>

<span style="font-weight: 400;">O café tem uma relação profunda com a história econômica de Santos, e o museu ajuda a entender como essa bebida se conecta ao desenvolvimento da cidade e do porto.</span>

<span style="font-weight: 400;">O edifício histórico, as exposições e a cafeteria permitem combinar conhecimento, arquitetura e gastronomia em uma mesma visita.</span>
<h3><b>14. <a href="https://www.instagram.com/kapheteria_/" target="_blank" rel="noopener">Kaphè</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Pátio Iporanga</span><span style="font-weight: 400;">: Av. Anna Costa, 465 - Gonzaga
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Uma cafeteria pode ser o cenário perfeito para quem gosta de experimentar bebidas, descobrir doces, fazer uma pausa com calma e claro, performar!</span>
<h3><b>15. <a href="https://www.juicyhub.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Juicyhub</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Avenida Ana Costa, 433, 4º andar, Gonzaga.</span>

<span style="font-weight: 400;">Criatividade, inovação e conexões profissionais fazem parte da proposta do Juicyhub. O espaço recebe encontros, oficinas e eventos que aproximam pessoas de diferentes áreas.</span>

<span style="font-weight: 400;">É um endereço para quem gosta de ampliar o repertório, conhecer projetos da região e descobrir novas possibilidades profissionais e criativas.</span>
<h3><b>16. <a href="https://www.instagram.com/realejolivros/?hl=pt" target="_blank" rel="noopener">Realejo Livros</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Avenida Marechal Deodoro, 2, Gonzaga.</span>

<span style="font-weight: 400;">Livrarias independentes têm um ritmo próprio. Dá para entrar procurando um título específico e sair com uma descoberta inesperada, uma indicação de leitura ou vontade de voltar para um lançamento.</span>

<span style="font-weight: 400;">A Realejo também recebe encontros literários e eventos. Para quem gosta de literatura, é um programa que pode render boas conversas e novas referências.</span>
<h3><b>17. <a href="https://www.instagram.com/livrariamartinsfontes/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener">Livraria Martins Fontes</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Avenida Ana Costa, 530B, Gonzaga.</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">A Martins Fontes é uma opção para quem gosta de circular entre prateleiras e explorar assuntos que vão da literatura à não ficção.</span>

<span style="font-weight: 400;">É o tipo de passeio que permite descobrir autores, pesquisar um tema novo ou simplesmente passar um tempo longe da tela. Uma boa escolha para quem considera leitura parte do próprio repertório cultural.</span>
<h3><b>18. <a href="https://www.sescsp.org.br/unidades/santos/" target="_blank" rel="noopener">Sesc Santos</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida.</span>

<span style="font-weight: 400;">O Sesc reúne diferentes linguagens artísticas e atividades, com programação que pode incluir música, teatro, cinema, exposições, oficinas e esportes.</span>

<span style="font-weight: 400;">A variedade permite encontrar experiências para diferentes idades, interesses e orçamentos. Antes de ir, vale conferir a agenda para descobrir o que está acontecendo na unidade.</span>
<h3><b>19. <a href="https://www.juicysantos.com.br/comida/restaurantes-da-tolentino-um-guia-completao-da-rua-gastronomica-de-santos/" target="_blank" rel="noopener">Tolentino Filgueiras</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Gonzaga, Santos. </span>

<span style="font-weight: 400;">A Tolentino Filgueiras é conhecida pela concentração de bares e restaurantes. Por isso, funciona como opção para quem gosta de escolher o próximo destino conforme o movimento, o cardápio e a companhia.</span>
<h3><b>20. <a href="https://www.juicysantos.com.br/diversao/um-dia-no-centro-historico-de-santos-entenda-a-alma-da-cidade-alem-da-orla/" target="_blank" rel="noopener">Centro Histórico de Santos</a></b></h3>
<span style="font-weight: 400;">Região central de Santos, com ruas, praças e edifícios históricos.</span>

<span style="font-weight: 400;">O Centro Histórico é um roteiro por si só para quem gosta de arquitetura, fotografia, patrimônio e descobertas urbanas. Uma caminhada pode revelar fachadas, construções e histórias que passam despercebidas no trajeto cotidiano.</span>
<h2><b>Bora performar?</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Santos permite montar programas bem diferentes sem sair da cidade. </span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">No fim das contas, ser performático pode ser apenas isso: ter curiosidade suficiente para experimentar a cidade de outros jeitos. </span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">E, em Santos, ainda há muita coisa para conhecer além dos caminhos de sempre.</span>

<b><i>Horários, preços, programação e condições de visitação podem mudar. Consulte os canais oficiais de cada espaço antes de sair de casa.</i></b>]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Lugares-para-conhecer-em-Santos.png"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Lugares-para-conhecer-em-Santos.png" height="100" width="150" type="image/png"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Muito além do sorriso, uma nova geração de dentistas vem aí]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/carreira-e-inovacao/muito-alem-do-sorriso-uma-nova-geracao-de-dentistas-vem-ai/]]></link>
							<pubDate>sex, 23 out 2026 14:33:01 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Vitor Fagundes</dc:creator>
							<dc:identifier>221676</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-10-23 15:10:58</dc:modified>
							<dc:created unix="1792765981">2026-10-23 14:33:01</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/carreira-e-inovacao/muito-alem-do-sorriso-uma-nova-geracao-de-dentistas-vem-ai/]]></guid><category>149</category><category>140</category>
							<description><![CDATA[Do diagnóstico ao acolhimento dos pacientes, a graduação prepara futuros profissionais para cuidar da saúde bucal]]></description><content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: 400;">Você chega ao consultório sofrendo com dor de dente. Outra pessoa evita sorrir há anos por vergonha. Tem também quem adie uma consulta por medo. Para o dentista, cada situação exige conhecimento técnico e aquela atenção direcionada às necessidades de quem está na cadeira.</span>

<span style="font-weight: 400;">No encontro entre <strong>ciência e cuidado</strong>, a Odontologia constrói seu papel na saúde como uma profissão que envolve diagnóstico, prevenção, planejamento de tratamentos e acompanhamento, além de uma relação de confiança que cresce a cada consulta.</span>

<img class="aligncenter wp-image-221686 size-full" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Dia-do-Dentista-1.png" alt="" width="1200" height="800" />

<span style="font-weight: 400;">No Dia do Dentista, celebrado em 25 de outubro, vale olhar para o caminho que começa antes do primeiro atendimento profissional: </span><b>a formação de quem vai cuidar da saúde bucal da população.</b>

<span style="font-weight: 400;">Em Santos, o curso de Odontologia do Centro Universitário São Judas campus Unimonte <strong>está formando sua primeira turma</strong>. Entre os estudantes, está uma futura cirurgiã-dentista que chegou ao curso após uma transição de carreira. </span>
<h2><b>Reencontrar o sonho</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">A estudante Keila Lima integra a primeira leva de Odontologia do campus Unimonte e conhece bem os caminhos que podem levar alguém a essa área.</span>

