MAPAN: Proteção animal e adoção de cães e gatos em Santos

Nathalia Ilovatte

27 de outubro de 2011

Nathalia Ilovatte

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Sete anos, 4679 animais recuperados e doados e uma dívida de 12 mil reais adquirida nas compras de ração para cães e gatos. Esses são os números mais expressivos do Movimento de Apoio aos Protetores de Animais – MAPAN.

A ONG reúne voluntários que, sensibilizados com as condições deploráveis de animais desabrigados, abandonados e maltratados, acolhem, providenciam assistência médica, alimentam e procuram adotantes responsáveis e adequados ao perfil de cada bicho. Aos sábados, eles levam os cachorros e gatos para o Gonzaga e montam uma feirinha na Avenida Ana Costa, na altura das Lojas Americanas e da C&A.

Pode ser fofinho, mas não é fácil. “É um trabalho muito desgastante, geralmente todo mundo que trabalha na proteção animal fica mais tempo doente e tem que tomar ansiolítico”, conta Marcia Lenah, vice-presidente da MAPAN, “são casos horríveis o dia inteiro. Eu atendo cerca de 30 telefonemas por dia de gente querendo largar animal”.

E, geralmente, as ligações nem vêm de moradores de Santos. “Quem me dá mais trabalho são os municípios vizinhos, não o pessoal de Santos. Cubatão é uma vergonha. Ali as grandes empresas não ajudam em nada, só ligam pra gente quando aparece algum animal no campus. Já estivemos na Petrobras, Usiminas, em uma série delas”, explica a protetora, “já recebemos 20 animais de uma vez de uma empresa que fez propaganda dizendo que se preocupa com o meio ambiente”.

A MAPAN não é um orfanato de cães e gatos ou uma instituição governamental que tem a obrigação de receber animais carentes. Ela é formada por pessoas comuns, que trabalham, pagam as contas e ajudam os animais como podem. Por isso, a organização precisa de ajuda. “Protetor não é super heroi, não dá pra gente sair voando para recolher animais em todos os lugares. Mesmo assim, as protetoras recolhem nas zonas mais violentas, são atendidas por pessoas com fuzis que mandam tirar o carro porque tem que pagar pedágio”, explica Márcia Lenah.

A ONG não tem renda própria, portanto, a única maneira dela se manter é recebendo doações de pessoas que se sensibilizam com a causa. Eis aí algumas maneiras de ajudar a MAPAN:

- Deposite a quantia que puder no Banco Itaú, CC 45.555-2, Agência 0610;

- Doe ração, medicamentos, roupinhas (usadas), jornais, caminhas e quaisquer outros artigos para pets na feirinha da MAPAN, no Gonzaga;

- Adquira produtos da MAPAN na Lady Slime, Box 25 da Rua Floriano Peixoto, 30 – tel (13) 3301 5005;

- Denuncie maus tratos ligando para 181, 190 ou, em Santos, para a Codevida, (13) 3203 5593 ou (13) 3203 5075;

- Compre produtos na Pet Shop Pelos, Patas e Cia e avise que são para a MAPAN. As protetoras vão retirar. A loja fica na Avenida Marechal Deodoro, 15.

Adoção de Animais:

A MAPAN só doa para maiores de 21 anos munidos de RG, CPF e comprovante de residência. É necessário fazer uma doação de R$ 20 para a ONG e atender a todos os requisitos dos protetores. Por isso, todos os interessados passam por uma entrevista. Dúvidas? Fale com a MAPAN.