<span style="font-weight: 400;">Natural de uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, ela cresceu em uma família de agricultores. Seus pais trabalharam no campo para proporcionar oportunidades aos quatro filhos, que aprenderam desde cedo a valorizar a educação.</span>

<span style="font-weight: 400;">A aproximação com a Odontologia veio por meio das duas irmãs, que também escolheram a profissão. A mais velha construiu uma trajetória de mais de 20 anos na Implantodontia.</span>

<img class="aligncenter wp-image-221772 size-full" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Dia-do-Dentista-2.png" alt="" width="1200" height="800" />

<span style="font-weight: 400;">A estudante, no entanto, começou a vida acadêmica de outra forma. Sua primeira graduação foi em Química, campo em que acumulou experiências profissionais antes de decidir investir em um sonho antigo.</span>

Anos depois, surgiu a oportunidade de ingressar no curso de Odontologia do Centro Universitário São Judas campus Unimonte. A entrada na primeira sala tornou a experiência ainda mais especial.
<blockquote><em><span style="font-weight: 400;">“Foi como reencontrar uma parte de mim que nunca havia deixado de existir”, relata.</span></em></blockquote>
<span style="font-weight: 400;">Agora, perto do último semestre, ela acompanha a construção de uma formação que também marca o início da história do curso no campus.
</span>
<blockquote><em><span style="font-weight: 400;">“Quando uma pessoa se senta na nossa cadeira, não estamos diante apenas de dentes que precisam de tratamento. Estamos diante de alguém que carrega uma história”, conta Keila.</span></em></blockquote>
<h2><b>O que acontece antes de atender o primeiro paciente?</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">A formação em Odontologia exige anos de estudo, prática e desenvolvimento de habilidades específicas. Ao longo da graduação, os estudantes aprendem a identificar problemas bucais, elaborar diagnósticos e planejar tratamentos adequados para cada paciente.</span>

<span style="font-weight: 400;">No Centro Universitário São Judas campus Unimonte, o bacharelado tem duração de dez semestres e modalidade presencial. A proposta combina conhecimentos científicos, aulas teóricas, atividades em laboratórios especializados e atendimentos supervisionados em clínicas-escola.</span>

<span style="font-weight: 400;">A formação também contempla biossegurança, gestão em saúde e relacionamento com o paciente. Esses conhecimentos ajudam a compreender as diferentes etapas do atendimento e a tomar decisões com responsabilidade.</span>

<span style="font-weight: 400;">A prática clínica tem um papel importante nesse processo. Com a supervisão dos professores e professoras, os estudantes desenvolvem precisão técnica e aprendem a lidar com situações que exigem uma atenção individualizada. </span>

<span style="font-weight: 400;">Afinal, cada paciente chega com necessidades próprias. Uma avaliação criteriosa ajuda a identificar essas particularidades e a definir os próximos passos de um tratamento.</span>
<h2><b>Quando o aprendizado encontra a realidade dos pacientes</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Durante a graduação, Keila passou a conhecer pessoas com experiências diversas. Algumas procuram atendimento por causa da dor. Outras chegam com medo, vergonha de sorrir ou dificuldades para realizar tratamentos.</span>

<span style="font-weight: 400;">E foram esses encontros que ampliaram sua visão sobre o trabalho do dentista. Cada atendimento exige compreender a condição clínica do paciente, mas também considerar suas necessidades e limitações.</span>

<span style="font-weight: 400;">O acesso ao tratamento odontológico continua sendo um desafio para parte da população brasileira. Questões financeiras e dificuldades para conseguir atendimento podem adiar cuidados e agravar problemas bucais.</span>

<span style="font-weight: 400;">Por isso, a formação também desperta reflexões sobre o papel social da profissão. </span>

<span style="font-weight: 400;">Ela ainda está concluindo a graduação, mas já sabe qual caminho vai seguir.A estudante pretende dedicar parte da carreira ao atendimento de pessoas que enfrentam barreiras para conseguir assistência odontológica e para as quais isso pode significar uma melhor qualidade de vida.</span>
<blockquote><span style="font-weight: 400;"><em>“É impossível não ser tocada por essas experiências”, diz, emocionada.</em>
</span></blockquote>
<span style="font-weight: 400;">No Centro Universitário São Judas campus Unimonte, o desenvolvimento técnico caminha junto com a responsabilidade no atendimento e a compreensão das necessidades de cada pessoa.</span>
<h3><b>Consultório, serviço público e especialização</b></h3>
A graduação em Odontologia abre possibilidades em diferentes áreas. Por isso, ao final do curso, você pode atuar em consultórios particulares, clínicas, hospitais e serviços públicos de saúde. Além disso, há oportunidades em empresas de produtos odontológicos, pesquisa e docência. Para quem deseja aprofundar conhecimentos em uma área específica, as especializações também ampliam o leque de atuação.

Entre os caminhos possíveis estão a Ortodontia e a Implantodontia. Há ainda outras áreas voltadas a diferentes necessidades de saúde bucal, conforme a formação complementar e os objetivos profissionais de cada dentista.

Mas é preciso lembrar que a construção da carreira também passa por atualização constante, região de atuação e modelo de trabalho. Por isso, conhecer todas essas possibilidades desde a graduação ajuda o aluno ou aluna a planejar os próximos passos.
<h2><b>A próxima geração de dentistas começa a construir sua história em Santos</b></h2>
<span style="font-weight: 400;">Keila ainda está a caminho do diploma. Mesmo assim, a segunda graduação já mudou sua trajetória e ampliou seu entendimento sobre a profissão que escolheu e o mundo que a cerca. </span>

<span style="font-weight: 400;">No Dia do Dentista, reconhecemos todos e todas que trabalham diariamente com a saúde bucal e que buscam oferecer condições necessárias para que mais pessoas tenham acesso a esse cuidado tão importante.</span>
<h3>Serviço - Bacharelado em Odontologia no Centro Universitário São Judas campus Unimonte</h3>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Modalidade: presencial</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Duração: 10 semestres</span></li>
 	<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Área: Saúde e Bem-estar</span></li>
</ul>
<span style="font-weight: 400;">Para conhecer mais detalhes sobre a graduação e consultar as condições de ingresso, acesse o</span><span style="font-weight: 400;"> </span><a href="https://estaticos.animaeducacao.com.br/medias/Plural-Odontologia-Sobre_o_Curso.webp"><span style="font-weight: 400;">site oficial do curso de Odontologia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e consulte as informações disponíveis para o campus Unimonte, na Baixada Santista. </span>]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Dia-do-Dentista-1.png"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Dia-do-Dentista-1.png" height="100" width="150" type="image/png"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Festival de Cinema Francês do Brasil volta ao Cine Roxy]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/festival-de-cinema-frances-em-santos-volta-ao-cine-roxy/]]></link>
							<pubDate>qui, 22 out 2026 15:21:39 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Juicy Santos</dc:creator>
							<dc:identifier>221621</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-10-22 15:27:50</dc:modified>
							<dc:created unix="1792682499">2026-10-22 15:21:39</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/festival-de-cinema-frances-em-santos-volta-ao-cine-roxy/]]></guid><category>95</category>
							<description><![CDATA[Nesta 17ª edição, alguns dos destaques são “De Gaulle: A França Livre”, o drama “A Casa das Mulheres” e “O Beijo Elétrico” (foto), que abriu Cannes neste ano]]></description><content:encoded><![CDATA[Alô, cinéfilos e cinéfilas! Chegou aquela época do ano que a gente adora. O<strong> Festival de Cinema Francês do Brasil</strong> reencontra o público santista em um novo local, o Cine Roxy.

Na verdade, o evento já passou por ali há 14 anos atrás. Mas, após o fechamento da sala em que ele vinha acontecendo nos últimos anos, o cinema charmoso da Ana Costa agora recebe essa maratona com filmes franceses incríveis a partir do dia 29 de outubro (quinta-feira) e seguindo até 11 de novembro.
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-221662" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/pierre-salvadori-obeijoeletrico.jpg" alt="Casal em cena íntima ao ar livre, homem segura garrafa e mulher toca seu braço, entre vegetação densa e água ao fundo." width="1400" height="700" /><em>O Beijo Elétrico, de Pierre Salvadori</em></p>
Nacionalmente, o festival acontece e em mais de 50 cidades, com uma seleção de 21 obras, entre 19 produções recentes e dois clássicos. Ao longo dos anos, o festival já levou cerca de 2,5 milhões de espectadores às salas e virou uma das principais vitrines do cinema europeu no Brasil.
<h3>Um pedacinho da França no Gonzaga</h3>
E aqui não tem nada daquela vibe de "filme de arte" inacessível, tá? A curadoria desta 17ª edição veio para mostrar que o cinema francês é, acima de tudo, humano. São mais de 20 sessões espalhadas ao longo de duas semanas com longas que vão do drama histórico ao suspense político, sem esquecer daquele tipo de comédia inteligente que só os franceses sabem fazer.

<img class="aligncenter size-full wp-image-221661" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/de-gaulle.png" alt="Homem de uniforme militar vintage, bigode e óculos na touca, ergue bengala em cenário de fumaça e fogo." width="2360" height="1327" />

Entre os destaques que merecem seu ingresso, tem <strong><em>De Gaulle: A França Livre</em></strong> (foto) é a pedida para quem gosta de história com "H" maiúsculo. A superprodução sobre a Segunda Guerra Mundial foi um fenômeno na Europa, arrastando milhões de espectadores às salas.

Já para quem prefere algo mais leve ou romântico, <em><strong>O Beijo Elétrico, </strong></em>que abriu Cannes em 2026, promete ser um hit deste ano no festival francófono.

Mas não só de grandes produções a gente vive. A programação é diversa e crítica, com espaço para a discussão social urgente com <strong><em>A Casa das Mulheres</em></strong>, que trata do acolhimento a vítimas de violência, e também para o documentário com <strong><em>O Canto da Floresta</em></strong>, vencedor do César 2026.

Se você quer garantir seu lugar, se liga na programação abaixo. As sessões têm horários específicos, sempre a partir das 17 horas e algumas delas em única exibição.
<h3>Programação do Festival de Cinema Francês em Santos</h3>
<ul>
 	<li><strong>Quinta-feira, 29 de outubro: </strong>
17h – O Canto da Floresta;
19h – Júpiter;
21h – Molière, Cyrano e o Pequeno Rei.</li>
 	<li><strong>Sexta-feira, 30 de outubro:</strong>
17h – A Casa das Mulheres;
19h – Victor, como Hugo;
21h – O Fantasma da Ópera.</li>
 	<li><strong>Sábado, 31 de outubro: </strong>
17h – O Que É o Amor?;
19h – A Ilustre Desconhecida;
21h – O Beijo Elétrico.</li>
 	<li><strong>Domingo, 1º de novembro: </strong>
17h – Victor, como Hugo;
18h45 – Bem-vindos à La Comédie-Française;
20h15 – De Gaulle: A França Livre – Parte 1.</li>
 	<li><strong>Segunda-feira, 2 de novembro: </strong>
17h – Uma Menina de Ouro;
18h45 – Molière, Cyrano e o Pequeno Rei;
21h – Compostela, o Caminho da Terapia.</li>
 	<li><strong>Terça-feira, 3 de novembro: </strong>
17h – A Busca de Charlie;
18h45 – Duas Pessoas Trocando Saliva + Bem-vindos à La Comédie-Française;
21h – O Fantasma da Ópera.</li>
 	<li><strong>Quarta-feira, 4 de novembro: </strong>
17h – Minha Vida de Sereia;
18h45 – Bem-vindos à La Comédie-Française;
20h15 – De Gaulle: A França Livre – Parte 2.</li>
 	<li><strong>Quinta-feira, 5 de novembro:</strong>
19h – Júpiter.</li>
 	<li><strong>Sexta-feira, 6 de novembro: </strong>
19h – A Ilustre Desconhecida.</li>
 	<li><strong>Sábado, 7 de novembro:</strong>
19h – O Beijo Elétrico.</li>
 	<li><strong>Domingo, 8 de novembro: </strong>
19h – Compostela, o Caminho da Terapia.</li>
 	<li><strong>Segunda-feira, 9 de novembro:</strong>
19h – A Casa das Mulheres.</li>
 	<li><strong>Terça-feira, 10 de novembro: </strong>
19h – Duas Pessoas Trocando Saliva + Bem-vindos à La Comédie-Française.</li>
 	<li><strong>Quarta-feira, 11 de novembro: </strong>
19h – O Que É o Amor?</li>
</ul>
<h2>Serviço - Festival de Cinema Francês do Brasil – 17ª edição</h2>
Onde: Cine Roxy 5, Avenida Ana Costa, 443, Gonzaga
Quando: De 29 de outubro a 11 de novembro de 2026
Quanto custa: preços regulares do Cine Roxy. Segunda a quarta: Inteira R$ 38, Meia-entrada R$ 19; Quinta e sexta: Inteira R$ 42, Meia-entrada R$ 21; Sábado, domingo, feriados e pré-estreias: Inteira R$ 46, Meia-entrada R$ 23. Você também pode comprar um pack de ingressos no <a href="https://www.ingresso.com/hs/roxystar" target="_blank" rel="noopener">RoxyStar</a>.]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/pierre-salvadori-obeijoeletrico.jpg"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/pierre-salvadori-obeijoeletrico.jpg" height="75" width="150" type="image/jpeg"/>		
					</item>
					<item>
							<title><![CDATA[Escolástica Rosa, o elefante branco da orla de Santos]]></title>
							<link><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/escolastica-rosa-o-elefante-branco-da-orla-de-santos/]]></link>
							<pubDate>qui, 22 out 2026 13:50:29 -0300</pubDate>
							<dc:creator>Igor Matheus</dc:creator>
							<dc:identifier>218456</dc:identifier>
							<dc:modified>2026-10-22 14:05:59</dc:modified>
							<dc:created unix="1792677029">2026-10-22 13:50:29</dc:created>
							<guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.juicysantos.com.br/noticias-da-regiao/escolastica-rosa-o-elefante-branco-da-orla-de-santos/]]></guid><category>2543</category><category>95</category>
							<description><![CDATA[Um dos terrenos mais cobiçados da orla de Santos guarda uma história que começa com um testamento de 1899. E o futuro desse patrimônio ainda levanta muitas perguntas]]></description><content:encoded><![CDATA[Aquela faixa de areia que hoje é o metro quadrado mais cobiçado da cidade nem sempre foi assim. Durante boa parte da história santista, era o Centro que concentrava gente, dinheiro e movimento. O próprio <a href="https://www.juicysantos.com.br/novo-na-regiao/vida-013/como-surgiu-o-habito-de-ir-a-praia-para-o-lazer-a-gente-te-conta/" target="_blank" rel="noopener">hábito de tomar banho de mar</a> só virou moda entre os santistas lá pelos anos 1920 e 1930. Antes disso, a praia era paisagem, não endereço.

Foi o <a href="https://www.juicysantos.com.br/mais/opiniao-economia-criativa-em-santos/opiniao/as-licoes-urbanisticas-que-santos-insiste-em-ignorar/" target="_blank" rel="noopener">Plano Diretor de 1968 que contribuiu para essa equação</a>. Ao proibir moradias no Centro Histórico, ele empurrou o mercado imobiliário para a Zona Leste, e a orla começou a receber os prédios que se tornariam sua marca registrada. Com o tempo, aquelas construções tortas viraram símbolo da cidade, curiosidade internacional e até motivo de piada. Há um causo famoso envolvendo o vocalista Andi Deris, da banda Helloween, que jurava estar bêbado ao avistar os edifícios inclinados da orla santista numa passagem pela cidade nos anos 2000.

Os prédios tortos, então, se tornaram padrão. E quando existe um padrão, qualquer coisa que escapa dele chama atenção na mesma proporção.

É o caso do Instituto Dona Escolástica Rosa, um complexo arquitetônico que ocupa um dos poucos terrenos da orla ainda não engolidos por uma torre. Ele está lá, de portas fechadas, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 111, em frente à praia, resistindo ao redor de tudo o que cresceu à sua volta.
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-221648" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rosa-escolastica.jpg" alt="Edifício histórico ornado com azulejos portugueses em restauração, cercado por palmeiras, grade branca e calçada." width="1867" height="1400" /><em>Foto: Flávia Saad para Juicy Santos</em></p>
E se você já se perguntou por que aquele terreno nobre nunca virou mais um espigão, a resposta começa em um testamento escrito há mais de 125 anos.
<h3>O filho que a cidade quis esquecer de onde veio</h3>
Para entender o Escolástica Rosa é preciso primeiro entender quem foi Escolástica Rosa de Oliveira, mulher negra, ex-escravizada, nascida no século XIX em Santos.

Escolástica teve um filho fruto de um relacionamento com o conselheiro João Otávio Nébias, figura de uma das famílias mais tradicionais da cidade. O menino, batizado João Otávio dos Santos, nasceu em 8 de março de 1830 e cresceu sob o apadrinhamento da família paterna, que enxergou nele uma inteligência fora do comum para os negócios.
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-221475" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Joao-Otavio-dos-Santos.png" alt="www.juicysantos.com.br - João Otávio dos Santos" width="1200" height="800" /><em>Foto: Acervo Santa Casa</em></p>
Foi o próprio padrinho quem o encaminhou ao comércio, entre importação e exportação. Ali, João Otávio construiu uma fortuna sólida, comprando seu primeiro imóvel em Santos em 1855 e se tornando, ao longo das décadas, um dos homens mais influentes da cidade. Ele ocupou o cargo de provedor da Santa Casa de Misericórdia de Santos por duas gestões, entre 1875 e 1878 e depois entre 1883 e 1896, período em que direcionou parte de seus recursos para instituições de caridade e sindicatos da região.

Chegou aos 69 anos sem esposa e sem herdeiros diretos. E foi ali que ele decidiu transformar toda uma vida de acúmulo em um único gesto.
<h3>Um testamento escrito para não ser esquecido</h3>
Em 12 de dezembro de 1899, João Otávio ditou seu testamento ao amigo e futuro testamenteiro Júlio Conceição. O documento determinava que, com sua herança, fosse erguida uma escola para meninos órfãos ou de famílias pobres, entre nove e quatorze anos, em regime de internato.

Ele batizou a instituição de Instituto Dona Escolástica Rosa, em homenagem à mãe, no terreno onde havia crescido.

O testamento reservava 45 imóveis para custear, por meio dos aluguéis, a alimentação, a saúde, a hospedagem e as roupas dos alunos. A ideia era que a instituição funcionasse de forma perpétua, sem depender de repasses externos. Além disso, o documento deixava valores para outras entidades, como o Asilo de Órfãos da cidade, e legados menores para sobrinhos, afilhados e empregados.
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-221637" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/escolastica-rosa-2026-2.jpg" alt="" width="2016" height="1512" /><em>Estátua em homenagem a João Otávio nos jardins da praia de Santos, em frente ao prédio do Escolástica Rosa/Foto: Flávia Saad</em></p>
João Otávio faleceu em 9 de julho de 1900. E foi só então que a verdadeira briga em torno de sua vontade começou.
<h3>A escola quase nasceu em outro endereço</h3>
Antes de qualquer tijolo ser assentado, Júlio Conceição sugeriu instalar o instituto nas dependências do Hotel Internacional, no José Menino. A justificativa oficial era prática: o prédio já existia e a região era considerada mais salubre.

O terreno da Ponta da Praia, escolhido por João Otávio em vida, cortava um curso d'água conhecido como Rio Conrado, o que levantava dúvidas sanitárias legítimas. A Comissão de Saneamento de Santos, então liderada por Saturnino de Brito, chegou a ser consultada e recomendou obras de aterramento e canalização, sem descartar o local.
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-221477" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Rio-Conrado.png" alt="www.juicysantos.com.br - Rio Conrado" width="1200" height="800" /><em>Foto: Novo Milênio/Monografia de Júlio Conceição</em></p>
Enquanto isso, corria pela cidade um boato sobre o próprio testamenteiro. Júlio Conceição era dono de outro hotel, o Balneário, e alguns santistas da época levantaram a suspeita de que ele pretendia eliminar um concorrente ao empurrar a escola para longe do José Menino.

A comissão da Santa Casa, responsável por administrar a herança, decidiu honrar a vontade original de João Otávio. O terreno da Ponta da Praia venceu a disputa, ainda que precisasse de obras de saneamento antes de receber a construção.
<h3>Um projeto grande demais para passar despercebido</h3>
Coube ao renomado escritório de Ramos de Azevedo desenhar o instituto, com execução entregue aos irmãos Del Débio. O estilo escolhido foi o neocolonial, com pátios amplos e janelas generosas, pensado dentro dos preceitos higienistas que dominavam a arquitetura escolar da época.

A obra levou anos. Somente em agosto de 1904 ficou definido o orçamento final, que somou 458 contos de réis (aproximadamente R$25 milhões hoje em dia). O valor incluía desde a alvenaria até os acabamentos mais refinados de um prédio que deveria durar por muito tempo.

Antes mesmo da inauguração, Júlio Conceição decidiu eternizar a memória do amigo dentro do próprio pátio. Em 1905, contratou o escultor italiano Amadeo Zani para erguer um monumento em granito, onde depositou os restos mortais de João Otávio ao lado de uma urna com jornais e moedas da época. A cerimônia aconteceu em 20 de outubro de 1907, um ano antes de o prédio abrir as portas.
<h3>O dia em que a orla ganhou uma escola</h3>
O Instituto Dona Escolástica Rosa foi inaugurado em 1º de janeiro de 1908, oito anos depois da morte de seu fundador. A cerimônia foi presidida pelo juiz Primitivo de Castro Rodrigues Sette e contou com discurso de um descendente da tradicional família Andrada e Silva.
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-221479" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/escolastica-fundacao-memoria.png" alt="www.juicysantos.com.br - escolastica fundação memoria" width="1200" height="800" /><em>Foto: Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS)</em></p>
O primeiro diretor nomeado foi Francisco Xavier Moretz-Sohn, ex-diretor de outra instituição educacional em Campinas. Ao seu redor, montou-se um corpo de funcionários que incluía professores, médico, dentista, mestre-alfaiate, mestre-sapateiro e até mestre-cozinheiro.

Ao longo das primeiras décadas, o Escolástica Rosa ofereceu cursos como artes gráficas, datilografia, corte e costura, carpintaria naval e eletrotécnica. Um nome se destacou nessa fase inicial: o professor Artur Porchat de Assis, lembrado como um dos diretores que mais se dedicou à instituição.
<h3>Quando Santos formou seus primeiros técnicos do país</h3>
Em 18 de dezembro de 1933, o interventor federal Armando de Sales Oliveira decidiu transformar o instituto em Escola Profissional Secundária Mista, agora aberta também a meninas. A gestão passou da Santa Casa para o Estado, e Santos entrava para a história como uma das primeiras cidades do Brasil a ter um curso técnico profissionalizante oficial.
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-221481" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/tecnico-escolastica.png" alt="www.juicysantos.com.br - técnico escolástica" width="1200" height="800" /><em>Foto: Memória Santista</em></p>
O comendador Pedro Crescenti assumiu a direção em 1934 e ficou vinte anos no cargo, um recorde que o transformou em um dos nomes mais lembrados da trajetória da escola. Sob sua gestão, o prédio original de traço neocolonial ganhou arcadas e circulações fechadas em estilo mais próximo do barroco.

Em 1955, a escola já reunia mais de dois mil alunos entre os cursos ginasial diurno, noturno e técnico. O prédio seguiu sofrendo reformas ao longo das décadas seguintes, até que parte da estrutura deu lugar à Etec Aristóteles Ferreira e, mais tarde, ao antigo internato, desativado em 1981, coube abrigar a primeira faculdade pública da Baixada Santista, a Fatec, inaugurada em 1987.

A partir de 2004, o Centro Paula Souza incorporou a unidade ao chamado campus Santos, reunindo Etec e Fatec sob a mesma administração estadual.
<h3>O silêncio que tomou conta da fachada</h3>
Foi justamente nesse período de gestão compartilhada que o prédio começou a mostrar sinais de abandono. A manutenção, que deveria caber à Santa Casa como proprietária do imóvel, não acompanhou o ritmo da deterioração.

Em 28 de maio de 2015, a Defesa Civil de Santos já apontava risco iminente de colapso das edificações. O alerta não bastou para mudar o rumo das coisas. Em 2018, vistorias do Ministério Público do Trabalho constataram condições inseguras o suficiente para justificar a saída da Etec, e a Santa Casa, sem verba para as reformas exigidas, rescindiu o contrato de locação com o Centro Paula Souza. A desocupação se efetivou em meados de 2019, encerrando um ciclo de mais de um século de uso educacional ininterrupto naquele endereço.

Um homem que dedicou sua fortuna inteira a garantir educação gratuita para jovens pobres por gerações provavelmente não imaginava que, mais de 100 anos depois, sua obra ficaria de portas fechadas, olhando para o mar que ele nunca chegou a ver de dentro daquelas janelas amplas que Ramos de Azevedo desenhou para deixar a luz entrar.
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-221645" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/escolastica-rosa-1.jpg" alt="Entrada de edifício antigo com porta de madeira entreaberta, degraus de concreto, paredes descascadas e janelas decorativas amarelas." width="1392" height="1044" /><em>Foto: Flávia Saad</em></p>
Mas agora você deve estar se perguntando: como um terreno daquele tamanho fica abandonado por tanto tempo sem sofrer com a especulação imobiliária, logo na orla da praia?

Bom, é aqui que a história começa a ficar um tanto quanto confusa.
<h3>Um terreno grande demais para ficar vazio por acaso</h3>
O Centro Paula Souza precisou desocupar o bloco principal por falhas estruturais, mas nunca saiu de fato do terreno. Ali ao lado, a Etec Aristóteles Ferreira segue funcionando normalmente, ocupando parte do mesmo complexo. Já as turmas da Etec Escolástica Rosa foram realocadas desde o primeiro semestre de 2019 para um prédio na Avenida Senador Feijó, 340, no Centro da cidade, longe da vista para o mar que originalmente pertencia aos alunos.

Em nota para o Juicy Santos, o Centro Paula Souza confirmou que está elaborando um edital de chamamento público voltado a interessados em uma permuta do terreno onde hoje funciona a Etec Aristóteles Ferreira.

Na prática, isso significa que toda a área do Escolástica Rosa pode ficar vaga em breve, incluindo o pedaço que ainda mantém alguma atividade escolar (guarde essa informação). E é justamente esse tipo de movimento que costuma dar um friozinho na barriga de quem acompanha o histórico de especulação imobiliária na orla santista.
<h3 dir="ltr">Dona do bem ou só uma zeladora com contrato vitalício</h3>
<p dir="ltr">Um ponto que ajuda a entender toda a novela jurídica costuma passar despercebido. Segundo a advogada Ana Lúcia Augusto, <strong>presidente da Comissão de Estudos em Família e Sucessões da OAB-Santos</strong>, a Santa Casa nunca foi, tecnicamente, dona absoluta daquele patrimônio.</p>
<p dir="ltr">João Otávio distribuiu parte de seus bens de forma direta, com imóveis para sobrinhos e valores em dinheiro para antigos empregados. Mas o grosso da herança foi destinado especificamente à criação do instituto que homenagearia a mãe,<em> "permanecendo a Santa Casa responsável pelo cuidado e zelo destes bens dentro dos limites estabelecidos por João Octávio"</em>, explica a advogada. O testamento deixa claro que os bens não usados na construção do prédio deveriam gerar renda para custear a manutenção da escola, indefinidamente.</p>
<p dir="ltr">Ou seja, a Irmandade sempre funcionou como uma espécie de zeladora de longuíssimo prazo, não como proprietária livre para vender, permutar ou redirecionar recursos como bem entendesse.</p>
<p dir="ltr">Isso levanta uma dúvida óbvia: como a Justiça consegue aplicar hoje, no século XXI, uma vontade escrita em 1899?</p>
<p dir="ltr">Para Ana Lúcia, a resposta passa por dois princípios que caminham juntos, a segurança jurídica e a interpretação evolutiva. O testamento continua válido porque, se não fosse assim, "correríamos o risco de criar situação de insegurança nas relações" em qualquer negócio jurídico do passado.</p>
<p dir="ltr">Ao mesmo tempo, a interpretação evolutiva permite adaptar os meios sem trair o objetivo original. A advogada usa um exemplo hipotético para ilustrar: se o testamento previsse recursos para manter cavalos de transporte dos alunos, a finalidade "levar os alunos à escola" se preservaria hoje por meio de transporte moderno, não literalmente com cavalos.</p>

<h3 dir="ltr">Quando vender o patrimônio virou o problema</h3>
<p dir="ltr">Dos 45 imóveis originalmente doados por João Otávio, ainda restavam 44 até a década de 1950. Boa parte foi vendida entre os anos 1980 e 1990, sobrando apenas 17.</p>
<p dir="ltr">Foi justamente sobre esses imóveis remanescentes que o Ministério Público de São Paulo decidiu debruçar-se em julho de 2021, ao ajuizar uma Ação Civil Pública contra a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Santos. A Promotoria pediu a determinação judicial para reforma e restauro do prédio histórico, além de questionar para onde estava indo a renda gerada pelos aluguéis daqueles bens.</p>
<p dir="ltr">Para Ana Lúcia Augusto, o cerne da disputa nem é quanto sobrou do patrimônio, mas se havia respaldo jurídico para vender qualquer parte dele.</p>

<blockquote>
<p dir="ltr"><em>"É justamente nesse ponto que a discussão sobre os imóveis se torna relevante: se eles foram destinados como patrimônio permanente do Instituto. É necessário verificar, em cada alienação, se havia fundamento jurídico para a venda e o que foi feito com os recursos obtidos", resume a advogada.</em></p>
</blockquote>
<p dir="ltr">A explicação técnica está no tipo de herança deixada por João Otávio. Como os imóveis foram entregues sob a forma de legado com encargo, categoria que vincula o recebimento do patrimônio ao cumprimento de uma finalidade específica, aceitar a herança significa aceitar automaticamente a obrigação atrelada a ela. Isso limita, na teoria, a liberdade da Santa Casa para negociar esses bens como parte de um patrimônio livre.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-221646" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/escolastica-rosa-2.jpg" alt="" width="1333" height="1000" /><em>Foto: Flávia Saad</em></p>
<p dir="ltr">O Código Civil brasileiro, segundo a advogada, "destina ao Ministério Público a obrigação de fiscalizar as Fundações observando eventual desvio de finalidade", podendo inclusive exigir prestação de contas. Se ficar comprovado que a Santa Casa não cumpriu com o que lhe cabia, o administrador pode ser afastado judicialmente.</p>
<p dir="ltr">E, nesse cenário, os imóveis remanescentes não iriam para herdeiro nenhum, já que João Otávio não deixou descendentes:</p>

<blockquote>
<p dir="ltr"><em>"Os imóveis que restam devem continuar a este serviço e a manutenção da atividade educacional a ele destinada", afirma Ana Lúcia.</em></p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Existe, claro, uma zona de interpretação mais flexível, e a própria advogada reconhece isso ao comentar a exigência original de aceitar apenas meninos, superada há décadas, e o convênio firmado com o Estado em 1933, que já representava uma adaptação da estrutura original às leis educacionais da época.</p>

<blockquote>
<p dir="ltr"><em>"A adaptação no tempo tem que manter a ideia principal do testador", pontua.</em></p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Para ela, alugar ou arrendar partes do terreno para atividades comerciais não seria, por si só, desvio de finalidade, desde que toda a renda gerada volte para a manutenção do instituto.</p>

<h3>Um segundo processo, agora com a cidade inteira</h3>
Paralelamente a essa disputa sobre os imóveis, corre uma segunda Ação Civil Pública, movida pelo Ministério Público na 1ª Vara da Fazenda Pública de Santos, dessa vez colocando não só a Santa Casa, mas também o Estado de São Paulo e o Município de Santos como réus. O foco aqui não é o destino dos aluguéis, mas a obrigação de restaurar o próprio conjunto arquitetônico tombado.

A linha do tempo ajuda a entender por que o caso demorou tanto para chegar a esse ponto. O conjunto foi tombado no âmbito municipal em 25 de janeiro de 1992, pelo Condepasa, e depois também na esfera estadual, em 7 de agosto de 2013, pelo Condephaat. Ainda assim, como já mencionado, o alerta da Defesa Civil sobre risco de colapso veio em 2015, e só em 2019 o prédio foi finalmente desocupado.

Diante desse quadro, o MP pediu duas coisas na Justiça: que ninguém pudesse mexer no prédio sem autorização prévia dos órgãos de patrimônio, e que Santa Casa, Estado e Município apresentassem, em conjunto, um projeto de restauro integral. A liminar concedida seguiu essa linha, e o Tribunal de Justiça de São Paulo ajustou os termos posteriormente, definindo que cabe preferencialmente à Santa Casa elaborar o projeto, mas sem tirar do Estado e do Município a responsabilidade solidária pelo custeio e pela execução das obras.

Na defesa apresentada, a Santa Casa alegou crise financeira grave e destacou que o Estado ocupou o imóvel por mais de 80 anos sem investir na manutenção adequada.

O Estado, por sua vez, argumentou que o prédio é propriedade privada da Irmandade e que sua responsabilidade seria apenas subsidiária.

Já o Município tentou sair do processo alegando que não tinha obrigação legal de custear reforma em imóvel de terceiros, mas a Justiça manteve a Prefeitura como parte, reforçando que o dever constitucional de proteger patrimônio histórico local não desaparece só porque o imóvel é particular.
<h3>O que a Prefeitura diz sobre o medo do concreto</h3>
Diante da desconfiança recorrente entre quem acompanha o caso, de que aquele terreno nobre poderia um dia virar mais uma torre na orla, a Prefeitura de Santos foi procurada diretamente sobre essa possibilidade.

A resposta foi taxativa quanto à demolição. Segundo o município, o duplo tombamento, municipal e estadual, torna inviável qualquer intervenção que descaracterize o conjunto, já que qualquer mudança precisa passar pela aprovação do Condepasa e do respectivo órgão estadual. Não há, portanto, brecha legal simples para um destombamento motivado por deterioração ou alegação de falta de recursos por parte da Santa Casa.

Sobre o estado atual das obras, a Prefeitura afirmou que existe projeto aprovado para a restauração do bem e que os trabalhos já estão em andamento, com acompanhamento técnico periódico da equipe municipal responsável por bens tombados. Ao mesmo tempo, a Administração informou que ainda não recebeu nenhum projeto formal sobre a ocupação futura do espaço, o que precisará ser submetido à aprovação antes de qualquer uso ou adequação interna ser autorizado.
<h3>Vago na prática, ocupado no papel</h3>
Depois de anos de audiências públicas, ações judiciais e um prédio cada vez mais deteriorado à beira-mar, a Santa Casa apresentou sua resposta para o impasse. E ela veio de um lugar que ninguém em Santos esperava: o mundo dos tubarões.

Em novembro de 2021, a Irmandade fechou um contrato de locação de 15 anos, renováveis por mais 15, com o Núcleo de Pesquisa e Estudo em Chondrichthyes (Nupec). Pelo acordo, a Santa Casa transferiu ao núcleo a responsabilidade por recuperar o complexo projetado por Ramos de Azevedo, fechado desde 2019, em troca do direito de explorar comercialmente parte daquele espaço nobre da orla. No papel, o problema estava resolvido. Na prática, era só o começo de mais uma etapa de promessas.

Antes de chegar ao que de fato saiu do papel, vale entender o que é essa organização que assumiu um dos maiores desafios patrimoniais da cidade.
<h3>Quem cuida de tubarão também sabe cuidar de patrimônio</h3>
O Nupec é uma entidade científica sem fins lucrativos sediada em Santos, dedicada ao estudo e à conservação de peixes cartilaginosos como tubarões, raias e quimeras. À frente do núcleo está o biólogo, veterinário e arqueólogo <strong>Manoel Mateus Bueno Gonzalez</strong>, nome que soma décadas de pesquisa em ecologia e biologia reprodutiva de elasmobrânquios ao longo da costa sul e sudeste do país.

Ao longo de décadas, o núcleo reuniu a maior coleção particular de elasmobrânquios do país, um acervo tão relevante que parte dele, mais de 5 mil exemplares, acabou doado ao Museu Oceanográfico da Univali, em Balneário Piçarras, garantindo preservação permanente para a comunidade científica.

O trabalho não se limita à biologia marinha. O Nupec também atua em zooarqueologia, investigando como populações pré-históricas da Baixada Santista usavam dentes e ossos de tubarão em ferramentas, armas e rituais funerários, em sambaquis com até cinco mil anos de história. Em parceria com o Centro Regional de Pesquisas Arqueológicas, o Cerpa, o núcleo já participou do mapeamento de naufrágios na costa santista, incluindo a identificação do veleiro inglês Kestrel, encalhado em 1895.

Currículo técnico não faltava, portanto. O que restava provar era se esse conhecimento se traduziria, de fato, em pedra e cal sobre a orla.
<h3 dir="ltr">O plano no papel e o prédio que segue fechado</h3>
<p dir="ltr">Pelo contrato assinado com a Santa Casa, o Nupec assumiu o compromisso de restaurar o complexo tombado, com investimento estimado entre R$ 50 milhões e R$ 77 milhões ao longo de cinco anos de obras civis. O plano previa converter o conjunto de 14 mil m² em um polo científico e cultural com pelo menos quatro museus, entre ciências naturais, paleontologia, arqueologia e o Museu da Cidade de Santos, além de centro de convenções, praça de alimentação e espaços para cursos de capacitação.</p>
<p dir="ltr">A última grande cobertura da imprensa regional sobre o avanço do projeto aconteceu em maio de 2024, quando veículos de notícia de Santos detalharam o início das primeiras etapas físicas e arqueológicas da obra, sob comando do escritório <strong>To Fix Arquitetura</strong>. Na ocasião, foi anunciado formalmente o cronograma de cinco anos, com execução em fases até 2029, incluindo a demolição de estruturas não originais anexas ao fundo do terreno para readequação do espaço.</p>

<h3 dir="ltr">Um prazo, uma solução e uma coincidência de datas</h3>
<p dir="ltr">Vale reparar num detalhe que passa despercebido quando se olha para as datas isoladamente.</p>
<p dir="ltr">A liminar que obrigou a Santa Casa a apresentar um projeto de restauro saiu em julho de 2021, dando à Irmandade um prazo de nove meses para entregar o documento, sob multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. Foi dentro dessa janela, em novembro daquele mesmo ano, que a Santa Casa anunciou o contrato de locação de 15 anos com o Nupec.</p>
<p dir="ltr">Coincidência ou não, a cronologia pode ajudar a entender por que aquele acordo específico, entre tantas possibilidades de parceria que poderiam ter surgido para tocar a restauração de um prédio tombado, chegou tão rápido à mesa da Santa Casa.</p>

<h3 dir="ltr">Amigos antes de serem parceiros de contrato</h3>
<p dir="ltr">Em 31 de janeiro de 2025, quase quatro anos depois de assinado, o contrato entre Santa Casa e Nupec foi rescindido. O próprio provedor da Santa Casa, Ariovaldo Feliciano, resumiu a relação em poucas palavras: "o Gonzalez é meu amigo". Segundo ele, a rescisão foi amigável e consensual, já que o projeto estava parado havia mais de um ano.</p>
<p dir="ltr">O detalhe da amizade não é ilegal nem, por si só, prova de irregularidade em nada do que foi feito. Mas ele levanta uma pergunta natural para quem acompanha o caso: quantas outras entidades foram consultadas antes da Santa Casa fechar com o Nupec e por que essa parceria específica avançou tão rápido dentro do prazo estipulado pela Justiça?</p>
<p dir="ltr">O Juicy Santos procurou tanto a Santa Casa quanto o Nupec para perguntar diretamente sobre os critérios usados na escolha da parceria e sobre os motivos por trás da rescisão do contrato. Até o momento da publicação, nenhuma das duas partes respondeu.</p>

<h3 dir="ltr">Quem é o homem por trás do Nupec</h3>
<p dir="ltr">Manoel Mateus Bueno Gonzalez, o nome à frente do Nupec, é biólogo formado pela PUC-SP em 1995, com doutorado em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, concluído em 2005, e pós-doutorado no Muséum National d'Histoire Naturelle de Paris, em 2009. Foi na França que desenvolveu parte de sua pesquisa mais citada, analisando isótopos e anéis de crescimento em otólitos de peixes encontrados no Sambaqui de Piaçaguera, em Cubatão, contribuindo para novas hipóteses sobre a ocupação humana no litoral paulista há cerca de cinco mil anos.</p>
<p dir="ltr">Ele é filho de Maneco Perneta, um dos nomes mais lembrados da história do jogo do bicho na Baixada Santista.</p>
<p dir="ltr">Maneco chegou a Santos em 1929, vindo da Espanha ainda jovem e começou a atuar como banqueiro do jogo do bicho em 1939, aos 18 anos, tornando-se um dos pioneiros da atividade na região.</p>
<p dir="ltr">A história do pai rendeu a Gonzalez o posto de patrono da escola de samba Unidos dos Morros, que o homenageou no enredo <em>"O Bicho Nosso de Cada Dia, um jeitinho brasileiro de sonhar", </em>no Carnaval de Santos de 2026.</p>
https://www.youtube.com/watch?v=vcLuVX8ugcc
<p dir="ltr">Em entrevista ao jornalista Eduardo Silva, no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=gvJEWIWbkKE" target="_blank" rel="noopener">programa Papo de Samba</a>, Gonzalez falou sobre o pai:</p>

<blockquote>
<p dir="ltr"><em>"Ele começou aqui em Santos com o jogo (do bicho) quando tinha 18 anos, em 1939. Então, daqui a pouco, vai ser uma empresa centenária que <strong>a família continua tocando, gerindo com toda a maestria que o Seu Maneco deixou</strong>."</em></p>
</blockquote>
Resumindo, a Santa Casa fechou um contrato milionário para restaurar um patrimônio histórico com o amigo de seu próprio provedor.

Gonzalez chegou a conseguir autorização para buscar até R$ 33 milhões via leis de incentivo fiscal, como a Lei Rouanet, uma fatia considerável dos R$ 50 milhões a R$ 77 milhões estimados para a obra inteira, mas o valor não foi captado, segundo registros na plataforma SALIC Comparar, do Ministério da Cultura, pesquisadas pelo Juicy Santos em outubro de 2026. Faltou patrocínio empresarial, faltou apoio político e o próprio Gonzalez reconheceu a lacuna ao comentar a rescisão:
<blockquote><em>"O Nupec está procurando um local no Centro de Santos para desenvolver tudo o que seria desenvolvido no Escolástica Rosa."</em></blockquote>
Só que esse local ainda não apareceu. Procurados pela reportagem, nem Gonzalez nem a Santa Casa se pronunciaram sobre o que de fato aconteceu com o projeto e com os recursos que chegaram a ser autorizados. E o Escolástica Rosa, mais uma vez, seguiu exatamente onde sempre esteve nos últimos anos: fechado, deteriorado e longe da reforma que precisa.
<h3 dir="ltr">Enquanto isso, a ideia da farda ganhava força</h3>
<p dir="ltr">Com o Nupec fora da jogada, novas propostas começaram a circular para o destino do prédio. Uma delas veio da deputada federal Rosana Valle, que levou ao provedor da Santa Casa e ao até então secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite, a ideia de transformar o Escolástica Rosa em uma escola de formação militar, com apoio declarado do governador Tarcísio de Freitas. A proposta ganhou reforço do vereador Alisson Sales e do deputado estadual Tenente Coimbra, nomes já conhecidos por defender esse modelo de ensino na Baixada Santista havia anos.</p>
<p dir="ltr">A ideia chegou a uma audiência pública em 26 de março de 2025, que colocou na mesa três caminhos possíveis para o prédio: restaurar sem definir o uso final, implantar ali um colégio militar, ou trazer um campus de Instituto Federal. A discussão terminou sem consenso e com direito a tumulto, incluindo interrupções de estudantes contrários à proposta militar e um episódio em que a saída da ex-prefeita de Cubatão, Márcia Rosa, teria terminado com uma porta quebrada.</p>
<p dir="ltr">Um ponto levantado na audiência pela arquiteta Jaqueline Fernández Alves, especializada em patrimônio, resume bem o problema de fundo que atravessa toda essa história havia anos:</p>

<blockquote>
<p dir="ltr"><em>"Se o projeto de restauro já está pronto é porque o uso específico e seu programa de necessidades também está."</em></p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Ou seja, decidir a forma antes de decidir a função inverte a lógica básica de qualquer restauro patrimonial sério.</p>

<h3 dir="ltr">A obra finalmente começou, mas ninguém diz para quê</h3>
<p dir="ltr">Passado mais um ano e meio da audiência, algo mudou de fato na paisagem da Avenida Bartolomeu de Gusmão. Em setembro de 2026, as obras de restauro começaram, sob execução da To Fix Arquitetura, escritório do arquiteto Gustavo Nunes, já responsável por revitalizações de imóveis protegidos no Centro de Santos.</p>
<p dir="ltr">O financiamento, dessa vez, não veio de leis de incentivo cultural nem de uma associação de biólogos. Segundo o próprio Nunes revelou em entrevista a uma rádio local, o investimento de cerca de R$ 70 milhões partiu do T-Grão, terminal portuário privado especializado em armazenamento e expedição de grãos como soja, milho e farelo.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-221636" src="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/escolastica-rosa-2026-1.jpg" alt="Estátua de duas figuras, um adulto e um jovem, em calçadão com palmeiras, praia e prédios à beira-mar." width="2016" height="1512" /><em>Foto: Flávia Saad</em></p>
<p dir="ltr">A pergunta óbvia é qual seria a contrapartida de um investimento desse porte e <strong>para que o Escolástica Rosa vai servir depois de pronto</strong>. Nem o T-Grão nem Gustavo Nunes responderam a essas perguntas até a publicação desta reportagem.</p>
<p dir="ltr">Já o secretário municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Glaucus Farinello, confirmou que o que está em andamento por enquanto é apenas o projeto de restauro da fachada e da estrutura, sem qualquer projeto de ocupação anexado. Segundo ele, quando o grupo responsável apresentar a proposta de uso futuro, seja escola, espaço gastronômico ou centro cultural, ela precisará passar novamente pela aprovação do Condepasa. Até lá, restauro e ocupação seguem sendo, nas palavras do próprio secretário, "momentos distintos".</p>

<h3 dir="ltr">A boa notícia, e a má notícia escondida atrás do prédio</h3>
<p dir="ltr">Se existe um medo recorrente entre quem acompanha esse imóvel há anos, é o de que ele um dia vire mais uma torre na orla. Nesse ponto específico, dá para respirar aliviado: por estar tombado tanto pelo Condepasa quanto pelo Condephaat, o Escolástica Rosa não pode ser totalmente demolido e as obras em andamento reforçam essa proteção. Santos, pelo menos ali, não vai perder mais um pedaço da orla para o concreto.</p>
<p dir="ltr">Só que a boa notícia vem acompanhada de uma má e ela mora bem atrás do prédio principal.</p>
<p dir="ltr">O Centro Paula Souza já havia sinalizado que buscava uma permuta para o terreno onde funciona a Etec Aristóteles Ferreira, nos fundos do complexo. Segundo denúncia que chegou ao gabinete da vereadora Débora Camilo, depois da aprovação do projeto que praticamente extinguiu as ZEIS em áreas estruturadas da cidade em dezembro, um terreno na Avenida Ana Costa acabou nas mãos de uma construtora santista. Essa mesma construtora já teria contato avançado com o Centro Paula Souza para assumir o edital de permuta assim que ele for publicado.</p>
<p dir="ltr">Na prática, isso significa que a Etec migraria para a Ana Costa, e o terreno hoje ocupado por ela, colado ao Escolástica Rosa, se tornaria disponível para receber mais uma torre residencial na orla, por exemplo.</p>
<p dir="ltr">O Escolástica Rosa vai continuar de pé. Só que, se essa movimentação se confirmar, ele vai seguir de pé à sombra de mais um espigão, testemunhando de perto o mesmo processo que, desde o Plano Diretor de 1968, vem moldando a linha do horizonte de Santos.</p>]]></content:encoded><enclosure url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rosa-escolastica.jpg"/><media:content url="https://www.juicysantos.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rosa-escolastica.jpg" height="112" width="150" type="image/jpeg"/>		
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